O vandalismo no transporte coletivo de Campinas já atinge a marca de 96 casos no ano de 2014. Com o crime deste último final de semana, as empresas de ônibus somam um prejuízo de R$ 1,8 milhão, o que corresponde a um aumento de 300% na violência em relação ao ano passado. Em 2013, 23 ônibus foram depredados e um ônibus foi queimado, causando um prejuízo de R$ 119,5 mil.

Na última sexta-feira, dia 24 de outubro, um articulado Volvo B12M, carroceria Marcopolo BRT, ano 2012, pertencente à Itajaí Transportes Coletivos, foi incendiado no bairro Parque Itajaí, periferia de Campinas. O crime teria sido cometido em represália à morte ocorrida pela manhã, após o acidente relacionado a uma denúncia de emboscada contra um policial militar.

Assim como neste caso, os ônibus constantemente são alvos de bandidos que agem “em retaliação” a algo que discordam. Em julho, outro veículo da Itajaí Transportes foi incendiado. Em 27 de julho, o veículo, da linha 2.02 – Parque Valença 2, estava vazio, e dez indivíduos mandaram o motorista sair para atear fogo no carro. Os autores disseram ao motorista que a ação não tinha nada a ver com ele, era retaliação com a polícia pela morte de um traficante na semana anterior durante uma perseguição policial. Naquele dia, o prejuízo da empresa foi de R$ 250 mil.

Em 11 de abril, o crime foi contra a Onicamp Transporte Coletivo. O ônibus prefixo 4874, da linha 413 – São José/Centro foi incendiado no São José. Quatro bandidos armados, dos quais três encapuzados, forçaram os 45 passageiros a descer do veículo e o incendiaram. Segundo populares, o incêndio foi uma retaliação à morte de dois bandidos no dia anterior, durante assalto a estabelecimento no DIC 4. O ônibus, ano 2010, era avaliado em R$ 180 mil.

No começo do ano, em 13 de janeiro, jovens organizaram um “protesto” no Terminal Vida Nova contra uma chacina na qual cinco jovens foram mortos no bairro no mesmo dia. A ação violenta resultou em três veículos queimados, mais nove danificados e na depredação do terminal. O prejuízo foi de R$ 450 mil.

Além dos ônibus queimados, 90 veículos foram alvos de vândalos, boa parte em crimes registrados na Estrada da Mão Branca, aos finais de semana, que resultou em ações da Polícia Militar para investigar os bailes funk que ocorriam na região.