O 15º Tribunal Regional do Trabalho (TRT), por meio do desembargador Lourival Ferreira dos Santos, presidente da Seção de Dissídio Coletivo despachou, no início da noite desta terça-feira, a liminar que obriga o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região a manter, no mínimo, de 70% da frota operante rodando nos horários de pico (4h30 às 9h e 16h30 às 19h30) e pelo menos 50% no restante dos demais horários. A Justiça também estipulou, também, uma multa de R$ 20 mil por dia, caso haja descumprimento da determinação. O juiz também marcou Audiência de Conciliação para o dia 21 de maio, na próxima segunda-feira.

As empresas VB Transportes e Turismo, Itajaí Transportes Coletivos, Coletivos Pádova, Onicamp Transporte Coletivo e Expresso Campibus, concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas, solicitaram a instauração de dissídio coletivo ao 15º Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Em razão da greve anunciada para esta quarta-feira (16) as empresas também solicitaram liminar para garantir a operação da frota.

“A interrupção das negociações foi unilateral. Houve precipitação por parte do Sindicato dos Rodoviários de Campinas, que publicou edital com anúncio de greve ainda durante as negociações das cláusulas sociais”, explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc, à qual as empresas são associadas.

Hoje, por exemplo, membros da comissão de negociação nomeados pelo próprio sindicato da categoria estiveram na sede da Transurc para continuar as negociações. “Justamente nesta reunião, que foi marcada no dia 3 de maio, é que nós começaríamos a discutir as cláusulas econômicas. Mas como o sindicato convocou uma greve sem antes ter se esgotado a pauta, além da paralisação ilegal de hoje na VB3, as empresas entenderam que houve rompimento unilateral das negociações. A partir de agora elas acontecerão em âmbito judicial”, confirma o diretor.

 

Disputa de poder

 

Além da publicação do edital de greve e da paralisação ilegal na garagem da VB Transportes, a disputa de poder entre sindicalistas continua prejudicando colaboradores e população. “Esta não foi a primeira vez que uma garagem sofreu com ações orquestradas ora pela situação, ora pela oposição, que disputam o poder do Sindicato dos Rodoviários”, completa Barddal.

Vale reforçar que as empresas aguardam ainda hoje o despacho do TRT da liminar que garante a operação da frota a partir de amanhã.

A disputa sindical que está causando diversos prejuízos ao transporte coletivo em Campinas se acirrou a partir de março de 2008, quando a diretoria do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região se envolveu em um escândalo de extorsão contra a empresa de convênio médico Máster Saúde Assistência Médica, plano utilizado por grande parte dos colaboradores do ramo do transporte na época. Com esse fato, opositores à atual diretoria do sindicato ganharam espaço junto à categoria.

Desde então, situação e oposição do sindicato têm travado disputa pelo poder, a qual atinge de forma direta a população, os funcionários e as concessionárias.

Abaixo, algumas das principais ações ao longo dos últimos anos:

 

28 de março de 2008 – O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Matusalém de Lima, o tesoureiro Gabriel Francisco de Souza e o secretário-geral Izael Soares de Almeida, juntamente com a advogada Kátia Gomide e o marido dela, o assessor sindical Marcos Cará, são indiciados por crime de extorsão e formação de quadrilha. Os sindicalistas são acusados de tentar extorquir R$ 600 mil do plano de saúde Máster. O opositor José Júlio dos Santos assumiu a presidência do sindicato. Lima foi preso na própria casa sob suspeito de extorsão;

 

16 de abril de 2009 – manifestantes foram à garagem da VB Transportes e Turismo, localizada no bairro Bonfim (área 3), e ao Terminal Central para incitar a paralisação d a categoria. A justificativa dada para a manifestação foi a de que as empresas não estariam interessadas em negociar a pauta de reivindicações apresentada mas a ação foi feita com objetivo de dar visibilidade à nova diretoria, formada por José Júlio;

 

07 de maio de 2009 – a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) foi surpreendida pela decisão do Sindicato dos Rodoviários de anunciar uma greve para o dia 11 de maio (segunda-feira), anunciada na Imprensa local na quinta-feira anterior (07/05). As empresas e os sindicalistas estavam em pleno período de negociação, reuniões e debates. A ação do sindicato foi, novamente, precipitada e demonstrou novamente a necessidade de ganhar apoio e visibilidade junto aos trabalhadores;

 

15 de novembro de 2011 – 1.400 motoristas e cobradores da VB Transportes e Turismo no bairro Jardim Mercedes (área 1) atrasaram em três horas e meia a saída dos 294 ônibus que compõem a frota operacional. O sindicato alegou que a empresa estaria descumprindo cláusulas do acordo coletivo, entre as quais o não-pagamento de horas-extras. Auditoria feita pela empresa comprovou que não havia nenhuma irregularidade;

 

11 e 12 de dezembro de 2011 – tentando reforçar sua posição, a oposição do sindicato paralisou a VB1 no dia 11, antecipando a ação dos diretores do sindicato que ameaçaram paralisar a empresa no dia 13. Para não perder espaço diante dos trabalhadores, a situação paralisou a mesma empresa no dia 12, prejudicando mais de 170 mil passageiros que ficaram sem transporte e tiveram os seus compromissos prejudicados;

 

23 de março de 2012 – manifestantes ligados ao Sindicato dos Rodoviários atrasaram o início da operação na VB3, das 6h30 às 7h30, sob alegação de que queriam melhorias nas condições de infraestrutura nos terminais de ônibus;

 

10 de maio de 2012 – a tentativa da criação de um novo sindicato da categoria, formado pelos dissidentes opositores de Matusalém de Lima, motivou a paralisação por 5 horas dos 286 ônibus da VB3. Até mesmo os colaboradores da garagem foram pegos de surpresa, sem saber o motivo de serem impedidos de trabalhar. O movimento ocorreu porque membros do Sindicato dos Rodoviários impediram a realização do que seria a assembléia oficial do novo sindicato, na tarde do dia 9. Em represália, os dissidentes bloquearam a saída dos ônibus da garagem, prejudicando 160 mil usuários;

 

15 de maio de 2012 – integrantes do Sindicato do Rodoviários e colaboradores da VB3 simpatizantes ao grupo de oposição entram em confronto na garagem da VB3. No confronto, colaboradores da VB são agredidos após haver discordância entre os integrantes da categoria sobre a participação na greve, marcada para a zero hora de quarta-feira, dia 16.

As concessionárias VB Transportes e Turismo, Itajaí Transportes Coletivos, Coletivos Pádova, Expresso Campibus e Onicamp Transporte Coletivo vêm a público, por intermédio da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), para informar que foram surpreendidas com a publicação do Edital de Convocação/Notificação por parte do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, no qual foi convocada uma greve para a quarta-feira.

As empresas esclarecerem que estavam em processo de negociação com o referido sindicato da categoria e lembram que a data-base é 1º de maio. Portanto, o processo ainda não havia sido concluído. Nos anos anteriores, a negociação ocorreu durante todo o mês de maio.

A convocação de uma greve, sem esgotar todo o processo de negociação, é uma demonstração clara de que os usuários do transporte, os funcionários das operadoras e as empresas estão sendo prejudicados, mais uma vez, por uma disputa político-sindical. Disputa que envolve a atual diretoria do Sindicato dos Rodoviários e dissidentes descontentes.
Durante os últimos meses, Campinas tem tido a sua rotina prejudicada pela disputa. O embate entre os rivais se acentuou a partir do segundo semestre do ano passado e, desde então, a população e as empresas operadoras têm sido constantemente atingidas.

Em diversos momentos, os sindicalistas manipularam informações para usar a categoria de motoristas e cobradores como massa de manobra. As concessionárias e a Transurc repudiam veementemente o expediente que está sendo usado com constância em Campinas e tomarão todas as medidas cabíveis para que as pessoas que dependem do transporte público não sejam novamente vítimas nesse processo de embate envolvendo sindicalistas.

O Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI) é um serviço gratuito oferecido pelas empresas concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas e destinado exclusivamente às pessoas com deficiência física severa, associada ou não a outras deficiências, e que se utilizam de cadeira de rodas ou andadores e estejam cadastradas no serviço.

“Mensalmente temos quase 11 mil atendimentos, sendo que cerca de 80% deles de locomoção para hospitais, clínicas de reabilitação, consultas e fisioterapia”, conta Marciano Pereira, encarregado que controla a parte operacional do PAI.

Para utilizar este serviço, o interessado ou seu responsável deverá preencher uma ficha cadastral fornecida pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Nela, além das informações pessoais, há uma avaliação médica, que deve ser preenchida por um profissional (médico) escolhido pelo interessado. As informações serão checadas e analisadas pela Emdec, antes da aprovação do cadastro.

A ficha está disponível no site www.emdec.com.br, ou na sede da empresa, que fica à Rua Dr. Salles Oliveira, 1.028, no bairro Vila Industrial.

“Para obter o benefício é necessário que o interessado encaminhe à Emdec cópias do RG ou de outro documento com foto, comprovante de residência e fotografia 3×4 para a emissão da carteira do PAI”, completa Pereira.

O atendimento do PAI é realizado de segunda a sexta, das 6h às 23h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 7h30 às 18h. Para eventos especiais poderão ser agendados outros horários. O agendamento do serviço pode ser feito pelo telefone 118 (Disque-Emdec), que funciona 24 horas por dia.

A Itajaí Transportes Coletivos iniciou testes com um ônibus da marca Volvo que é equipado com motor menos poluente. O veículo começou a circular no dia 24 de abril e, desde então, tem avaliados os níveis de poluentes despejados na atmosfera e de desgastes no motor e em outros componentes.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou no ano de 2002 a Resolução 315, que dispõe sobre as etapas do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), a serem cumpridas em caráter nacional. Essa legislação é similar à europeia Euro 5. Para serem atendidos, os novos limites de emissões exigem modificações nos motores, novos sistemas de pós-tratamento dos gases de escapamento e diesel com reduzido teor de enxofre.

Ainda conforme a resolução, todos os motores de veículos a diesel fabricados no Brasil contarão com tecnologias como EGR (Sistema de Recirculação de Gases), DPF (Filtro de Particulados de Diesel) ou SCR (Redução Catalítica Seletiva) para o controle de emissões.

Vale lembrar que toda a frota das empresas concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas já utiliza o diesel S-50 com incremento de 5% de biodiesel, ação que já reduz consideravelmente a emissão de poluentes.

A tecnologia presente no tanque de combustível dos ônibus campineiros também é utilizada nas frotas de ônibus urbanos de seis capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Belém e Curitiba.

Toda a frota da Expresso Campibus passou, entre os dias 18 de abril e 2 de maio, pelo processo de vistoria feito por profissionais da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Além das manutenções constantes às quais são submetidos todos os ônibus das empresas concessionárias do transporte coletivo urbano da cidade, toda a frota passa, semestralmente, por uma rígida inspeção que atesta a qualidade dos veículos.

Essa inspeção semestral verifica o funcionamento de todos os sistemas e, depois de aprovados, recebem um selo que garante a qualidade e possibilita o tráfego desses carros até o próximo período de inspeções.

Vale ressaltar que todas as garagens têm planos de manutenção preventiva, garantindo que cada ônibus da frota da cidade passe periodicamente por revisões. A manutenção preventiva é fundamental para que sejam evitados problemas futuros. Quando uma peça ou sistema é diagnosticado com algum problema, sua troca é efetuada imediatamente. Isso evita que o veículo quebre enquanto circula nas ruas e garante a segurança e a qualidade do transporte na cidade.

Concessionária investe R$ 10 milhões na compra dos veículos zero quilômetro

A Expresso Campibus, empresa concessionária do transporte coletivo urbano de Campinas e que opera na área 2 da cidade (região do Campo Grande), investiu R$ 10 milhões na aquisição de 40 ônibus adaptados que garantem mais conforto e segurança aos cerca de 46 mil passageiros que utilizam diariamente as linhas 2.13, 2.21, 2.22, 2.31, 2.53 e 2.60.

“Os veículos foram 100% financiados por meio da linha de crédito Finame do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), entidade à qual a Campibus é associada. A frota da Campibus conta com 163 carros, com média de idade de 3,49 anos.

Os novos veículos têm chassis Mercedes-Benz OF 1722 e carroceria Comil Svelto, dotada de elevador lateral, além de todos os elementos de acessibilidade requeridos pelo Inmetro, como piso antiderrapante e bancos com demarcação especial para idosos, gestantes, obesos e pessoas com deficiência. “É mais uma prova da importância que as concessionárias do transporte dão à acessibilidade e ao conforto dos usuários do sistema. Após a inserção dos novos veículos adquiridos pela Campibus, 44% de toda a frota operante na cidade é acessível”, completa Barddal. Os novos carros contam, também, com ventiladores nos postos do motorista e do cobrador.

Vale ressaltar que, além da frota de adaptados, as concessionárias disponibilizam para a cidade 25 vans e dois ônibus do Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI), que realizam o transporte gratuito de pessoas cadastradas no programa que têm dificuldades de locomoção temporária ou permanente.

O Expresso Bilhete Único tem sido uma excelente alternativa aos usuários do transporte coletivo urbano de Campinas que desejam fazer o cadastro para o Bilhete Único Comum, a recarga e a consulta desse tipo de cartão. O micro-ônibus está estrategicamente posicionado na Avenida Moraes Salles, em frente da sede da Guarda Municipal, desde setembro do ano passado e apresenta números crescentes de cadastramento de novos cartões.

“A população está aderindo cada vez mais ao Bilhete Único. Em dezembro de 2011, por exemplo, tivemos 485 cadastros de novos BUs feitos no Expresso Bilhete Único. Já em janeiro e fevereiro deste ano foram 627 e 633 cadastros respectivamente”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc).

No micro-ônibus o Bilhete Único Comum é feito na hora e o usuário já sai podendo usufruir os benefícios do cartão. “Hoje, não existe qualquer tipo de burocracia para fazer o Bilhete Único Comum. O cadastro é realizado sem qualquer custo, a emissão do BU é feita na hora e a própria recarga, que pode ser feita com o valor que o cliente desejar, é possível em mais de 300 pontos da Rede de Representantes Credenciados da Transurc, além dos terminais e do Poupatempo Centro”, explica Barddal.

Como fazer – para efetuar o cadastro, o interessado precisa levar apenas a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou a carteira de identidade (RG) e o CPF. Além disso, quem utiliza o Bilhete Único pode recuperar os créditos em caso de perda, roubo, furto ou inutilização do cartão. Basta entrar em contato com a Transurc pelo 0800 014 02 04, pedir o bloqueio do cartão original e solicitar a emissão de uma segunda via. O saldo do cartão antigo será automaticamente transferido para o novo.

A Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) cadastrou 41.072 alunos interessados em obter o benefício do desconto de 60% sobre a tarifa vigente propiciado pelo Bilhete Único Escolar. “A Transurc fez, no final do ano passado, o adiantamento de 15 mil cadastros de estudantes que já tinham o Passe Escolar e iriam utilizá-lo no ano letivo de 2012. Nossa expectativa é de que esse número chegue próximo de 60 mil até o final deste ano”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da associação.

O primeiro passo para obter o benefício é retirar e preencher o formulário Atestado de Matrícula para Aquisição de Passe Escolar. “Ele está disponível desde nos postos de venda localizados na sede, nos terminais Central, Barão Geraldo, Ouro Verde e Campo Grande, além do site www.transurc.com.br. O horário de atendimento em todos os postos é das 8 às 17 horas, de segunda a sexta-feira”, explica Barddal.

Após o preenchimento do formulário, o interessado deve ir até a escola onde está matriculado, colher um carimbo e a assinatura do responsável pelo estabelecimento de ensino e anexar os documentos solicitados.

“O formulário preenchido pelo estudante, assinado pelo responsável da escola, deve ser entregue na sede da Transurc ou em um dos postos localizados nos terminais onde o aluno retirou o formulário”, diz o diretor. O estudante deve anexar original e cópia de um comprovante de residência recente (dos últimos seis meses) e da Cédula de Identidade ou Certidão de Nascimento (para menores de 14 anos que não têm a carteira de identidade).

A Transurc realizará a checagem dos dados e, em 15 dias, o usuário deve retornar ao local em que entregou o formulário para retirar a Caderneta de Frequência. A caderneta é o documento que garante que o estudante continua matriculado na escola. Mensalmente, o aluno apresenta a caderneta na escola que é carimbada e assinada pelo diretor. “Esse procedimento é imprescindível para que o estudante possa continuar comprando o Passe Escolar com 60% de desconto e serve para coibir fraudes”, completa Barddal.