As empresas VB Transportes e Turismo, Itajaí Transportes Coletivos, Coletivos Pádova, Onicamp Transporte Coletivo e Expresso Campibus, concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas, solicitaram a instauração de dissídio coletivo ao 15º Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Em razão da greve anunciada para esta quarta-feira (16) as empresas também solicitaram liminar para garantir a operação da frota.

“A interrupção das negociações foi unilateral. Houve precipitação por parte do Sindicato dos Rodoviários de Campinas, que publicou edital com anúncio de greve ainda durante as negociações das cláusulas sociais”, explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc, à qual as empresas são associadas.

Hoje, por exemplo, membros da comissão de negociação nomeados pelo próprio sindicato da categoria estiveram na sede da Transurc para continuar as negociações. “Justamente nesta reunião, que foi marcada no dia 3 de maio, é que nós começaríamos a discutir as cláusulas econômicas. Mas como o sindicato convocou uma greve sem antes ter se esgotado a pauta, além da paralisação ilegal de hoje na VB3, as empresas entenderam que houve rompimento unilateral das negociações. A partir de agora elas acontecerão em âmbito judicial”, confirma o diretor.

 

Disputa de poder

 

Além da publicação do edital de greve e da paralisação ilegal na garagem da VB Transportes, a disputa de poder entre sindicalistas continua prejudicando colaboradores e população. “Esta não foi a primeira vez que uma garagem sofreu com ações orquestradas ora pela situação, ora pela oposição, que disputam o poder do Sindicato dos Rodoviários”, completa Barddal.

Vale reforçar que as empresas aguardam ainda hoje o despacho do TRT da liminar que garante a operação da frota a partir de amanhã.