Índice oferecido pelas concessionárias foi de 6,49% (IPCA); categoria teve aumento real de 1,5% e tíquete refeição nas férias mas o benefício está condicionado à assiduidade no trabalho

A possibilidade de uma nova greve no setor de transporte coletivo urbano em Campinas foi afastada hoje, após a realização de uma assembléia geral por parte de motoristas e cobradores. A assembléia aconteceu às 10 horas na sede do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região.

“Inicialmente, as concessionárias haviam oferecido o reajuste pela inflação, que deu 6,49% (IPCA) no período de maio de 2012 a abril de 2013”, diz Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), entidade que representa as concessionárias durante as negociações salariais.

O índice foi recusado pelo sindicato da categoria durante as negociações e havia a possibilidade de a categoria parar Campinas mais uma vez. “Além disso, houve a exigência de ampliar o tíquete refeição durante o período de férias. Para que uma nova greve não ocorresse, as empresas chegaram ao limite e ofereceram 8% de reajuste linear em todos os salários e condicionaram a ampliação do benefício do tíquete à assiduidade dos funcionários no trabalho”, explica Barddal.

Em relação ao IPCA houve um ganho real de 1,51 ponto percentual. Atualmente, sem o reajuste de 8%, os motoristas de ônibus convencionais e padron recebem R$ 1.728,40, enquanto que os de articulados, R$ 1.797,03, e os cobradores, R$ 767,47. O valor atual do tíquete é de R$ 321,00. Todos os demais benefícios foram mantidos.