A manutenção é coisa muito séria nas concessionárias do transporte público de Campinas. Com oficinas operando 24 horas por dia e dezenas de profissionais envolvidos, de mecânicos a borracheiros e funileiros, as empresas investem alto para colocar, todos os dias, veículos de qualidade nas ruas.
Um exemplo de todo esse trabalho vem da Onicamp. Com 88 veículos em operação, a empresa realiza periodicamente manutenções preventivas e corretivas. “Os ônibus passam por revisão preventiva a cada 10 mil quilômetros. Levando em consideração que cada carro roda em média 350 quilômetros por dia, isso significa que a cada dez dias, em média, um carro passa por todo o procedimento de revisão”, explica Maurício Anício de Oliveira, encarregado de Manutenção da Onicamp. Além disso, entre uma revisão e outra, a cada 5 mil quilômetros rodados, os ônibus passam por inspeção, tendo em vista a identificação de desgastes prematuros em pneus, freios, direção, suspensão, bancos, portas, sistema elétrico, funilaria, borracharia e mecânica. Adicionalmente, os motoristas também cumprem o papel de vistoriar seu veículo todos os dias, antes de mais uma jornada de trabalho. Quando eles percebem algo, abrem uma ficha de reclamação, para que o problema seja resolvido.
“Dependendo do modelo do veículo, há alguns cuidados especiais. Por exemplo, oito ônibus da nossa frota possuem suspensão a ar. Os motores traseiros são mais pesados, então exigem atenção especial”, revela Maurício.
Na Expresso Campibus, a rotina de revisões também é intensa. “Nossos veículos passam por revisões preventivas leves a cada 5 mil quilômetros, quando são examinados e feitos os reparos necessários em todos os itens de segurança, como cubo de rodas, cardan e sistema de freios, entre outros”, informa Ocimar Domingos Neves, gerente da Expresso Campibus. Ele revela ainda que a cada 30 mil quilômetros é feita uma revisão pesada, oportunidade em que são trocados pneus, lonas de freios e filtros de óleo, e examinados motores e turbinas. “Além disso, todos os dias na recolhida da frota uma quantidade de veículos é selecionada para verificação de molas, cardan e alguns itens que podem ocasionar uma quebra durante a operação”, completa Neves. A frota da Campibus é composta de 179 veículos, sendo 171 ônibus e oito vans do sistema PAI.
Vandalismo
A manutenção de rotina é um item com o qual as empresas estão habituadas a lidar, pois faz parte do desgaste natural dos veículos. Mas a manutenção provocada por vandalismo é o que mais preocupa as empresas.
Todos os dias, dezenas de ônibus voltam para a garagem pichados, com bancos rasgados, placas de sinalização danificadas e vidros quebrados, apenas para citar os casos mais comuns.
“É um custo alto tanto de mão de obra quanto de material. Quando um banco é pichado, por exemplo, todo o tecido precisa ser retirado. E o pior é que a gente não vence, arrumamos os estragos e logo os ônibus são danificados novamente. Parece até que não arrumamos”, comenta Oliveira.


