Vandalismo já custa R$ 325 mil para concessionárias de ônibus

5 de abril de 2017 Sem categoria Comentários desativados em Vandalismo já custa R$ 325 mil para concessionárias de ônibus

Casos mais comuns são bancos rasgados, lataria pichada, lacres de emergência danificados, janelas e vidros quebrados

A depredação de ônibus urbanos não dá trégua em Campinas. Nos três primeiros meses do ano, os custos danos causados por vândalos chega a R$ 325,4 mil. Este valor contempla danos com pichações, que ocorrem na média de cinco casos por dia, bancos rasgados, lataria pichada e lacres de emergência danificados, além dos 31 casos de vidros apedrejados ou quebrados registrados em Boletim de Ocorrência.

Na VB1, por exemplo, o custo com o conserto de alçapões, bancos danificados, lacres rompidos e vidros chegou a R$ 81,2 mil no período de janeiro a março. Os danos mais comuns são cortes dos tecidos dos bancos com estilete. Os bancos são almofadados e não há como reaproveitá-los, é preciso reformá-los por completo. Também é comum entre os vândalos arrancar e chutar encostos.

Na VB1, são reformados em média 20 bancos por dia. “Por causa do vandalismo, um carro pode ficar dois ou três dias fora de operação, para a realização dos serviços de manutenção”, informa Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc). “Os casos são tantos que as empresas registram em Boletim de Ocorrência apenas os casos mais graves”, revela.

Pichações em bancos e lataria são outro problema comum. Os vândalos picham a carroceria interna e externamente. Dependendo da tinta, retira-se a sujeira com produtos à base de solvente, mas ocorre também de usarem material cortante. Nesses casos, as inscrições não saem.

Barddal lembra que o vandalismo afeta principalmente quem mais depende de transporte público: a população. “Quando não ficam inutilizados, esses ônibus precisam ser retirados das ruas para reparos”, afirma. Os veículos avariados representam um custo para as empresas que poderia ser revertido em novos veículos e na melhoria do sistema.

Na Itajaí Transportes Coletivos o vandalismo também traz impactos para empresa e para a população. Casos mais graves, como quebra de vidros e danos à carroceria, acontecem aos fins de semana, especialmente quando há festas conhecidas como ‘pancadões’ e em dias de jogos de futebol. Já pichações acontecem praticamente todos os dias. Em média, cinco carros voltam das ruas todos os dias com esse tipo de ocorrência. “Buscamos sempre oferecer um transporte de qualidade, mas com quando um ônibus é danificado ele fica fora de operação e quem acaba prejudicada é a população”, afirma. No fim do ano passado, a Itajaí chegou a ter nove ônibus parados por causa de vandalismo.

Vandalismo é crime

A Lei municipal nº 15.111, promulgada no fim de 2015, estabelece que pessoas flagradas cometendo atos de vandalismo contra ônibus podem pagar multa de 800 Unidades Fiscais de Campinas (Ufics), o que equivale a R$ 2.400,00. São considerados atos de vandalismo pintar, pichar, grafitar, rabiscar, escrever, desenhar, utilizando qualquer tipo de material que altere a característica original do veículo. E também: depredar, deteriorar, danificar e inutilizar ônibus, por meios próprios ou com o auxílio de qualquer objeto.

Além da multa, serão cobrados os gastos com a limpeza e a restauração do ônibus. A multa poderá ser substituída pela pena de limpeza e/ou restauração, caso o infrator repare imediatamente o dano causado e não seja reincidente.

Em caso de reincidência, a multa será dobrada na primeira reincidência e quadruplicada a partir da segunda reincidência. Caso o infrator seja menor de idade, seus responsáveis legais responderão solidariamente pelos danos.

Denúncias de infrações disciplinadas na Lei nº 15.111 poderão ser efetuadas pelos telefones 153 e 156, bem como na página eletrônica da Prefeitura Municipal de Campinas: www.campinas.sp.gov.br.

Escolas nas Garagens promove conscientização

A Transurc desenvolve há 14 anos o Programa Escolas nas Garagens. Dirigido a alunos do 5° ano do Ensino Fundamental, o programa já atendeu mais de 120 mil crianças das principais escolas de Campinas com o objetivo de promover cidadania e conscientizar as crianças sobre a importância de preservação do bem público.

“Procuramos mostrar às crianças a importância do transporte público e o impacto que o vandalismo causa para a sociedade. Essas crianças são formadoras de opinião em suas casas. Assim, esperamos com o programa contribuir para a formação de cidadãos de bem”, afirma Barddal.

Entre as ações promovidas pelo Escolas nas Garagens estão uma peça de teatro sobre os prejuízos que o vandalismo causa à população e o concurso de pintura do mascote Businho, como forma de valorizar entre as crianças o apreço e o respeito ao patrimônio público.

Transurc - Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas - 0800 014 02 04

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