Concessionária foi alvo de vândalos que quebraram vidros, janelas e parabrisas durante a noite de ontem

Cinco ônibus da Itajaí Transportes Coletivos foram depredados na noite de ontem (27/11), das 22h30 às 22h45, na região do Terminal Campo Grande. Os veículos tiveram vidros, janelas e parabrisas quebrados, num prejuízo aproximado de R$ 15 mil. “Um dos ataques foi feito a um ônibus que estava na reserva, estacionado no Terminal Campo Grande. Os outros foram realizados no trajeto entre o terminal e a Rua Vinte e Dois, no bairro Parque Valença I, onde fica a garagem da empresa. Estes veículos estavam com passageiros, mas ninguém ficou ferido”, explicou Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc). Foram afetados os veículos articulados de prefixo 2962 (linha 2.10) e 2935 (linha 2.11), além dos convencionais 2875 (linha 2.09), 2904 (linha 2.01) e 2958 (reserva).

Outros casos
Esta não é a primeira vez que ônibus são atacados na região do Campo Grande. No dia 24 de março deste ano, quarenta vidros de nove veículos foram quebrados. Nos piores casos, dois dos veículos atacados tiveram dez vidros quebrados cada.
A Itajaí também sofreu com o vandalismo durante o Carnaval, entre os dias 17 e 22 de fevereiro, quando seis de seus carros também foram alvos de depredação nas comemorações descentralizadas que foram promovidas na cidade.

Desrespeito com a comunidade
O vandalismo também acaba mexendo com o bolso do passageiro, pois o cálculo da tarifa no transporte urbano inclui os gastos com os reparos. “Enquanto as autoridades não tomarem atitudes preventivas e corretivas, os cidadãos de bem vão continuar a sofrer consequências dos atos irresponsáveis de alguns deliquentes. Vale lembrar que o valor da passagem é calculado de acordo com o número de passageiros transportados, mais o volume do subsídio a estudantes, idosos e outros benefícios à população. Se não existissem os gastos com vandalismo, haveria um impacto menor nos reajustes de tarifas”, comenta Barddal.

Ataques no ano
O Carnaval foi, mais uma vez, o período de maior dificuldades em relação aos crimes de vandalismo em Campinas. Além dos seis veículos da Itajaí, depredados entre os dias 17 a 22 de fevereiro, outros cinco veículos das concessionárias VB Transportes e Turismo, Expresso Campibus e Onicamp Transporte Coletivo tiveram os parabrisas, janelas e vidros das portas quebrados.
Poucos dias após o Carnaval, a VB Transportes teve alguns ônibus da linha 1.20 depredados na saída de um baile funk que acontece no bairro Parque Oziel. “Por três sábados consecutivos, um grupo com cerca de 60 pessoas invadiu o ônibus e começaram a quebrar os vidros e a arrancar as janelas de emergência dos veículos”, relembra o diretor.
A VB foi novamente alvo de crimes de vandalismo no dia 18 de maio, quando uma dupla armada de revólver e montada em uma moto intimidou os motoristas, fez ameaças verbais e depredou os veículos. “O que nos chamou a atenção é que todos os ataques têm forma semelhante de ação e todos os ataques com motociclistas ocorreram contra seis veículos da mesma empresa”, completou Barddal.
Por fim, a mesma empresa teve quatro ônibus, operam na linha 3.17, foram alvos de vândalos no Jardim São José. Todos os veículos foram queimados com álcool por criminosos armados com revólveres. Um dos ônibus foi completamente queimado e não pode ser recuperado. Nos demais, o fogo atingiu bancos, partes da fiação elétrica, luminárias, borrachas de vedação e canaletas.
A soma dos prejuízos contabilizados com os principais ataques a ônibus em 2012 foi de cerca de R$ 350 mil.