Cinco ônibus da VB Transportes e Turismo, concessionária que opera na área 3 (linhas verdes), foram depredados na região de Barão Geraldo na noite de ontem. Os ataques começaram às 19h40, quando o veículo 3682, que fazia a linha 3.22, teve um dos vidros laterais quebrado ao passar pela Rua Antonio Marrota.

Às 21h20, o ônibus de prefixo 3792, que fazia a linha 3.15, foi apedrejado e dois vidros laterais foram quebrados. O ataque ocorreu na Rodovia Professor Zeferino Vaz, próximo à empresa Medley.

O carro 3894, linha 3.28, foi apedrejado às 22h35 na Estrada da Rhodia, próximo a saída que vai para o Hospital Centro Médico. Um vidro de janela do lado direito foi atingido. Já o veículo 3767, linha 3.20, foi atacado na Avenida Santa Izabel, às 22h40. Um vidro lateral do lado direito foi quebrado.

Por fim, o ônibus 3952, que fazia a linha 3.27, foi atacado às 22h45, também na Avenida Santa Izabel, próximo ao número 730. Um dos vidros da porta dianteira foi quebrado. “A empresa vai registrar Boletim de Ocorrência no 7º Distrito Policial em Barão Geraldo”, diz Paulo Barddal, diretor de Comunicação da VB.

Casos recorrentes

Importante lembrar que ontem a empresa sofreu com a ação de vândalos nos últimos dias. Na madrugada de segunda para terça-feira foram roubadas as chaves de 18 ônibus que estavam estacionados em frente às filas dos demais veículos. Ao todo, a frota operacional dessa garagem, que é a segunda maior de Campinas e faz 53 linhas, é composta por 286 ônibus. “Felizmente, a empresa tem chaves reserva, mas, mesmo assim, os ônibus saíram com um atraso médio de 20 minutos”, lembrou o diretor.

A concessionária teve seis veículos depredados durante a greve dos motoristas e cobradores, que começou na quarta-feira da semana passada. Um dia antes, a VB teve problemas quando uma briga entre sindicalistas terminou com a paralisação da empresa e cerca de 160 mil passageiros acabaram sendo prejudicados. “A disputa sindical, que ocorre com maior incidência desde abril de 2008, tem se intensificado e a VB tem sido o alvo preferencial das correntes”, completa Barddal.