A auditoria feita em 70 holerites de trabalhadores da VB Transportes e Turismo (área 1) comprovou que todos os pagamentos referentes a salários e horas-extras, ao contrário do alegado por trabalhadores, estavam corretos. Insuflados pela oposição do Sindicato dos Rodoviários, os colaboradores paralisaram as atividades da empresa no último dia 12 de dezembro de 2011. O ato prejudicou 170 mil usuários naquele dia.

Para contornar a situação, o acordo feito entre empresa e trabalhadores foi de que aqueles que se sentissem prejudicados teriam uma semana para entrar com pedido de revisão dos pagamentos e, após esse prazo, a empresa teria outra semana para revisar os pedidos.

Dos 1.400 colaboradores da empresa, apenas 70 entraram com pedido de revisão dos pagamentos de salário. “O número representa apenas 5% do total de colaboradores. Mesmo assim a empresa acatou todos os pedidos, revisou os pagamentos e não encontrou erros, provando que a motivação para a paralisação do dia 12 de dezembro foi uma disputa sindical”, explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc.

Essa não foi a primeira vez que uma disputa sindical afetou as garagens de Campinas. No mês anterior os sindicalistas já haviam paralisado a garagem da VB no bairro Bonfim (área 3).

Irresponsabilidade
A disputa entre oposição e situação fez com que cerca de 170 mil passageiros ficassem sem transporte e tivessem seus compromissos prejudicados no dia 12 de dezembro.
Essa disputa, que vem afetando o transporte coletivo em Campinas, se estende faz algum tempo, desde que a diretoria do Sindicato dos Rodoviários acabou presa após denúncia de extorsão contra um convênio médico. Uma nova diretoria assumiu o poder na época e, depois de algum tempo, as pessoas que haviam sido presas retornaram ao poder.