A introdução do QR Code como forma opcional de pagamento para as viagens feitas no transporte coletivo urbano de Campinas começa a dar resultados positivos. Em 19 de janeiro, os ônibus da cidade, por uma determinação da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o órgão gestor do transporte e trânsito em nossa cidade, deixaram de aceitar o dinheiro como forma de pagamento.

A partir dessa data, as viagens podem ser realizadas com o QR Code, que hoje responde por apenas 1% do total, ou por um dos cartões da família Bilhete Único, responsável pela grande maioria do pagamento. Em fevereiro, conforme era previsto, não foi registrado nenhum assalto dentro dos veículos do setor.

A premissa de um aumento real na segurança, além de também contribuir para que os motoristas se dediquem somente à direção, foi alcançada com essa iniciativa. A Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), entidade mantida pela iniciativa privada e responsável pelo sistema de bilhetagem eletrônica, sempre foi enfática ao afirmar que, com o fim do dinheiro dentro dos ônibus e, consequentemente, com o fim dos assaltos, as autoridades policiais poderiam se dedicar e concentrar esforços para solucionar crimes em outros setores que não fosse o transporte coletivo.

A medida, no início criticada por alguns, tem se mostrado eficiente no quesito segurança. Tanto o QR Code quanto o Bilhete Único Comum podem ser adquiridos por qualquer pessoa, independente de ser moradora na cidade ou não. O QR Code pode ser comprado em mais de 300 pontos credenciados em Campinas ou, então, ser acessado por meio do app Transurc Smart de qualquer lugar do Brasil e a qualquer hora.

O Bilhete Único Comum, preferido pela maioria dos usuários do transporte, tem como destaque a economia, pois oferece desconto na tarifa e, ainda, permite a integração temporária. A princípio, o QR Code foi criado com o intuito de atender os usuários eventuais e as pessoas que estão de passagem ou fazendo turismo em Campinas.

A evolução tecnológica está cada vez mais rápida e a Transurc tem, ao longo da sua história, procurado se manter sempre atualizada. Alguns poucos usuários do transporte devem se lembrar do passe em papel, impresso em gráfica especializada, que depois evoluiu para as fichas plásticas magnetizadas, o cartão com banda magnética, o cartão inteligente com chip (smart card) e, agora, o QR Code, que é um código bidimensional de última geração.

E, ao longo do tempo, a Transurc tem se mantido à frente e adotado iniciativas pioneiras para o setor de transporte coletivo urbano no que se refere à bilhetagem. E, como se tornou referência em soluções para o setor, tem recebido diversas visitas técnicas de delegações estrangeiras provenientes da África, América Latina e de diversas cidades brasileiras de grande porte.