Após atingir o recorde de 66 ônibus depredados no ano passado, folia descentralizada fez crimes e prejuízo caírem consideravelmente em 2012

As concessionárias que operam o transporte coletivo em Campinas, mais uma vez, foram vítimas de crimes de vandalismo. Entre os dias 17 e 22, foram depredados 11 veículos, que tiveram os para-brisas, janelas e vidros das portas quebrados. O prejuízo foi de cerca de R$ 5 mil. “Infelizmente este tipo de ação já é recorrente. No ano passado, por exemplo, tivemos R$ 230 mil de prejuízo com 66 ônibus depredados. Não é porque este número diminuiu neste ano que estes atos deixam de ser criminosos e inaceitáveis”, comenta Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc.

As concessionárias VB Transporte e Turismo, Expresso Campibus, Itajaí Transportes Coletivos e Onicamp Transporte Coletivo, todas associadas à Transurc, disponibilizaram diversas linhas de ônibus para a Operação Carnaval, que consiste em fazer o transporte dos foliões durante a madrugada. Diferentemente dos anos anteriores, quando a região do Ouro Verde foi a que apresentou maior número de casos, em 2012 a mais afetada foi a do Campo Grande. “A Transurc e as empresas concessionárias têm uma campanha contínua contra este tipo de ato, mas algumas pessoas parecem se sentir bem agindo desta forma”, relembra o diretor.

Desrespeito com a comunidade

O vandalismo também acaba mexendo com o bolso do passageiro, pois o cálculo da tarifa no transporte urbano inclui os gastos com os reparos. “Enquanto as autoridades não tomarem atitudes preventivas e corretivas, os cidadãos de bem vão continuar a sofrer consequências dos atos irresponsáveis de alguns deliquentes. Vale lembrar que o valor da passagem é calculado de acordo com o número de passageiros transportados, mais o volume do subsídio a estudantes, idosos e outros benefícios à população. Se não existissem os gastos com vandalismo, haveria um impacto menor nos reajustes de tarifas”, completou Barddal.

A Transurc ressalta que esse balanço é referente apenas aos veículos das concessionárias que são suas associadas e que não possui os dados referentes aos veículos dos permissionários (alternativos) que se reúnem hoje em cooperativas.