O Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região descumpriu hoje a determinação da Justiça Trabalhista. Ontem, o desembargador Lourival Ferreira dos Santos, presidente da Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, despachou liminar na qual obriga o sindicato, a partir da zero hora de hoje, a manter o mínimo de 70% da frota operacional nas ruas durante os horários de pico e de pelo menos 50% nos demais horários.

A frota operacional das concessionárias VB Transportes e Turismo, Coletivos Pádova, Expresso Campibus, Onicamp Transporte Coletivo e Itajaí Transportes Coletivos é de 928 ônibus. Hoje pela manhã, a Onicamp tinha conseguido soltar 22 dos seus 76 veículos, a Itajaí pôs 42 dos seus 100 ônibus e a Pádova, dois dos seus 24 carros. “Ao todo, somente 66 ônibus estão rodando, ou seja, cerca de 7% do total”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) e porta-voz das concessionárias.

Para conseguir a adesão dos funcionários das empresas ao movimento paredista, integrantes do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região fizeram uso de força, bloquearam as saídas das garagens e até depredaram ônibus. A Polícia Militar, que estava com viaturas dentro das garagens, chegou a utilizar gás de pimenta para tentar liberar a saída dos ônibus na garagem da VB que atende a Área 1 (linhas azuis) mas os sindicalistas deitaram na frente dos ônibus e impediram a saída dos mesmos. “Essa empresa teve ônibus depredado. Na VB3 houve invasão da garagem por parte dos 12 ex-funcionários demitidos ontem por justa-causa”, diz Barddal.

As concessionárias entraram em contato com a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o órgão gestor do sistema de transporte de Campinas, para obter um documento oficial confirmando o número de ônibus que estão nas ruas. “Precisamos de um documento emitido pelo órgão gestor para comprovar na Justiça que o sindicato descumpriu a determinação do desembargador Lourival Ferreira dos Santos, presidente da Seção de Dissídios Coletivos do TRT. Com esse documento, vamos tentar antecipar a realização da Audiência de Conciliação no TRT, marcada apenas para a segunda-feira”, argumenta Barddal.