A Prefeitura Municipal de Campinas decretou a ampliação da integração do Bilhete Único para duas horas. O documento foi assinado pelo prefeito Jonas Donizette e pelo secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Sérgio Benassi, em 28 de fevereiro, no Terminal Central.
O benefício começou a valer a partir da zero hora do dia 1º de março, com a atualização do sistema de validação das catracas eletrônicas pela Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) e a publicação no Diário Oficial do Município.
A mudança de uma hora e meia para duas horas na integração vale, automaticamente, para todos os cartões do Bilhete Único, ou seja, vale-transporte, escolar e comum. Dentro desse período, o passageiro pode utilizar até três ônibus. O novo tempo de integração é para todos os dias da semana, incluindo domingos e feriados.
O Bilhete Único é usado 620 mil vezes por dia no transporte público de Campinas e, com a ampliação, é esperado que os usuários prefiram cada vez mais o cartão, que é a forma mais segura, mais ágil e mais econômica de andar de ônibus. “Quero que o Bilhete Único seja usado de preferência por todas as pessoas, para não ter mais dinheiro dentro dos ônibus e, com isso, ter mais segurança para a população”, afirmou o prefeito em discurso.
A Transurc e as concessionárias de ônibus ainda não sabem qual o impacto que a ampliação no tempo da integração terá nos custos operacionais.

Expresso Bilhete Único atende clientes e funcionários a partir da segunda-feira

O Expresso Bilhete Único segue da Avenida Moraes Salles para o Shopping Parque das Bandeiras nesta segunda-feira, dia 25 de fevereiro, e ficará no local até 22 de março. O micro-ônibus ficará estrategicamente posicionado no estacionamento do shopping, entre a entrada de pedestres da Avenida John Boyd Dunlop e o Acesso A para os veículos, local de grande fluxo de pedestres.

O Expresso Bilhete Único tem sido uma excelente alternativa aos usuários do transporte coletivo urbano de Campinas que desejam fazer o cadastro para o Bilhete Único Comum, a recarga e a consulta desse tipo de cartão. O atendimento será feito das 8h30 às 18h30, de segunda a sexta-feira.

No micro-ônibus, o Bilhete Único Comum é feito na hora e o usuário já sai podendo usufruir os benefícios do cartão. “Hoje, não existe qualquer tipo de burocracia para fazer o Bilhete Único Comum. O cadastro é realizado sem qualquer custo, a emissão do BU é feita na hora e a própria recarga, que pode ser feita com o valor que o cliente desejar, é possível em mais de 300 pontos da Rede de Representantes Credenciados da Transurc, além dos terminais e do Poupatempo Centro”, explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc).

 

Como fazer

Para efetuar o cadastro, o interessado precisa levar apenas a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou a carteira de identidade (RG) e o CPF. Além disso, quem utiliza o Bilhete Único pode recuperar os créditos em caso de perda, roubo, furto ou inutilização do cartão. Basta entrar em contato com a Transurc pelo 0800 014 02 04, pedir o bloqueio do cartão original e solicitar a emissão de uma segunda via. O saldo do cartão antigo será automaticamente transferido para o novo.

Depois de atuar por mais de 20 anos como vereador, o político Sérgio Benassi (PC do B) assume um novo desafio em sua carreira: ser secretário municipal de Transportes da Prefeitura de Campinas e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Em sua atuação na Câmara Municipal, foi responsável por centenas de projetos de lei em diversas áreas, sendo 102 direcionados ao setor de transportes e trânsito. Inclusive foi o autor da lei que estabelece a concessão atual para o transporte público e cria o Sistema InterCamp. Criou também a regra que determina a existência de um curso de reciclagem para cobradores e motoristas. O novo secretário de Transportes ainda foi responsável pela lei que cria a Semana Municipal do Trânsito em Campinas, em 2007, e pelo projeto que regulamenta as regras para o serviço de motofrete, fretamento e transporte escolar.

Sérgio Benassi concedeu essa entrevista um mês após assumir a pasta, tempo no qual se inteirou dos problemas que irá enfrentar e quais serão seus desafios para o próximo ano.

 

Quais são seus planos para o transporte?

A principal questão que eu levo em conta é o contrato de gestão que está em vigor. Não há como conceber a gestão do transporte desconsiderando todo o processo instalado, que já está com sete anos e tem mais sete anos pela frente, podendo inclusive ser renovado. Minha primeira grande tarefa é eu ser um gestor efetivamente cauteloso e rigoroso, prevendo e apostando na eficiência do sistema já criado.

A cidade passou por uma grande transformação ao estabelecer um novo sistema e, principalmente, ao criar uma noção de integração entre os vários modais de transporte, coisa que a cidade não tinha. A gente não tinha um serviço satisfatório.

Eu compreendo e participei da implantação do atual sistema e, evidentemente, ele está passando por transformações e eu sou o gestor disso, tenho de ser a pessoa que aposta nisso e vai cobrar o que está sendo realizado com sucesso e negociando alternativas para melhorar o serviço, trazer mais conforto, segurança, eficiência, agilidade e a integração, gerando uma sinergia positiva.

 

Há mudanças previstas?

Campinas é uma cidade que está passando por grandes transformações econômicas: nossa cidade está vivendo uma fase de expansão significativa, a renda da população aumentou, a empregabilidade é altíssima, o sistema está incorporando uma demanda estressante e a gente tem de ser muito ágil. Dou um exemplo: com a expansão do Aeroporto de Viracopos, estamos sofrendo uma pressão muito grande com o número de pessoas que passaram a usar linhas que antes eram secundárias no sistema e o problema não envolve apenas mais passageiros. Envolve a criação de mais linhas, mais ônibus, mais terminais, mais pontos de ônibus, mais itinerários… É preciso fazer um estudo de origem do destino dessas pessoas, saber se são da cidade, se são da região e o próprio aeroporto tem pedido a ajuda da Emdec para atuar lá dentro.

 

O BRT (Bus Rapid Transit) vai começar quando? Qual o impacto para quem vive nas regiões do Ouro Verde e do Campo Grande?

O início das obras dos dois corredores está programado para o final deste ano, início do próximo ano. Nós vamos atingir a maior parte da população. O maior número de linhas, o maior número de passageiros é dessas regiões, pois 65% da demanda do transporte público vem dessas regiões. Isso já dimensiona a alteração profunda que vai ocorrer. Esse público é a massa de trabalhadores da cidade, que precisa desse transporte integrado. Lembrando que um grande corredor é o fator indutor do progresso e do desenvolvimento de uma região. A qualidade de vida da cidade vai ser alterada, todo o sistema econômico, imobiliário e o comércio serão movimentados por isso. A duração das obras será em torno de três anos. Mas vamos ter de pedir a paciência do povo, porque para fazer isso nós vamos chacoalhar a vida da cidade. Cada trecho de obra, durante um certo tempo, vai incomodar. E a Emdec tem de ir em socorro disso, ela é a patrocinadora de uma mudança, mas tem de gerenciar o que ela mesmo gera.

 

Campinas registra um número alto de acidentes de motos com vítimas graves. Como a Emdec pretende lidar com essa questão?

Esse é um ponto-chave da minha gestão. Tem um dado fundamental, que não existia nas estatísticas: atropelamento por moto. Os motoqueiros estão atropelando pedestres! Outra coisa importante é a morte de passageiro. São dados novos da nossa realidade que geram preocupação. A educação tem de começar com a criança para ver se daqui a 15, 20 anos ela vira um bom motorista, mais civilizado.

 

Então a Emdec vai retomar suas campanhas educativas?

O transporte coletivo ou individual é um instrumento de locomoção, que responde às necessidades que as pessoas têm, é uma mercadoria. E o mercado facilita quanto pode o acesso das pessoas a isso. No caso do transporte, ele é também um risco para os outros. Você compra o carro, usa, mas tem de estar emoldurado num conjunto de regras da sociedade, em defesa própria e da sociedade. Se a pessoa não incorpora um elemento educativo forte, de civilidade e preocupação com o outro, ela é um consumidor sem responsabilidade. Ela só quer a satisfação dela, ela acha que pode andar na velocidade que quer, pode achar que pode passar o farol vermelho, se tem pedestre em cima da faixa ela passa do lado e é o pedestre que tem de se virar para pular na calçada… Pode parecer exagero, mas não é, pois nossos dados estatísticos mostram que as três maiores questões de acidentalidades, de risco de multas e de desrespeito às regras de trânsito são abuso da velocidade, ultrapassagem do semáforo e o não respeito à faixa de pedestres. O cidadão tem de ser educado desde criança, pois um dia ele vai desejar ter um carro. É bom que incorpore essas regras desde pequenininho. A Emdec vai desenvolver de forma intensiva todos os programas de educação e segurança no trânsito para várias faixas etárias e vários modais, com um calendário. Por exemplo, agora na volta às aulas, a gente tem um programa de atenção permanente nas escolas.

 

Quais são os planos de pavimentação?

Há boas notícias sobre isso. Parte do PAC está nesse programa, conseguimos apresentar projetos nos bairros mais carentes e isso já está em andamento. Tem lugares onde o trânsito é muito ruim e vai ser bom porque nós vamos viabilizar viário de ônibus e o melhor atendimento à população. Alguns bairros com adensamento, como o Santo Antonio, Satélite Íris, Parque Oziel e Santa Monica, terão todos os itinerários de ônibus asfaltados. São bairros importantes, onde mora muita gente e os ônibus não conseguem circular. Vamos atingir as principais demandas e carências nessa área.

 

As concessionárias estão investindo em ônibus acessíveis. Como a Emdec pretende trabalhar os pontos de ônibus e terminais para a acessibilidade?

Além do conforto, uma das coisas importantes é que vai haver um sistema de monitoramento completo, no qual o cidadão vai poder gerenciar, ter o controle e informar sobre os pontos que precisam ser reformados. A cidade precisa de pontos e terminais estruturados, de estações de transferência fechadas e acessíveis. Agora tem de ter noção de que temos esse objetivo e de que isso precisa ser feito ao longo do tempo, porque é uma cidade grande, com milhares de pontos e a gente não pode prometer que vai fazer isso em seis meses, porque o custo disso tem de ser compartilhado e planejado.

 

A Emdec vai aumentar a fiscalização para evitar o “cabrito”?

Quando a gente instalar o monitoramento do sistema, boa parte do problema estará resolvida, pois o processo de fiscalização vai ser eficiente como ferramenta de combate a isso. O monitoramento dentro do ônibus vai inibir isso. Eu já reabri todo o processo de homologação das tecnologias para a gente fazer a seleção junto com as concessionárias. Vamos fazer a contratação e a implantação para este ano. O monitoramento será dentro dos ônibus, em pontos, terminais e estações de transferência.

As avenidas Amoreiras, John Boyd Dunlop e Ruy Rodriguez são as campeãs de uma triste marca: as três foram as que mais registraram acidentes em 2011, segundo levantamento da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Apenas nessas três avenidas ocorreram 1.748 acidentes, com 25 mortes e, desse total, 16 pessoas foram vítimas de acidentes com motos.

A Emdec atribui o aumento de acidentes envolvendo as motocicletas a diversos fatores. “Com o aumento da renda, do consumo e da facilidade de crédito, a frota de veículos cresceu 5% e a de motos aumentou 9,5% em 2011. O trabalhador que mora nos bairros, e utiliza essas vias arteriais extensas, compra moto. Além disso, o público é jovem, de 18 a 35 anos, o que envolve a questão comportamental. A gravidade do acidente é maior, pois, em uma batida, é o corpo do motociclista que vai ao chão”, explica Humberto de Alencar, diretor de Desenvolvimento Institucional da Emdec.

No total de acidentes, Campinas registrou 17.818 casos em 2011. Desses, 141 causaram 147 mortes, e em 65 casos as motocicletas vitimaram 68 ocupantes – 64 condutores e quatro passageiros.

O alto número de mortes é atribuído ao uso do álcool. “Dos motociclistas que morreram em 2011, 37,1% estavam com quantidade de álcool acima do permitido no sangue”, afirma Débora Damasco, chefe do Departamento de Programas de Educação da autarquia. A Emdec planeja campanhas direcionadas aos motociclistas para reduzir esses índices.

O mapeamento com os dados referentes a 2012 será divulgado pela Emdec no final de fevereiro.

A VB Transportes e Turismo, concessionária do transporte coletivo urbano de Campinas, entregou 27 ônibus convencionais acessíveis para a região do Ouro Verde (área 1 – azul-claro), no dia 2 de fevereiro. O investimento foi de R$ 7,56 milhões.

A entrega, que foi feita no Terminal Ouro Verde, contou com a presença do prefeito, Jonas Donizette, do secretário de Transportes, Sérgio Benassi, e da secretária do Direito das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Emmanuelle Garrido Alkmin, entre outros representantes do Poder Público.

“O transporte coletivo é necessário para fazer o trânsito mais seguro e com mais fluidez. Atualmente é coisa rara ver carro com duas, três pessoas, o carro tornou-se um veículo individual. É por isso que investir no transporte coletivo é necessário”, enfatizou o prefeito. Os novos veículos já estão circulando nas linhas 1.25 – Terminal Ouro Verde/Shopping Iguatemi (12 ônibus); 1.34 – Terminal Barão Geraldo (7 ônibus); 1.42 – Jardim Santa Terezinha (3 ônibus); e 1.62 – Jardim Pauliceia (5 ônibus). As linhas transportam, diariamente, cerca de 15 mil passageiros.

Os novos ônibus têm chassi Mercedes-Benz OS 1722 e carroceria Comil Svelto. Cada veículo custou R$ 280 mil.

“Os veículos substituirão outros mais antigos que estavam em circulação. Eles têm elevadores que facilitam o embarque e o desembarque de pessoas com dificuldades motoras, além de balaústres emborrachados para direcionamento ao botão de parada, que tem indicação em braille”, explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), à qual a VB Transportes é associada.

Os veículos convencionais têm capacidade para 76 passageiros e ainda contam com bancos acolchoados e especialmente identificados para obesos, idosos e gestantes, e encostos mais altos que oferecem maior conforto e comodidade aos usuários. “Os novos veículos são muito importantes, principalmente porque são adaptados e vão trazer mais conforto para quem vive na região, que é bem populosa. Eles também são menos poluentes, o que vai ao encontro das nossas metas ambientais”, declarou Donizette.

Mais entregas

A VB Transportes e Turismo também vai entregar seis novos articulados para a área 1 até o final de fevereiro. Os articulados têm chassi Mercedes-Benz O500, carroceria Comil Doppio e são totalmente adaptados para portadores de necessidades especiais, com cinco portas, inclusive com elevadores dos dois lados. O total do investimento é de R$ 3,6 milhões, já que cada veículo custou R$ 600 mil.

O Consórcio UrbCamp, formado pela VB e pela Coletivos Pádova, irá entregar 14 novos veículos convencionais para as regiões de Barão Geraldo e Cidade Judiciária, em fevereiro. Os novos ônibus têm chassi Mercedes-Benz OS 1721 e carroceria Comil Svelto. O investimento é de R$ 3,92 milhões, pois o valor unitário é de R$ 280 mil.

Apenas nos dois primeiros meses do ano, a concessionária e o consórcio já investiram R$ 15,08 milhões na renovação da frota, com os 47 veículos novos. Com os novos ônibus, Campinas chega à marca de 56% de veículos totalmente acessíveis das concessionárias do transporte coletivo urbano. Hoje, são 516 carros com piso baixo ou elevadores. A idade média da frota é de 4,93 anos.

 

Motor Euro 5

Os novos ônibus do Consórcio UrbCamp, que irão operar nas linhas verdes (área 3), poluem menos o meio ambiente, pois são equipados com o motor Euro 5, que atende a fase 7 do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). Os motores emitem 80% menos material particulado e 60% menos óxido de nitrogênio ao usar o biodiesel B-10 (mais informações na página 9).

Novas taxas para emissão de novas vias do cartão Bilhete Único (BU) estão em vigor desde 21 de janeiro. Para a emissão da segunda via será cobrada taxa de duas tarifas vigentes (R$ 6,60); para a aquisição da terceira via, serão quatro tarifas vigentes (R$ 13,20); e, da quarta via em diante, serão oito tarifas vigentes (R$ 26,40), valor que era cobrado anteriormente para todos os casos.
A taxa para emissão de nova via do BU apenas não será cobrada nos casos de defeito de fabricação do cartão ou se ele tiver sido emitido há mais de cinco anos. Nesse caso, é necessário apresentar o BU antigo.
Em casos de extravio, roubo, perda ou danos que impossibilitem a utilização do cartão, o usuário paga pela nova via.
A nova via será emitida em até 48 horas após a solicitação. Os créditos remanescentes do cartão cancelado serão transferidos para a nova via.
Se houver qualquer problema com o cartão, o usuário deve entrar em contato com a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), pelo telefone 0800 014 02 04 ou ir até a sede, na rua 11 de Agosto, 757, Centro. O atendimento é realizado das 7h30 às 18h.

As concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas a cada ano incorporam mais atitudes em prol do meio ambiente. A mais recente é o uso do combustível distribuído pela Petrobras, o S-10, que misturado a 5% de biodiesel, resulta no novo biodiesel B-10. Com baixo teor de enxofre, o combustível é ideal para os motores com tecnologia Euro 5, que estão presentes em muitos veículos novos das concessionárias.

O teor de enxofre do diesel S-10 é de no máximo 10 mg/kg (ou partes por milhão, ppm), uma quantidade mínima, que equivale ao mesmo teor de enxofre do diesel usado na Europa. Somado ao biodiesel, combustível que emite menos poluentes, pois é fabricado a partir de fontes renováveis (girassol, soja, mamona), o B-10 contribuirá com a melhora da qualidade do ar em Campinas.

“O benefício está no ônibus novo, com motor Euro 5 (que passou a ser comercializado em 2012), usando o B-10, pois o combustível passa por um tratamento no motor, que faz um tratamento dos gases, o que exige um diesel com menos teor de enxofre”, explica Waldyr Luis Ribeiro Gallo, professor associado do Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica, da Universidade de Campinas (Unicamp).

O novo combustível também apresenta maior número de cetano (medida de qualidade de ignição) que o diesel S-50, que foi usado no ano passado pelas concessionárias, o que provoca benefícios na partida, redução de fumaça branca e aumento da vida útil do óleo lubrificante.

A novidade também representa mais investimentos por parte das concessionárias. “A tecnologia vem evoluindo, mas purificar o combustível custa caro e, por isso, o preço do diesel aumenta e os ônibus também ficam mais caros”, esclarece Gallo.

Saúde

A redução de enxofre no diesel é também importante para a saúde. Os óxidos de enxofre, produzidos no processo de queima do enxofre, presente na combustão dos veículos a diesel, são irritantes e tóxicos para os seres humanos e podem provocar problemas respiratórios.

 

Benefícios

Para o meio ambiente

  • Redução em até 90% das emissões de enxofre.
  • Menor emissão de material particulado.
  • Redução na emissão de fumaça branca.

Para os ônibus

  • Diminui a formação de depósitos no motor.
  • Melhor partida a frio.
  • Redução na incidência de contaminantes no lubrificante.

Todos os crimes ocorreram na região do Ouro Verde; prejuízo estimado é de R$ 7 mil

O saldo final do Carnaval, quesito vandalismo, foi a depredação de seis ônibus da VB Transportes e Turismo, concessionária que opera na região do Ouro Verde. Foi a única de Campinas onde ocorreram os crimes. O prejuízo total estimado é de R$ 7 mil.
Em relação ao mesmo período do ano passado, quando 11 veículos foram atacados, houve uma redução de 45% nos casos de depredação. No primeiro dia da Operação Carnaval foram depredados quatro ônibus e na madrugada de hoje, segundo dia da operação, foram mais dois. “Nos casos mais recentes, os vândalos quebraram duas câmeras dos ônibus que faziam a linha 1.17 – DICs, cujo prefixos são 1536 e 1537. Os dois crimes ocorreram por volta das 3h20”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc).

Vandalismo é burrice
A Transurc lançou na semana passada a campanha “Vandalismo é burrice”, que visa combater o vandalismo, principalmente no Carnaval, época do ano em que os ônibus mais sofrem com esse tipo de crime. As peças da campanha mostram que, ao estragar, depredar e sujar os ônibus, o vândalo prejudica os amigos, a família e a si mesmo.
A campanha está sendo veiculada nos busdoors, nas páginas da Transurc nas redes sociais, no site da associação e no jornal O Coletivo. Durante o ano passado, a soma dos prejuízos contabilizados com os principais ataques de vandalismo aos ônibus das concessionárias foi de cerca de R$ 350 mil.
Esta cifra é significante para as empresas e, no fim das contas, pesa no bolso dos passageiros já que entra como um dos fatores que influenciam no aumento do valor da passagem. “A Transurc vem realizando há três anos esse tipo de campanha e, desde que começamos a fazê-las, notamos a redução na incidência nos casos de vandalismo”, diz Barddal.

Todos os veículos operavam na região do Ouro Verde; crimes ocorreram das 23h às 4h

Quatro ônibus da VB Transportes e Turismo, concessionária que opera na região do Ouro Verde, foram atacados por vândalos entre as 23 horas de ontem às 4 horas de hoje. A empresa estima um prejuízo de cerca de R$ 5 mil.

O primeiro caso de vandalismo, tipificado como Crime contra o Patrimônio, ocorreu as 23 horas. O ônibus prefixo 1554, que estava na linha 1.21 – Terminal Ouro Verde, teve o parabrisa traseiro arrancado.

O segundo veículo atacado foi o de prefixo 1734, que estava na linha 1.63 – Campos Elíseos. Esse ônibus foi depredado por volta das 3h50 e teve o quadro da janela de emergência deslocado.

Os outros dois crimes ocorreram às 4 horas e foram cometidos contra os veículos prefixos 1754 e 1535. “No primeiro desses, duas janelas foram arrancadas e os quadros foram perdidos. As câmeras de vídeo foram danificadas”, diz Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc. O ônibus 1754 fazia a linha 1.53 – Terminal Vila União.

O vandalismo contra o veículo prefixo 1535, que fazia a linha 1.34 – Terminal Barão Geraldo, teve os alçapões do teto arrancados e jogados na rua. A VB está realizando a Operação Carnaval com 14 veículos, além de mais dois reservas. Devido ao vandalismo, a empresa fará a operação hoje com dois veículos a menos, já que não será possível reparar a tempo os ônibus prefixos 1554 e 1754.

A Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) lança a campanha “Vandalismo é burrice”, que visa combater o vandalismo, principalmente no Carnaval, época do ano em que os ônibus mais sofrem com esse tipo de crime. As peças da campanha mostram que, ao estragar, depredar e sujar os ônibus, o vândalo prejudica os amigos, a família e a si mesmo. A campanha está sendo veiculada nos busdoors, nas páginas da Transurc nas redes sociais, no site da associação e no jornal O Coletivo.
As concessionárias VB Transportes e Turismo, Expresso Campibus, Itajaí Transportes Coletivos e Onicamp Transporte Coletivo, todas associadas à Transurc, disponibilizam diversas linhas de ônibus para a Operação Carnaval, que consiste em fazer o transporte dos foliões durante a madrugada.
Mas somente em 2012, durante os quatro dias de folia, foram depredados 11 veículos, que tiveram para-brisas, janelas e vidros das portas quebrados.
Durante o ano passado, a soma dos prejuízos contabilizados com os principais ataques de vandalismo aos ônibus das concessionárias foi de cerca de R$ 350 mil. Esta cifra é significante para as empresas e, no fim das contas, pesa no bolso dos passageiros já que entra como um dos fatores que influenciam no aumento do valor da passagem.