Coleta de roupas e alimentos para famílias necessitadas será realizada de 14 de maio a 26 de junho

A Associação das Empresas de Transporte Urbano de Campinas (Transurc) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros da Região Metropolitana de Campinas (SetCamp), com o apoio da Associação Beneficente Acácias de Sousas (ABAS) e do Espaço Infantil Corrente do Bem, lançam no dia 14 de maio a Campanha do Agasalho 2020. Este ano, o slogan da campanha remete a pandemia do novo coronavírus: “O frio não fica em quarentena!”.

A campanha, tradicional na cidade de Campinas, tem a participação das concessionárias do transporte urbano de Campinas – VB Transportes e Turismo (VB1 e VB3), Itajaí Transportes Coletivos, Onicamp Transporte Coletivo, Expresso Campibus e Coletivos Pádova, e da Região Metropolitana de Campinas (RMC) – VB Transportes e Turismo, Rápido Sumaré, West Side, Transportes Capellini, Lirabus e Viação Ouro Verde.

A novidade desta edição é que a campanha também vai recolher alimentos não perecíveis, voltados para as famílias que passam ainda mais dificuldades com a Covid-19.

No ano passado, a Campanha do Agasalho beneficiou 38 instituições assistenciais de Campinas com mais de 32 mil peças doadas.

Os donativos podem ser entregues no ônibus da campanha, que ficará estacionado diariamente no Largo do Rosário, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17h. Outros pontos de entrega das doações são os terminais de ônibus Central, Ouro Verde, Campo Grande, Mercado, Barão Geraldo e Metropolitano e na sede da Transurc, onde serão instaladas as caixas de arrecadação. As garagens das concessionárias participantes também irão recolher donativos de seus colaboradores.

É importante lembrar que os agasalhos precisam estar em bom estado de conservação, para que possam aquecer quem realmente precisa.

 

As empresas do transporte urbano de Campinas e as que atendem a Região Metropolitana de Campinas estão colocando cartazes dentro e no pára-brisa dos ônibus, para conscientizar os usuários sobre o uso das máscaras. Os motoristas já começaram a utilizar a proteção há vários dias. Juntos, vamos vencer esta crise!

A partir de 04 de maio, passageiros sem o item de proteção não poderão embarcar

ADAMO BAZANI via Diário do Transporte

Os ônibus municipais de Campinas, no interior paulista, começaram a receber neste fim de semana, adesivos com o aviso sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras para o embarque e permanência nos veículos.

A partir de segunda-feira, 04 de maio de 2020, somente quem estiver com o item de proteção vai poder embarcar conforme decreto assinado pelo prefeito Jonas Donizette em 30 de abril.

A determinação do uso de máscara também vale para motoristas e passageiros de táxis e carros de aplicativo.

A medida é uma recomendação das autoridades de Saúde para tentar controlar o avanço do novo coronavírus.

As empresas VB Transportes, Itajaí, Onicamp, Expresso Campibus e Coletivos Pádova colocaram os avisos em locais como no para-brisa.

As companhias de ônibus informaram, por meio de nota, que os motoristas já usam máscaras de proteção facial durante o expediente há duas semanas.

 

Os ônibus metropolitanos da região também receberam os adesivos.

Como mostrou o Diário do Transporte, também a partir desta segunda-feira, 04 de maio de 2020, os transportes metropolitanos em todo o Estado de São Paulo, o que inclui a região de Campinas, e os ônibus municipais, táxis e aplicativos da capital paulista, também só poderão permitir o acesso de pessoas usando máscara.

Assim, a obrigatoriedade será para:

– Ônibus municipais da capital paulista gerenciados pela SPTrans – São Paulo Transporte

– Ônibus comuns gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos em todas as regiões metropolitanas do Estado: São Paulo; Campinas, Sorocaba, Vale do Paraíba e Litoral Norte; Baixada Santista.

– Ônibus seletivos gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos

– Trólebus e ônibus da Metra no Corredor ABD gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos

– Trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos

– Metrô

– Terminais e Estações de sistemas de trilhos e de ônibus

– Ônibus rodoviários gerenciados pela Artesp – Agência Reguladora dos Serviços de Transportes Públicos Delegados do Estado de São Paulo

– Ônibus suburbanos gerenciados pela Artesp – Agência Reguladora dos Serviços de Transportes Públicos Delegados do Estado de São Paulo

FUNCIONÁRIOS DE EMPRESAS FIZERAM MÁSCARAS:

Em torno de 50 funcionários das empresas do Grupo Belarmino, da qual faz parte a VB Transportes e Turismo (VB1 e VB3), das diversas garagens e dentro dos setores de tapeçaria, ajudaram na confecção de 17 mil máscaras de tecido, laváveis, as quais foram distribuídas para os motoristas (3 unidades) e os demais funcionários (2 unidades).

A Itajaí e Onicamp, segundo nota das concessionárias, também organizaram uma equipe para a confecção das máscaras de proteção dentro das garagens que depois foram distribuídas entre os funcionários.

“Desde o início da crise do novo coronavírus, as concessionárias da cidade adotaram diversas ações para proteger os seus colaboradores e Clientes, como a intensificação da higienização dos veículos, distribuição de álcool gel 70% aos funcionários e ampla divulgação das medidas de prevenção a Covid-19.” – diz a nota.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Uso da proteção facial passa a ser obrigatório no transporte urbano, conforme recomendação das autoridades de saúde

Os ônibus das concessionárias que operam o transporte urbano de Campinas, VB Transportes, Itajaí, Onicamp, Expresso Campibus e Coletivos Pádova estão recebendo neste fim de semana os adesivos com o aviso sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras para o embarque e permanência nos veículos, que passa a valer a partir de segunda-feira, 4 de maio.

A medida é uma recomendação das autoridades de Saúde para tentar controlar o avanço do novo coronavírus.

A prefeitura de Campinas publicou decreto que obriga o uso de máscaras de proteção facial no transporte público municipal, a partir da próxima semana. A medida é válida para o transporte por ônibus, táxis e aplicativos.

Um decreto do Governo do estado de São Paulo também estipulou a obrigatoriedade do uso de máscaras pelos usuários do transporte intermunicipal em todo o Estado de São Paulo.

Os alertas serão colocados nos para-brisas dos ônibus. Passageiros sem o acessório de proteção serão impedidos de entrar nos veículos.

Ações contra a Covid-19

Os motoristas das concessionárias de Campinas já usam máscaras de proteção facial durante o expediente, há cerca de 15 dias. Mais uma das medidas de segurança adotada pelas concessionárias, como forma de proteção aos funcionários e também aos Clientes do transporte urbano, contra a Covid-19.

Só nas empresas do Grupo Belarmino, da qual faz parte a VB Transportes e Turismo (VB1 e VB3), cerca de 50 funcionários das diversas garagens, e dentro dos setores de tapeçaria, ajudaram na confecção de 17 mil máscaras de tecido, laváveis, as quais foram distribuídas para os motoristas (3 unidades) e os demais funcionários (2 unidades).
A Itajaí e Onicamp também organizaram uma equipe para a confecção das máscaras de proteção dentro das garagens, as quais foram distribuídas entre os funcionários.

Desde o início da crise do novo coronavírus, as concessionárias da cidade adotaram diversas ações para proteger os seus colaboradores e Clientes, como a intensificação da higienização dos veículos, distribuição de álcool gel 70% aos funcionários e ampla divulgação das medidas de prevenção a Covid-19.

Ordem ressalta que dados de queda na demanda em todo o país são semelhantes ao ocorrido com as companhias aéreas, que, ao contrário do transporte público coletivo, vêm tendo atenção especial das autoridades

ALEXANDRE PELEGI via Diário do Transporte

Cresce a pressão sobre o Governo Federal no sentido de garantir o reconhecimento do transporte como direito social, consagrado pela Constituição Federal, e um serviço essencial.

Além de uma emenda propositiva na Câmara de Deputados (leia aqui), e de um Projeto de Lei no Senado (leia aqui), chegou a vez da Ordem dos Advogados do Brasil, seção nacional, encaminhar ofício ao ministro da Economia, Paulo Guedes, solicitando a atuação e os esforços de seu ministério para a aprovação do Programa Transporte Social.

Como mostrou o Diário do Transporte, o programa foi proposto por entidades da área de transportes urbanos, como a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana e a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), com apoio da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com objetivo de auxiliar o setor essencial durante a crise gerada pela pandemia do coronavírus. Relembre: NTU, Fórum de Secretários e ANTP propõem ao Governo Federal compra imediata de passes de ônibus na ordem de R$ 2,5 bilhões/mês

Em seu ofício, a OAB aponta para dados do setor que revelam uma queda na demanda da ordem de 70% em média, em todo o país, em uma situação semelhante ao ocorrido com as companhias aéreas, que, ao contrário do transporte público coletivo, vêm tendo atenção especial das autoridades.

A Ordem destaca que o transporte é “direito social” consagrado pela Constituição Federal e serviço essencial, cujo objetivo é contribuir na garantia de outro direito constitucional, ou seja, o direito de ir e vir, sendo que o transporte coletivo urbano figura em destaque nesse contexto.

Nestes termos, solicito os bons préstimos de V.Exa. no sentido de envidar esforços visando à aprovação do referido Programa, como fator decisivo para manter a operação mínima do transporte público por ônibus no período de crise, fundamental para o deslocamento dos trabalhadores das áreas de saúde, segurança, limpeza pública, abastecimento e outras, todas essenciais, e garantir o pagamento total ou parcial dos salários e benefícios dos milhares de trabalhadores do setor, até a retomada da normalidade social e econômica do País”, afirma um trecho do documento encaminhado ao ministro Paulo Guedes.

Trinta e cinco organizações da sociedade civil também encaminharam ao ministério da Economia e a outras autoridades do governo federal, assim como ao Congresso Nacional e ao Ministério Público e entidades do setor de transporte, uma proposta que visa contribuir para o combate às crises econômica e social enfrentadas no país, sobretudo pelo impacto nos sistemas de transportes durante a pandemia no Brasil. O documento analisa a solução apresentada por entidades do Programa Transporte Social. Dentre as várias entidades, estão o Idec – Instituto de Defesa do Consumidor e o IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil (unidades de SP, RS e DF) , além do ITDP – Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento e a Rede Nossa São Paulo. Relembre: Organizações da sociedade civil se posicionam sobre Programa Emergencial do Transporte Social

COMO FUNCIONA O PROGRAMA

O Programa Transporte Social consiste na aquisição pelo Governo Federal de créditos eletrônicos de viagens perante as entidades e empresas, públicas e privadas, responsáveis pela comercialização desses créditos nos diversos sistemas de transportes públicos coletivos por ônibus e na utilização dos meios tecnológicos de bilhetagem eletrônica existentes para distribuição dos créditos aos beneficiários do Programa.

Cada crédito eletrônico de passagem corresponde a uma tarifa pública vigente no sistema de transporte público coletivo por ônibus de cada cidade, região metropolitana ou aglomeração urbana.

O Governo Federal destinará os créditos de viagem do Programa, preferencialmente aos beneficiários dos programas sociais do Governo federal existentes ou que sejam criados durante o estado de calamidade pública do COVID-19.

Como esclarece a ANTP, uma das autoras do Programa, o Transporte Social do Governo Federal “não é um plano de ajuda a empresários. É uma ‘ponte’ indispensável entre o atual momento crítico e a volta à normalidade ao fim da crise Coronavirus. O programa proposto pelas entidades se assenta na importância social do transporte na vida do cidadão comum, que não tem outras formas de mobilidade, e objetiva fundamentalmente garantir sua existência, agora, durante a pandemia, e depois dela. Parece claro que sem transporte não há atividade produtiva, nem empregos, e menos ainda atendimento à saúde pública da população mais vulnerável. Lamentavelmente, isso não foi o que os governos entenderam ao longo de décadas, carreando a grande parte dos investimentos públicos para o transporte por automóvel. Mas neste momento, chegamos a um ponto crítico para a manutenção deste sistema”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Os motoristas das concessionárias que operam o transporte urbano de Campinas, VB Transportes, Itajaí, Onicamp, Expresso Campibus e Coletivos Pádova estão usando máscaras de proteção facial durante o expediente, desde o final da semana passada.

Esta é mais uma medida de segurança adotada pelas concessionárias da cidade, como forma de proteção aos funcionários e também aos Clientes do transporte urbano, contra a Covid-19.

Só nas empresas do Grupo Belarmino, da qual faz parte a VB Transportes e Turismo (VB1 e VB3), cerca de 50 funcionários das diversas garagens, e dentro dos setores de tapeçaria, ajudaram na confecção de 17 mil máscaras de tecido, laváveis, as quais foram distribuídas para os motoristas (3 unidades) e os demais funcionários (2 unidades).
A Itajaí e Onicamp também organizaram uma equipe para a confecção das máscaras de proteção dentro das garagens, as quais foram distribuídas entre os funcionários.

Desde o início da crise do novo coronavírus, as concessionárias da cidade adotaram diversas ações para proteger os seus colaboradores e Clientes, como a intensificação da higienização dos veículos, distribuição de álcool gel 70% aos funcionários e ampla divulgação das medidas de prevenção a Covid-19.

Setor de atendimento na sede recebe sinalização de solo para evitar aglomerações de Clientes; funcionários ganham máscaras de proteção e álcool gel

A Associação das Empresas de Transporte Urbano de Campinas (Transurc), gestora do sistema de bilhetagem eletrônica e responsável pela venda de passes para ônibus na cidade, implantou várias ações para enfrentar a Covid-19. As medidas protetivas aos funcionários visam garantir o atendimento seguro também aos usuários e são essenciais para a utilização do transporte público.

Os pontos de atendimento na sede receberam sinalização de solo para evitar aglomerações de Clientes. Também foram adquiridas máscaras de proteção para distribuição aos colaboradores. Toda a equipe recebeu álcool gel 70% para a higienização das mãos.

Funcionários com 60 anos ou mais, ou os que fazem parte do grupo de risco, também foram afastados do trabalho neste período da pandemia do novo coronavírus. Vários colaboradores passaram a trabalhar em home office e o restante da equipe tem se organizado em sistema de revezamento para evitar o excesso de pessoas dentro da associação e nos postos de atendimento localizados nos terminais.

A Transurc ainda colocou cartazes informativos sobre o novo coronavírus em diversos pontos da sede, voltados para a orientação dos funcionários. Também divulga todas as informações e ações sobre a Covid-19 no setor de transporte nas redes sociais e site da entidade.

O atendimento é feito em horário comercial na sede da entidade, na Rua 11 de Agosto, 757, no Centro, mas com equipe reduzida. Outros canais de atendimento são o Disque Transurc, pelos telefones: 0800 014 02 04 ou 4003-6578 ou pelo Fale Conosco, no site: www.transurc.com.br.

Negociação foi feita com o Banco Santander, mas colaborador terá de procurar instituição individualmente

 

JESSICA MARQUES via Diário do Transporte

 

O Grupo Belarmino, que atua em transportes no estado de São Paulo e principalmente na Região Metropolitana de Campinas, informou que os funcionários agora têm carência de 120 dias para crédito consignado.

Ao todo, o grupo possui 8.298 colaboradores diretos. O conglomerado do setor de transportes realizou junto à diretoria do Banco Santander, instituição financeira que mantém contratos de Crédito Consignado com 25% dos funcionários, um acordo que possibilita o refinanciamento da dívida.

Com isso, a carência será de 120 dias (quatro meses) para o pagamento da primeira parcela refinanciada, conforme informado pelo grupo, por meio de nota. Contudo, como são contratos realizados diretamente entre o colaborador e o banco, é necessário que o trabalhador, individualmente, faça o contato com a instituição, seja por meio do aplicativo Santander ou em uma agência física.

“Queremos que os colaboradores possam enfrentar com mais tranquilidade este momento ímpar pelo que o País e o mundo passam. Muitos colaboradores que assinaram contratos com o banco estavam preocupados em como honrar esse compromisso pessoal. O Grupo Belarmino procurou a diretoria do Santander que, de pronto, entendeu a situação e se comprometeu a oferecer taxas acessíveis”, afirmou Paulo Barddal, diretor de Comunicação do grupo.

Para refinanciar a dívida pelo aplicativo, é preciso acessar Empréstimos (no menu principal), simular Empréstimos e selecionar a opção Desconto em Folha. Em caso de o funcionário possuir crédito em atraso, basta entrar em contato com a Central Santander por meio do telefone 4004-2262, opção 2, para fazer a renegociação.

CORONAVÍRUS

Além dessa iniciativa, o Grupo Belarmino tomou outras ações contra a proliferação do novo coronavírus. As atividades incluem a intensificação da higienização dos ônibus, distribuição de álcool gel 70% aos seus funcionários, afastamento dos colaboradores com mais de 60 anos ou que fazem parte do grupo de risco, home-office, palestras sobre cuidados e prevenção contra a Covid-19 em garagens e informativos nos ônibus.

Outra medida é que todos os veículos de comunicação, incluindo as páginas de Facebook, sites, Instagram e Twitter foram atualizadas com detalhes sobre prevenção.

“Os funcionários continuam trabalhando para manter a prestação de serviços voltada aos trabalhadores de serviços essenciais como hospitais, supermercados, farmácias, padarias, construção civil, entre outros estabelecimentos. Esses colaboradores, logo que entram nas garagens, têm a temperatura aferida e, em caso de a mesma ser igual ou superior a 37,7ºC, imediatamente são levados à unidade de saúde mais próxima.”

O Grupo Belarmino é um dos maiores conglomerados do setor de transporte do Brasil. Atua no segmento de fretamento contínuo e eventual, metropolitano, intermunicipal, cargas, rodoviário e coletivo urbano.

Ele é composto pela VB Transportes e Turismo, Rápido Luxo Campinas, Rápido Sumaré, Viação Atual, Viação Campos dos Ouros, West Side, Empresa São José, Nossa Senhora de Fátima, Vila Real, Ouro Verde, Transportes Capellini, VBex e Viaje Mais.

Dados fazem parte de um acompanhamento de associação nacional de viações em 106 sistemas. Queda de demanda, em grande parte das cidades, é superior a 70%

ADAMO BAZANI

Sistemas de ônibus urbanos e metropolitanos de diversas regiões do País já começaram a entrar em colapso com demissões, suspensões de contratos de trabalho, falências de empresas de transportes, quedas de demanda e faturamento superiores a 70%, atrasos em pagamentos e greves.

É o que aponta relatório de acompanhamento da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que representa mais de 500 viações, ao qual o Diário do Transporte teve acesso.

O documento é uma amostra de 106 sistemas de transporte de todo o Brasil, não trazendo dados totais do setor, mas reflete o que tem ocorrido de forma rotineira nas cidades e regiões metropolitanas.

De acordo com os dados, por causa da pandemia originada na China, em grande parte das cidades pesquisadas, a queda de demanda foi superior a 70%.

As medidas de isolamento social, com a restrição da movimentação das pessoas, são as únicas formas defendidas por especialistas mundiais de Saúde para conter o avanço do novo coronavírus, causador da Covid-19 que matou mais de 120 mil pessoas em todo o mundo. Os dados estão subestimados, já que todos os países estão com dificuldades em adquirir os testes de diagnósticos, sendo que muitos óbitos sequer foram testados e registrados. É justamente a China, o berço da crise de Saúde e Financeira Mundial, que fabrica quase a totalidade de testes, reagentes, máscaras e respiradores de UTI, que estão bem mais caros e são procurados por quase todos os países do mundo.

Não há vacinas ou remédios comprovados para o vírus e se o número de contágio ao mesmo tempo for maior, não haverá leitos de hospitais para todas as vítimas, que poderão morrer por falta de atendimento adequado.

Como, de acordo com os especialistas não há outro remédio além do isolamento social, os setores mais prejudicados pelo avanço do novo coronavírus pedem auxílio governamental.

Segundo os dados da amostragem da NTU, já foram quase 1,5 mil demissões e mais de 2 mil suspensões de contratos de trabalho, lembrando que os dados reais são maiores, já que o relatório é por amostragem.

Ao menos 279 sistemas tiveram suspensão de serviços parciais ou totais, sendo que 180 chegaram a paralisar completamente as atividades em alguns momentos, contando com 175 cidades de Santa Catarina, além de Araguaína (MT), Ilhéus (BA), Jaboticabal (SP), Nova Pádua (RS) e João Pessoa (PB).

O relatório ainda aponta desistências de sistemas, recolha de frotas e falências de empresas que já estavam em dificuldades financeiras e não aguentaram o baque do novo coronavírus.

Um dos exemplos, já noticiado pelo Diário do Transporte é a da Real Transportes, de Guarulhos, na Grande São Paulo, do grupo Real, do Rio de Janeiro, que em 01º de abril de 2020, deixou de prestar serviços. O grupo está em recuperação judicial.