Três ônibus queimados, um monte de sucata. Foi o que restou na garagem da VB Transportes e Turismo após o vandalismo ocorrido no Terminal Vida Nova, no dia 13 de janeiro. Além deles, que não servem para mais nada, outros nove veículos foram depredados. Nesse dia, a ação irresponsável de alguns criminosos prejudicou nada menos que 4.700 passageiros dos 13.500 passageiros que utilizam as linhas 126, 127, 128, 130, 131, 132 e 136 durante o dia.

Nos oito dias subsequentes, as linhas 126 e 127 do bairro Vida Nova ficaram paradas, pois os ônibus tiveram de ser consertados, já que um terço da frota que circula na região foi depredada. Além dos passageiros prejudicados, a empresa teve um prejuízo de R$ 450 mil.

A justificativa para o vandalismo foi a morte de 12 pessoas na região onde fica o Terminal Vida Nova. “Sempre que há manifestações, os ônibus acabam sendo alvo de protestos e vandalismo, mas o que o transporte coletivo tem a ver com isso?”, questiona Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc).

No local, havia cerca de 300 manifestantes, muitos com os rostos cobertos, carregando pedaços de pau, pedras e substâncias inflamáveis. Além dos veículos, as cabines do Terminal Vida Nova também foram queimadas e apedrejadas.

Um Monza também foi queimado e a imprensa foi recebida a pedradas e pauladas.

A Polícia Civil investiga o caso das 12 mortes. Já os ônibus esperam sem vida para virarem sucata em algum ferro- velho.