As avenidas Amoreiras, John Boyd Dunlop e Ruy Rodriguez são as campeãs de uma triste marca: as três foram as que mais registraram acidentes em 2011, segundo levantamento da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Apenas nessas três avenidas ocorreram 1.748 acidentes, com 25 mortes e, desse total, 16 pessoas foram vítimas de acidentes com motos.

A Emdec atribui o aumento de acidentes envolvendo as motocicletas a diversos fatores. “Com o aumento da renda, do consumo e da facilidade de crédito, a frota de veículos cresceu 5% e a de motos aumentou 9,5% em 2011. O trabalhador que mora nos bairros, e utiliza essas vias arteriais extensas, compra moto. Além disso, o público é jovem, de 18 a 35 anos, o que envolve a questão comportamental. A gravidade do acidente é maior, pois, em uma batida, é o corpo do motociclista que vai ao chão”, explica Humberto de Alencar, diretor de Desenvolvimento Institucional da Emdec.

No total de acidentes, Campinas registrou 17.818 casos em 2011. Desses, 141 causaram 147 mortes, e em 65 casos as motocicletas vitimaram 68 ocupantes – 64 condutores e quatro passageiros.

O alto número de mortes é atribuído ao uso do álcool. “Dos motociclistas que morreram em 2011, 37,1% estavam com quantidade de álcool acima do permitido no sangue”, afirma Débora Damasco, chefe do Departamento de Programas de Educação da autarquia. A Emdec planeja campanhas direcionadas aos motociclistas para reduzir esses índices.

O mapeamento com os dados referentes a 2012 será divulgado pela Emdec no final de fevereiro.