Itajaí, Onicamp e Pádova conseguiram colocar apenas 53 dos 928 ônibus da frota operacional, ou seja, 5,7%; ontem, 66 veículos circularam ou apenas 7% do total

As concessionárias Itajaí Transportes Coletivos, Onicamp Transporte Coletivo e Coletivos Pádova conseguiram colocar apenas 53 ônibus nas ruas, ou seja, 5,7% dos 928 veículos que deveriam estar trafegando no horário de pico. A determinação do desembargador Lourival Ferreira dos Santos, presidente da Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, era a de que o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, que convocou greve a partir de ontem, mantivesse pelo menos 70% dos veículos em circulação durante os horários de pico e de pelo menos 50% nos demais horários.

Hoje, mais uma vez, os sindicalistas usaram de violência para impedir a circulação dos veículos. A Onicamp havia conseguido colocar 13 ônibus nas ruas mas três ônibus foram apedrejados e o veículo de prefixo 4860, da linha 4.13, que teve vidros laterais quebrados por pedradas e uma delas atingiu o rosto de uma passageira, que teve lesão leve e que foi encaminhada pela Polícia Militar ao Hospital Mário Gatti, onde ficou em observação. Os três ônibus depredados estão estacionados dentro do Terminal Central.

Ontem, as empresas concessionárias e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) informaram o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região sobre o descumprimento da determinação judicial. O TRT havia estipulado a cobrança de uma multa de R$ 20 mil contra o sindicato por descumprimento.

As empresas VB Transportes e Turismo, Coletivos Pádova, Expresso Campibus, Onicamp Transporte Coletivo e Itajaí Transportes Coletivos, concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas, conseguiram a antecipação da Audiência de Conciliação para a próxima sexta-feira (18), às 16 horas, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região.

“Esta audiência estava, a princípio, marcada para a próxima segunda-feira (21), mas com o intuito de acelerar o processo de acordo e diminuir os prejuízos à população, a Transurc entrou com o pedido de antecipação, que foi aceito pelo desembargador Lourival Ferreira dos Santos”, explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc, à qual as empresas concessionárias são associadas.

É importante salientar que o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região descumpriu hoje a determinação do mesmo desembargador, que despachou ontem uma liminar na qual obrigava o sindicato, a partir da zero hora de hoje, a manter o mínimo de 70% da frota operacional nas ruas durante os horários de pico e de pelo menos 50% nos demais horários.

A frota operacional das concessionárias é de 928 ônibus. Mas hoje pela manhã, a Onicamp tinha conseguido soltar 22 dos seus 76 veículos, a Itajaí pôs 42 dos seus 100 ônibus e a Pádova, dois dos seus 24 carros. “Ao todo, somente 66 ônibus estão rodando, ou seja, cerca de 7% do total”, confirma Barddal.

O Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região descumpriu hoje a determinação da Justiça Trabalhista. Ontem, o desembargador Lourival Ferreira dos Santos, presidente da Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, despachou liminar na qual obriga o sindicato, a partir da zero hora de hoje, a manter o mínimo de 70% da frota operacional nas ruas durante os horários de pico e de pelo menos 50% nos demais horários.

A frota operacional das concessionárias VB Transportes e Turismo, Coletivos Pádova, Expresso Campibus, Onicamp Transporte Coletivo e Itajaí Transportes Coletivos é de 928 ônibus. Hoje pela manhã, a Onicamp tinha conseguido soltar 22 dos seus 76 veículos, a Itajaí pôs 42 dos seus 100 ônibus e a Pádova, dois dos seus 24 carros. “Ao todo, somente 66 ônibus estão rodando, ou seja, cerca de 7% do total”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) e porta-voz das concessionárias.

Para conseguir a adesão dos funcionários das empresas ao movimento paredista, integrantes do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região fizeram uso de força, bloquearam as saídas das garagens e até depredaram ônibus. A Polícia Militar, que estava com viaturas dentro das garagens, chegou a utilizar gás de pimenta para tentar liberar a saída dos ônibus na garagem da VB que atende a Área 1 (linhas azuis) mas os sindicalistas deitaram na frente dos ônibus e impediram a saída dos mesmos. “Essa empresa teve ônibus depredado. Na VB3 houve invasão da garagem por parte dos 12 ex-funcionários demitidos ontem por justa-causa”, diz Barddal.

As concessionárias entraram em contato com a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o órgão gestor do sistema de transporte de Campinas, para obter um documento oficial confirmando o número de ônibus que estão nas ruas. “Precisamos de um documento emitido pelo órgão gestor para comprovar na Justiça que o sindicato descumpriu a determinação do desembargador Lourival Ferreira dos Santos, presidente da Seção de Dissídios Coletivos do TRT. Com esse documento, vamos tentar antecipar a realização da Audiência de Conciliação no TRT, marcada apenas para a segunda-feira”, argumenta Barddal.

O 15º Tribunal Regional do Trabalho (TRT), por meio do desembargador Lourival Ferreira dos Santos, presidente da Seção de Dissídio Coletivo despachou, no início da noite desta terça-feira, a liminar que obriga o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região a manter, no mínimo, de 70% da frota operante rodando nos horários de pico (4h30 às 9h e 16h30 às 19h30) e pelo menos 50% no restante dos demais horários. A Justiça também estipulou, também, uma multa de R$ 20 mil por dia, caso haja descumprimento da determinação. O juiz também marcou Audiência de Conciliação para o dia 21 de maio, na próxima segunda-feira.

As empresas VB Transportes e Turismo, Itajaí Transportes Coletivos, Coletivos Pádova, Onicamp Transporte Coletivo e Expresso Campibus, concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas, solicitaram a instauração de dissídio coletivo ao 15º Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Em razão da greve anunciada para esta quarta-feira (16) as empresas também solicitaram liminar para garantir a operação da frota.

“A interrupção das negociações foi unilateral. Houve precipitação por parte do Sindicato dos Rodoviários de Campinas, que publicou edital com anúncio de greve ainda durante as negociações das cláusulas sociais”, explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc, à qual as empresas são associadas.

Hoje, por exemplo, membros da comissão de negociação nomeados pelo próprio sindicato da categoria estiveram na sede da Transurc para continuar as negociações. “Justamente nesta reunião, que foi marcada no dia 3 de maio, é que nós começaríamos a discutir as cláusulas econômicas. Mas como o sindicato convocou uma greve sem antes ter se esgotado a pauta, além da paralisação ilegal de hoje na VB3, as empresas entenderam que houve rompimento unilateral das negociações. A partir de agora elas acontecerão em âmbito judicial”, confirma o diretor.

 

Disputa de poder

 

Além da publicação do edital de greve e da paralisação ilegal na garagem da VB Transportes, a disputa de poder entre sindicalistas continua prejudicando colaboradores e população. “Esta não foi a primeira vez que uma garagem sofreu com ações orquestradas ora pela situação, ora pela oposição, que disputam o poder do Sindicato dos Rodoviários”, completa Barddal.

Vale reforçar que as empresas aguardam ainda hoje o despacho do TRT da liminar que garante a operação da frota a partir de amanhã.

A disputa sindical que está causando diversos prejuízos ao transporte coletivo em Campinas se acirrou a partir de março de 2008, quando a diretoria do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região se envolveu em um escândalo de extorsão contra a empresa de convênio médico Máster Saúde Assistência Médica, plano utilizado por grande parte dos colaboradores do ramo do transporte na época. Com esse fato, opositores à atual diretoria do sindicato ganharam espaço junto à categoria.

Desde então, situação e oposição do sindicato têm travado disputa pelo poder, a qual atinge de forma direta a população, os funcionários e as concessionárias.

Abaixo, algumas das principais ações ao longo dos últimos anos:

 

28 de março de 2008 – O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Matusalém de Lima, o tesoureiro Gabriel Francisco de Souza e o secretário-geral Izael Soares de Almeida, juntamente com a advogada Kátia Gomide e o marido dela, o assessor sindical Marcos Cará, são indiciados por crime de extorsão e formação de quadrilha. Os sindicalistas são acusados de tentar extorquir R$ 600 mil do plano de saúde Máster. O opositor José Júlio dos Santos assumiu a presidência do sindicato. Lima foi preso na própria casa sob suspeito de extorsão;

 

16 de abril de 2009 – manifestantes foram à garagem da VB Transportes e Turismo, localizada no bairro Bonfim (área 3), e ao Terminal Central para incitar a paralisação d a categoria. A justificativa dada para a manifestação foi a de que as empresas não estariam interessadas em negociar a pauta de reivindicações apresentada mas a ação foi feita com objetivo de dar visibilidade à nova diretoria, formada por José Júlio;

 

07 de maio de 2009 – a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) foi surpreendida pela decisão do Sindicato dos Rodoviários de anunciar uma greve para o dia 11 de maio (segunda-feira), anunciada na Imprensa local na quinta-feira anterior (07/05). As empresas e os sindicalistas estavam em pleno período de negociação, reuniões e debates. A ação do sindicato foi, novamente, precipitada e demonstrou novamente a necessidade de ganhar apoio e visibilidade junto aos trabalhadores;

 

15 de novembro de 2011 – 1.400 motoristas e cobradores da VB Transportes e Turismo no bairro Jardim Mercedes (área 1) atrasaram em três horas e meia a saída dos 294 ônibus que compõem a frota operacional. O sindicato alegou que a empresa estaria descumprindo cláusulas do acordo coletivo, entre as quais o não-pagamento de horas-extras. Auditoria feita pela empresa comprovou que não havia nenhuma irregularidade;

 

11 e 12 de dezembro de 2011 – tentando reforçar sua posição, a oposição do sindicato paralisou a VB1 no dia 11, antecipando a ação dos diretores do sindicato que ameaçaram paralisar a empresa no dia 13. Para não perder espaço diante dos trabalhadores, a situação paralisou a mesma empresa no dia 12, prejudicando mais de 170 mil passageiros que ficaram sem transporte e tiveram os seus compromissos prejudicados;

 

23 de março de 2012 – manifestantes ligados ao Sindicato dos Rodoviários atrasaram o início da operação na VB3, das 6h30 às 7h30, sob alegação de que queriam melhorias nas condições de infraestrutura nos terminais de ônibus;

 

10 de maio de 2012 – a tentativa da criação de um novo sindicato da categoria, formado pelos dissidentes opositores de Matusalém de Lima, motivou a paralisação por 5 horas dos 286 ônibus da VB3. Até mesmo os colaboradores da garagem foram pegos de surpresa, sem saber o motivo de serem impedidos de trabalhar. O movimento ocorreu porque membros do Sindicato dos Rodoviários impediram a realização do que seria a assembléia oficial do novo sindicato, na tarde do dia 9. Em represália, os dissidentes bloquearam a saída dos ônibus da garagem, prejudicando 160 mil usuários;

 

15 de maio de 2012 – integrantes do Sindicato do Rodoviários e colaboradores da VB3 simpatizantes ao grupo de oposição entram em confronto na garagem da VB3. No confronto, colaboradores da VB são agredidos após haver discordância entre os integrantes da categoria sobre a participação na greve, marcada para a zero hora de quarta-feira, dia 16.

As concessionárias VB Transportes e Turismo, Itajaí Transportes Coletivos, Coletivos Pádova, Expresso Campibus e Onicamp Transporte Coletivo vêm a público, por intermédio da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), para informar que foram surpreendidas com a publicação do Edital de Convocação/Notificação por parte do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, no qual foi convocada uma greve para a quarta-feira.

As empresas esclarecerem que estavam em processo de negociação com o referido sindicato da categoria e lembram que a data-base é 1º de maio. Portanto, o processo ainda não havia sido concluído. Nos anos anteriores, a negociação ocorreu durante todo o mês de maio.

A convocação de uma greve, sem esgotar todo o processo de negociação, é uma demonstração clara de que os usuários do transporte, os funcionários das operadoras e as empresas estão sendo prejudicados, mais uma vez, por uma disputa político-sindical. Disputa que envolve a atual diretoria do Sindicato dos Rodoviários e dissidentes descontentes.
Durante os últimos meses, Campinas tem tido a sua rotina prejudicada pela disputa. O embate entre os rivais se acentuou a partir do segundo semestre do ano passado e, desde então, a população e as empresas operadoras têm sido constantemente atingidas.

Em diversos momentos, os sindicalistas manipularam informações para usar a categoria de motoristas e cobradores como massa de manobra. As concessionárias e a Transurc repudiam veementemente o expediente que está sendo usado com constância em Campinas e tomarão todas as medidas cabíveis para que as pessoas que dependem do transporte público não sejam novamente vítimas nesse processo de embate envolvendo sindicalistas.

O Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI) é um serviço gratuito oferecido pelas empresas concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas e destinado exclusivamente às pessoas com deficiência física severa, associada ou não a outras deficiências, e que se utilizam de cadeira de rodas ou andadores e estejam cadastradas no serviço.

“Mensalmente temos quase 11 mil atendimentos, sendo que cerca de 80% deles de locomoção para hospitais, clínicas de reabilitação, consultas e fisioterapia”, conta Marciano Pereira, encarregado que controla a parte operacional do PAI.

Para utilizar este serviço, o interessado ou seu responsável deverá preencher uma ficha cadastral fornecida pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Nela, além das informações pessoais, há uma avaliação médica, que deve ser preenchida por um profissional (médico) escolhido pelo interessado. As informações serão checadas e analisadas pela Emdec, antes da aprovação do cadastro.

A ficha está disponível no site www.emdec.com.br, ou na sede da empresa, que fica à Rua Dr. Salles Oliveira, 1.028, no bairro Vila Industrial.

“Para obter o benefício é necessário que o interessado encaminhe à Emdec cópias do RG ou de outro documento com foto, comprovante de residência e fotografia 3×4 para a emissão da carteira do PAI”, completa Pereira.

O atendimento do PAI é realizado de segunda a sexta, das 6h às 23h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 7h30 às 18h. Para eventos especiais poderão ser agendados outros horários. O agendamento do serviço pode ser feito pelo telefone 118 (Disque-Emdec), que funciona 24 horas por dia.

A Itajaí Transportes Coletivos iniciou testes com um ônibus da marca Volvo que é equipado com motor menos poluente. O veículo começou a circular no dia 24 de abril e, desde então, tem avaliados os níveis de poluentes despejados na atmosfera e de desgastes no motor e em outros componentes.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou no ano de 2002 a Resolução 315, que dispõe sobre as etapas do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), a serem cumpridas em caráter nacional. Essa legislação é similar à europeia Euro 5. Para serem atendidos, os novos limites de emissões exigem modificações nos motores, novos sistemas de pós-tratamento dos gases de escapamento e diesel com reduzido teor de enxofre.

Ainda conforme a resolução, todos os motores de veículos a diesel fabricados no Brasil contarão com tecnologias como EGR (Sistema de Recirculação de Gases), DPF (Filtro de Particulados de Diesel) ou SCR (Redução Catalítica Seletiva) para o controle de emissões.

Vale lembrar que toda a frota das empresas concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas já utiliza o diesel S-50 com incremento de 5% de biodiesel, ação que já reduz consideravelmente a emissão de poluentes.

A tecnologia presente no tanque de combustível dos ônibus campineiros também é utilizada nas frotas de ônibus urbanos de seis capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Belém e Curitiba.

Toda a frota da Expresso Campibus passou, entre os dias 18 de abril e 2 de maio, pelo processo de vistoria feito por profissionais da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Além das manutenções constantes às quais são submetidos todos os ônibus das empresas concessionárias do transporte coletivo urbano da cidade, toda a frota passa, semestralmente, por uma rígida inspeção que atesta a qualidade dos veículos.

Essa inspeção semestral verifica o funcionamento de todos os sistemas e, depois de aprovados, recebem um selo que garante a qualidade e possibilita o tráfego desses carros até o próximo período de inspeções.

Vale ressaltar que todas as garagens têm planos de manutenção preventiva, garantindo que cada ônibus da frota da cidade passe periodicamente por revisões. A manutenção preventiva é fundamental para que sejam evitados problemas futuros. Quando uma peça ou sistema é diagnosticado com algum problema, sua troca é efetuada imediatamente. Isso evita que o veículo quebre enquanto circula nas ruas e garante a segurança e a qualidade do transporte na cidade.