O engenheiro eletricista Carlos José Barreiro assumiu no começo deste ano o cargo de secretário de Transportes de Campinas e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). O jornal O Coletivo conversou com ele sobre os seus projetos, entre eles o plano viário da cidade e a extinção do cobrador nos ônibus.
O assunto em pauta no transporte atualmente é a extinção do cobrador dentro dos ônibus. Por que existe essa necessidade e quais os planos de requalificação profissional?
Participei de uma assembleia no Sindicato dos Rodoviários para apresentar o projeto do BRT e, no final, houve um debate e boa parte das perguntas foi sobre a história dos cobradores. No plenário tinha muitos cobradores e a preocupação deles era essa. E a resposta que eu dei para todas as perguntas foi a seguinte: A Emdec entende que a retirada dos cobradores dos ônibus é um processo natural e evolutivo de modernização do sistema de transporte público do município. Ou seja, é inexorável que em algum tempo nós não vamos ter mais nenhum cobrador dentro dos ônibus e é dessa forma que se faz em todos os países de Primeiro Mundo que têm transporte público de qualidade. O sistema nesses lugares, o que vamos implementar aqui, elimina o dinheiro no ônibus. Mas há um compromisso da Emdec com os operadores para que os cobradores sejam reaproveitados em outras funções. O prazo para o projeto ser implantado é até o meio deste ano.
E como será o projeto para a retirada do dinheiro dos ônibus?
Estamos discutindo as melhores soluções técnicas para a implantação do projeto. Precisamos resolver o problema do usuário eventual, aquele que vem com dinheiro, chegou a Campinas agora e vai pegar ônibus na rodoviária. Como ele vai fazer porque só tem o dinheiro no bolso? Além disso, qual a qualificação adicional que os motoristas que vão operar sem cobrador terão? Vamos ver o que será preciso para preparar o motorista a fim de trabalhar na nova configuração. Depois de termos resolvido isso, precisamos programar a implantação do projeto e, concomitantemente, criar oficialmente um programa de requalificação dos cobradores.
Enquanto o BRT não vem, o que o senhor pretende fazer para melhorar a fluidez do transporte público?
Depois que cheguei à Emdec me deparei exatamente com esse problema. A Emdec não dispõe de um Plano Viário, que é, na minha visão, a primeira coisa que um executivo ao chegar aqui deveria fazer. Dois planos estão sendo traçados para resolver o problema do trânsito: o primeiro eu o denomino de Plano Emergencial de Pontos Críticos. Temos medições do volume de veículos por dia nas principais artérias da cidade e, em função do volume, selecionamos os principais pontos críticos. O plano definirá quais são as ações para cada um dos pontos a fim de melhorar a fluidez do trânsito. Prevemos a mudança de mãos de ruas, inversão do fluxo de vias em determinados horários, entre outras medidas, para que a fluidez do trânsito melhore já. Pretendo concluir esse plano em abril e começar a implantá-lo a partir de maio.
Esse plano resolve o problema de Campinas a longo prazo? Não, não resolve. O que resolve é o Plano Viário. Olhamos para a cidade daqui a 20 anos, 30 anos e, por meio de projeções, simulamos cenários com base em premissas que incluem a priorização completa do transporte público em comparação com transporte individual. O BRT é um exemplo no qual teremos diversos corredores, assim como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O plano está sendo traçado e vamos buscar financiamento para implementá-lo.
Ele será maciçamente discutido com a opinião pública para que seja o plano da cidade de Campinas, não apenas da Emdec ou do governo.
Existe uma tese equivocada de que a frota de Campinas precisa ser aumentada. Como o senhor vê esses pedidos: de que mais ônibus precisam ser colocados nas ruas, sem resolver o problema do trânsito?
Temos tido muitas reclamações com relação a isso. Qual é a sensação para a pessoa que vê o ônibus lotado ou atrasado? Geralmente, a solução única para essa pessoa é “põe mais ônibus nessa linha ou faz uma linha mais exclusiva para mim”. A Emdec está analisando Campinas como um todo, todos os bairros, todas as linhas, tudo o que temos em termos de planejamento, programação e operação das linhas. As conclusões são as seguintes: existem algumas linhas em que, provavelmente, há excesso de oferta, ou seja, há mais vagas disponíveis do que a demanda, ou melhor, é uma linha que pode ser reprogramada para ser reduzida. Temos também a situação inversa, na qual há menos ofertas do que a demanda. E tem outras linhas que provavelmente não estejam tão bem desenhadas como deveriam.
Não sei se o senhor teve oportunidade de conhecer a região do Jardim Monte Belo, Carlos Gomes e Gargantilha, mas lá os veículos quebram a todo momento e a manutenção chega a ser oito vezes mais cara. Há algum plano para melhorar o viário no local?
Naquela região, a reclamação na Emdec é recorrente e chegamos à conclusão de duas coisas: a qualidade da via pública lá é muito ruim, então fiz uma ação com a Secretaria de Serviços Públicos e conversei com eles umas duas vezes. Foi disponibilizado um engenheiro para atender as necessidades da região até que a satisfação esteja completa. Eu não posso pavimentar as vias, mas podemos fazer muita coisa para melhorar. Não dá para ter melhoria no transporte na região se a via que oferecemos é de péssima qualidade.
O sistema está deficitário e existe um cenário de desequilíbrio financeiro. Dependendo do que for implantado, o desequilíbrio poderá aumentar. O senhor tem algum modelo para equacionar o problema?
É simples a resposta: não é possível pensar que existe mágica, nem aquela história de quem tem almoço de graça. Na vida real, na vida das empresas – e nós somos também uma empresa aqui, que é gestora de um sistema enorme –, é necessário que haja um equacionamento dessas coisas, ou seja, toda vez que o Poder Público decide fazer algum tipo de transformação no sistema atual para um sistema novo, isso implica a geração de novos custos e eventualmente novas receitas. O que tem de ser feito e o que vai ser sempre feito aqui é uma discussão bem aberta e transparente. Quando assumi a secretaria, os jornalistas perguntaram sobre o modelo de gestão que iria implementar. O que eu respondi foi que é preciso ter transparência. Não dá para admitir que o cidadão campineiro, que é quem paga a tarifa, não saiba exatamente como ela é calculada, quais são os custos que compõem o sistema. O segundo ponto é o envolvimento das partes. Temos o mesmo interesse de que o sistema de transporte público funcione bem para que a população campineira seja bem atendida. A diferença é que os operadores são empresas privadas que visam ao lucro e isso é legítimo. Nós somos o Poder Público e queremos que funcione bem mas que haja o lucro, que é inerente ao seu negócio. É assim que funciona em qualquer lugar do mundo. Então, esse conjunto que eu estou chamando de envolvimento é que propicia que essas coisas sejam discutidas claramente. Nós vamos discutir abertamente e eu tenho algumas vantagens: primeiro, sou engenheiro; eu já fiz projetos de diversas naturezas a vida toda. Eu sei fazer contas, sei como se calcula o custo/benefício, a taxa de retorno. Sei o valor correto de tudo isso. Então a conversa vai fluir, não tenho dúvida.
Procura pelo BU Comum cresce 66%
Cartão permitirá que usuário faça até duas viagens mesmo sem ter saldo
O número de cadastros para obtenção do Bilhete Único Comum cresceu 66% nesta última semana. Entre os dias 29 e 31 de julho, foram feitos 385 novos cartões, enquanto no mesmo período de junho, foram confeccionados 232. “Os usuários do transporte público que ainda pagam passagem com dinheiro já notaram que o ideal é solicitar o Bilhete Único Comum. A partir de 1º de outubro, esse cartão terá ainda mais uma comodidade, a de poder fazer até duas viagens sem ter saldo”, argumenta Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc). O valor será reposto pelo quando for feita uma nova recarga no cartão.
O aumento da procura pelo Bilhete Único Comum, que é de graça e cuja emissão é feita na hora, ocorreu logo após a publicação do decreto n° 18.423, de 28 de julho, que determina o pagamento da tarifa dentro dos ônibus apenas com cartões eletrônicos, a partir do dia 1º de outubro. Hoje, o BU Comum já permite ao cliente usar até três ônibus em duas horas, pagando apenas uma passagem. “O cartão BU traz mais segurança aos usuários, já que evita a circulação de dinheiro nos veículos. E mesmo que o usuário perca o bilhete, o saldo pode ser bloqueado pelo Disque Transurc (0800 014 0204) e recuperado gratuitamente”, explica Barddal.
Além da sede da Transurc, o cartão Bilhete Único Comum pode ser feito nos terminais Barão Geraldo, Campo Grande, Central, Mercado, Metropolitano e Ouro Verde, no Poupatempo Centro, no Expresso Bilhete Único, que fica na sede da Guarda Municipal, no Centro, e na Drogaria Sidarta, credenciada que fica no Jardim Londres. Basta o interessado apresentar o CPF e o RG.
A recarga do cartão pode ser feita postos de atendimento nos terminais, na sede e também em um dos 290 estabelecimentos ligados à Rede Credenciada. A Transurc já estuda a ampliação dos pontos de distribuição e cadastro do Bilhete Único Comum. “Em breve, abriremos uma nova loja da Transurc na Rua Anchieta, nº 55, no Centro. Também estaremos ampliando o nosso quadro de funcionários para as novas demandas”, diz Barddal.
Bilhete Viagem
Para atender um público específico, que eventualmente usa ônibus ou aquelas pessoas que vêm de outras cidades e precisam utilizar o transporte coletivo, foram criados os cartões Bilhete 1 Viagem e Bilhete 2 Viagens. Com o cartão Bilhete 1 Viagem, o usuário paga uma passagem, no valor de R$ 3,30 e mais R$ 2,00 pelo valor do cartão.
Já o Bilhete 2 Viagens vem carregado com duas passagens no valor de R$ 6,60 mais os R$ 2,00 do casco. Após ser utilizado, o usuário será reembolsado do valor do casco de R$ 2,00 na sede da Transurc, nos terminais Central, Metropolitano, Mercado, Ouro Verde, Barão Geraldo, Campo Grande e Poupatempo Centro, assim como na nova loja que será aberta em breve na Avenida Anchieta, nº 55, Centro.
Concessionárias entregam 37 ônibus à população
Empresas renovam frotas e dão mais acessibilidade à população de Campinas; entrega ocorreu hoje na Praça Arautos da Paz
As concessionárias VB Transportes e Turismo e Onicamp Transporte Coletivo entregaram 37 ônibus à população durante cerimônia na Praça Arautos da Paz, hoje pela manhã. Com investimentos de R$ 21,96 milhões, os veículos beneficiam 40 mil passageiros que circulam diariamente em linhas das áreas 1 e 4 do Sistema InterCamp. Com essa renovação, o número total de veículos adaptados em Campinas sobe para 62% da frota operante das concessionárias.
“É com satisfação que as empresas fazem a entrega desses ônibus no momento que comemoramos 240 anos do aniversário de Campinas, uma cidade de vanguarda”, afirmou em discurso Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc).
Superarticulados
O grande diferencial da entrega foram os 10 ônibus superarticulados, com chassi Mercedes-Benz modelo O500UDA Euro V e carroceria Marcopolo Viale BRS, entregues pela VB Transportes e Turismo para a área 1 do Sistema InterCamp, que compreende as regiões do Ouro Verde, Vila União e Corredor Amoreiras. Com piso baixo e 23 metros de comprimento, os veículos têm capacidade para transportar 200 passageiros, sendo 70 sentados. O investimento é de R$ 950 mil em cada. Os superarticulados atendem a linha 1.21 – Terminal Ouro Verde.
A área 1 também recebeu 10 novos articulados com chassi Mercedes-Benz modelo O500 MA Euro V e carroceria Caio Millennium III, com 18 metros de comprimento e capacidade para transportar 150 passageiros. Os investimentos são de R$ 800 mil por unidade. Os novos articulados circulam na linha 1.20 – Terminal Ouro Verde. Os R$ 17,5 milhões para a aquisição dos veículos vieram da linha de crédito do Finame do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O investimento em renovação da frota é constante”, enfatizou Belarmino da Ascenção Marta Junior, diretor da VB.
Já a área 4, que compreende as regiões da Rodovia Santos Dumont e de Viracopos, ganhou 10 novos carros com chassi Volvo modelo 18276 e carroceria Mascarello modelo Gran Via, no valor de R$ 257.390,00 cada, num total de R$ 2,57 milhões. Esses novos veículos irão para as linhas 4.13 – Jardim São José, 4.22 – Jardim Nova América e 4.12 – Parque Eldorado.
No evento também foram apresentados sete novos ônibus acessíveis com carroceria Neobus modelo Mega e chassi Volkswagen modelo 17.230 OD, com investimento total de R$ 1,89 milhão. Os sete novos ônibus já circulam na linha 4.13 – Jd. São José. Os R$ 4,46 milhões para a aquisição dos veículos da Onicamp vieram da linha de crédito do Finame do BNDES e teve como agente financeiro o banco Volvo.
Linhas atendidas
1.20 – Terminal Ouro Verde;
1.21 – Terminal Ouro Verde;
4.12 – Parque Eldorado;
4.13 – Jardim São José;
4.22 – Jardim Nova América.
Número de assaltos ao caixa do cobrador aumenta 414%
As concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas registraram 72 assaltos dentro de seus ônibus em maio. Este número representa um aumento de 414% em relação ao mesmo período do ano passado, quando ocorreram 14 roubos, e um aumento de 28,57% em relação aos 56 assaltos ocorridos em abril. “O aumento no número de roubos é preocupante. As concessionárias fazem Boletim de Ocorrência, enviam mensalmente relatórios para as autoridades policiais e também continuam instalando câmeras de segurança nos ônibus mas, mesmo assim, registramos um maior número de crimes”, diz Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), à qual as concessionárias do transporte são ligadas.
Enquanto no ano passado a média diária de assaltos em maio foi de 0,45, neste ano, esse número saltou para 2,32 assaltos por dia. O valor levado em dinheiro também aumentou consideravelmente. Enquanto em maio do ano passado foram levados R$ 1.894,80 dos caixas dos ônibus, neste ano, foram R$ 4.642,20 roubados em maio.
Os bairros que mais registraram ocorrências em maio foram DIC IV, Jardim Campos Elíseos, Jardim Aeroporto, Jardim São Marcos, Vila Padre Anchieta, Jardim do Trevo, Parque Valença, Jardim Itajaí e Jardim Paraíso. “Todos os motoristas e cobradores são orientados pelas empresas a não reagir aos assaltos e também a registrar um Boletim de Ocorrência logo após a ação dos bandidos”, completa Barddal.
Número de assaltos ao caixa do cobrador cresce 61,76%
As concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas registraram 110 assaltos dentro de seus ônibus entre março e abril. Este número representa um aumento de 61,76% em relação aos 68 assaltos ocorridos no segundo bimestre em 2013. “O aumento no número de roubos é preocupante. As concessionárias fazem Boletim de Ocorrência, enviam mensalmente relatórios para as autoridades policiais e também continuam instalando câmeras de segurança nos ônibus mas, mesmo assim, registramos um maior número de crimes”, diz Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), à qual as concessionárias do transporte são ligadas.
Enquanto no ano passado a média diária de assaltos nesses dois meses foi de 1,11, neste ano, esse número saltou para 1,80 assaltos por dia. O valor levado em dinheiro também aumentou consideravelmente. Enquanto no ano passado foram levados dos caixas dos ônibus R$ 4.950,35 entre março e abril, neste ano, foram R$ 8.499,30. Isso porque no ano passado, o valor da passagem era de R$ 3,30, o que teoricamente leva a crer que havia mais dinheiro circulando.
Situação crônica
Os bairros que mais registraram ocorrências em abril foram Dic IV, Jd. Campos Elíseos, Jd. Sta. Mônica, São Marcos, Jd. Pe. Anchieta, Nova Aparecida, Jd. Bandeiras, Monte Cristo e Pq. Itajaí. “Todos os motoristas e cobradores são orientados pelas empresas a não reagirem e a registrarem um Boletim de Ocorrência logo após a ação dos bandidos”, completa Barddal.
Onicamp entrega sete ônibus
A Onicamp Transporte Coletivo entregou sete novos ônibus acessíveis para a área 4 do Sistema InterCamp, com investimentos de R$ 1,89 milhão. Quatro veículos já beneficiam cerca de oito mil passageiros que circulam por dia na linha 4.13 – Jardim São José e os demais serão colocados em outras linhas que rodam nas regiões da Rodovia Santos Dumont e de Viracopos. A acessibilidade está agora em 60%.
Com carroceria Neobus modelo Mega e chassi Volkswagen modelo 17.230 OD, todos os sete novos ônibus são acessíveis. Eles são dotados de elevador, para acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; balaústres emborrachados para direcionamento ao botão de parada; botão de parada com indicação em braille; espaço para cadeirantes; bancos para idosos, obesos e gestantes; além de encostos dos bancos mais altos, oferecendo maior conforto e comodidade aos usuários.
Outra informação relevante é que os novos veículos possuem câmbio automático, ou seja, os motoristas não irão mais precisar trocar de marcha. Seu motor Euro 5 atende às determinações do Proconve, com normas exigentes para a redução de emissão de poluentes. Os ônibus também possuem câmeras instaladas e vão receber, em breve, monitores LCD.
Câmeras são instaladas em veículos
A Onicamp iniciou a instalação de câmeras em seus veículos após uma fase de testes para escolher o melhor sistema para sua operação. Nessa primeira fase, foram instaladas três câmeras por carro, em 30 ônibus de sua frota.
Somando esses carros com os sete novos veículos adquiridos pela empresa, 44,57% de sua frota conta com câmeras de monitoramento. Câmeras ainda serão instaladas nos demais 46 ônibus da frota no segundo semestre de 2014.
A Onicamp opera na área 4 do Sistema InterCamp, que compreende as regiões da Rodovia Santos Dumont e de Viracopos. O investimento visa garantir a segurança dos passageiros, motoristas e cobradores, já que as câmeras coíbem assaltos e o vandalismo.
Na área 1 do Sistema InterCamp, que atende as regiões do Ouro Verde, da Vila União e do Corredor Amoreiras, 100% da frota composta por 313 ônibus convencionais e articulados já tem câmeras. Já na área 2, que circula no Campo Grande, Padre Anchieta e Corredor John Boyd Dunlop, 65,31% dos 271 veículos já têm câmeras. Na área 3, que compreende as regiões de Barão Geraldo, Sousas, Rodovia Campinas–Mogi, Amarais e Corredor Abolição, 92,19% dos 333 carros da frota têm vigilância.
Postos de venda Transurc têm horário especial na Copa
A Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) e seus postos de recarga de Bilhete Único atenderão em horários especiais nos dias de jogos da Copa do Mundo 2014.
Na sede da associação, localizada na Rua 11 de Agosto, 757, Centro, e no Expresso Bilhete Único, o atendimento nos dias 12 e 23 de junho será até às 15h. Já no dia 17, o atendimento será até às 14h.
Nos postos de atendimento dos terminais Barão Geraldo, Campo Grande, Central, Mercado, Metropolitano e Ouro Verde, as vendas serão interrompidas nos dias 12 e 23 de junho, das 17h às 19h. No dia 17 de junho, os postos ficarão fechados das 16h às 18h. Após o término dos jogos, o atendimento será normal até o horário de fechamento, às 21h.
Transurc inicia cadastro do Bilhete Único em credenciados
A Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) implantou um projeto piloto para fazer o cadastro do Bilhete Único Comum na sua Rede de Representantes Credenciados. O software que permite que a operação seja feita foi desenvolvido pelo corpo técnico da Transurc, empresa que se transformou em referência na América Latina para gestão de sistemas de bilhetagem eletrônica. “Trabalhamos no sentido de expandir os pontos de cadastramento do Bilhete Único além dos terminais de ônibus e na nossa sede. Temos hoje 290 estabelecimentos comerciais credenciados em toda a cidade e queremos aproveitar o potencial para facilitar ainda mais a vida dos usuários de ônibus”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da associação.
Os primeiros testes começaram a ser realizados ontem no credenciado Drogaria Sidarta. O ponto foi escolhido devido à sua localização na Rua Oswaldo Barthelson, 1.111, uma via de grande movimento, além de ter condições para fazer o atendimento, com computador no balcão com acesso à internet e atendente disponível. Para fazer a primeira via do cartão Bilhete Único Comum no local, basta o interessado apresentar RG, CPF ou carteira de habilitação.
Com esses documentos, é possível verificar se o usuário tem algum tipo de cartão cadastrado em seu nome e, caso não tenha, o Bilhete Único Comum é feito imediatamente. O cartão vem pré-carregado com duas tarifas (R$ 6,00), pagas logo após a retirada do cartão, que pode ser utilizado em seguida. Posteriormente, se a pessoa quiser personalizar o cartão com o nome, poderá dirigir-se até a sede da Transurc, na Rua 11 de Agosto, 757, Centro.
Economia e benefícios
Quem tem o cartão Bilhete Único pode usar até três ônibus no período de duas horas e o Passe Lazer dois domingos por mês. O usuário ainda tem a vantagem de poder avisar à Transurc se perder ou tiver o cartão roubado e, dessa forma, bloquear o saldo de crédito existente. Além de proporcionar a integração e agilidade, o cartão BU também é mais seguro para os usuários. A utilização do cartão diminui o volume de dinheiro em circulação dentro dos ônibus, reduzindo o risco de assaltos.
Recarga fácil e rápida
O cartão pode ser recarregado em um dos pontos de vendas da Transurc localizados nos terminais de ônibus Central, Mercado, Barão Geraldo, Ouro Verde, Campo Grande e no Poupatempo Centro ou ainda em um dos 290 estabelecimentos que fazem parte da Rede Credenciada. A localização dos estabelecimentos comerciais da Rede de Credenciados pode ser obtida no site da Transurc (site.transurc.com.br) ou nos guias de bolso que são distribuídos nos pontos de venda da associação.
Acordo no TRT encerra possível greve
Acordo realizado nesta manhã, na segunda audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT) acabou com a possibilidade da greve, marcada para a zero hora de amanhã. O acordo, feito com a mediação do desembargador Henrique Damiano, vice-presidente do TRT, do procurador Claude Henri Appy, do Ministério Público do Trabalho (MPT), representantes das empresas e diretoria do Sindicato dos Rodoviários de Campinas, reajusta os salários e benefícios de forma linear em 9%, a partir de 1º de maio.
Tão logo a proposta foi feita pelas concessionárias, o Sindicato dos Rodoviários realizou uma assembléia no próprio saguão do TRT e a mesma foi aceita pela categoria. “Inicialmente, as concessionárias tinham oferecido um índice de reposição inflacionária de 5,82% (INPC). A primeira proposta foi feita no dia 15 de maio foi rejeitada na mesa de negociação e, na mesma audiência, as operadoras elevaram o índice para 6,32% mas, em assembléias realizadas no mesmo dia, o novo índice foi rejeitado”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), entidade que congrega as concessionárias.
As audiências de conciliação foram pedidas pelo Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano e Urbano de Passageiros da Região Metropolitana de Campinas (SetCamp), que representou as concessionárias do transporte de Campinas no processo contra o Sindicato dos Rodoviários. “As concessionárias, desde o final de abril, tentam evitar a greve. Elas têm hoje um desequilíbrio econômico-financeiro no contrato e, mesmo assim, não mediram esforços para evitar um movimento paredista pois sabem que uma greve traz grandes prejuízos à população”, diz Barddal.
Também foi considerado o fato de a cidade ser subsede para a Copa do Mundo e, uma paralisação às vésperas da competição, jogaria um foco muito negativo sobre a cidade. O SetCamp e as concessionárias, na audiência do dia 15, solicitaram a presença de um representante da Prefeitura de Campinas. Hoje, compareceu o secretário Wanderley de Almeida, de Assuntos Institucionais, “que informou que há predisposição da Municipalidade em discutir o equilíbrio econômico-financeiro do sistema, embora já haja fixação no Orçamento de 2014 para reajuste dos valores subsidiados no percentual de 7%”.
Comunicado sobre a paralisação
A VB Transportes e Turismo, concessionária que opera 53 linhas na área verde, esclarece que teve os seus serviços paralisados hoje por cobradores e motoristas sem qualquer tipo de aviso prévio. Os 283 ônibus estão parados na garagem desde às 4 horas até o momento. Embora a empresa esteja tentando negociar com os colaboradores, até o momento, não há sequer uma representação formal pela parte dos mesmos.
O movimento, considerado ilegal e abusivo, causou prejuízo para 80 mil passageiros no período da manhã. A concessionária, em conjunto com o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, buscam entender a motivação da paralisação, uma vez que as operadoras do transporte coletivo urbano, o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano e Urbano de Passageiros da RMC (Setcamp) e o sindicato da categoria estão negociando o Acordo Salarial de 2014.
Hoje pela manhã, estava agendada uma reunião entre as partes para às 9h30 mas, devido ao movimento pontual na VB, começou com uma hora de atraso e, até este momento, acontece na sede da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc). A reunião de hoje é a quarta que ocorre desde que as partes iniciaram as negociações referentes à data-base da categoria, dia 1º de maio.
A partir da próxima terça-feira, dia 13, as partes envolvidas iniciam as negociações das cláusulas econômicas, pois ainda estão aguardando por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a divulgação do INPC referente ao mês de abril. Portanto, o movimento hoje deflagrado pelos funcionários da VB pode ser considerado totalmente irregular, pois ainda está sendo finalizada a discussão das cláusulas sociais.
Novo secretário planeja melhorar transporte
O engenheiro eletricista Carlos José Barreiro assumiu no começo deste ano o cargo de secretário de Transportes de Campinas e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). O jornal O Coletivo conversou com ele sobre os seus projetos, entre eles o plano viário da cidade e a extinção do cobrador nos ônibus.
O assunto em pauta no transporte atualmente é a extinção do cobrador dentro dos ônibus. Por que existe essa necessidade e quais os planos de requalificação profissional?
Participei de uma assembleia no Sindicato dos Rodoviários para apresentar o projeto do BRT e, no final, houve um debate e boa parte das perguntas foi sobre a história dos cobradores. No plenário tinha muitos cobradores e a preocupação deles era essa. E a resposta que eu dei para todas as perguntas foi a seguinte: A Emdec entende que a retirada dos cobradores dos ônibus é um processo natural e evolutivo de modernização do sistema de transporte público do município. Ou seja, é inexorável que em algum tempo nós não vamos ter mais nenhum cobrador dentro dos ônibus e é dessa forma que se faz em todos os países de Primeiro Mundo que têm transporte público de qualidade. O sistema nesses lugares, o que vamos implementar aqui, elimina o dinheiro no ônibus. Mas há um compromisso da Emdec com os operadores para que os cobradores sejam reaproveitados em outras funções. O prazo para o projeto ser implantado é até o meio deste ano.
E como será o projeto para a retirada do dinheiro dos ônibus?
Estamos discutindo as melhores soluções técnicas para a implantação do projeto. Precisamos resolver o problema do usuário eventual, aquele que vem com dinheiro, chegou a Campinas agora e vai pegar ônibus na rodoviária. Como ele vai fazer porque só tem o dinheiro no bolso? Além disso, qual a qualificação adicional que os motoristas que vão operar sem cobrador terão? Vamos ver o que será preciso para preparar o motorista a fim de trabalhar na nova configuração. Depois de termos resolvido isso, precisamos programar a implantação do projeto e, concomitantemente, criar oficialmente um programa de requalificação dos cobradores.
Enquanto o BRT não vem, o que o senhor pretende fazer para melhorar a fluidez do transporte público?
Depois que cheguei à Emdec me deparei exatamente com esse problema. A Emdec não dispõe de um Plano Viário, que é, na minha visão, a primeira coisa que um executivo ao chegar aqui deveria fazer. Dois planos estão sendo traçados para resolver o problema do trânsito: o primeiro eu o denomino de Plano Emergencial de Pontos Críticos. Temos medições do volume de veículos por dia nas principais artérias da cidade e, em função do volume, selecionamos os principais pontos críticos. O plano definirá quais são as ações para cada um dos pontos a fim de melhorar a fluidez do trânsito. Prevemos a mudança de mãos de ruas, inversão do fluxo de vias em determinados horários, entre outras medidas, para que a fluidez do trânsito melhore já. Pretendo concluir esse plano em abril e começar a implantá-lo a partir de maio.
Esse plano resolve o problema de Campinas a longo prazo? Não, não resolve. O que resolve é o Plano Viário. Olhamos para a cidade daqui a 20 anos, 30 anos e, por meio de projeções, simulamos cenários com base em premissas que incluem a priorização completa do transporte público em comparação com transporte individual. O BRT é um exemplo no qual teremos diversos corredores, assim como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O plano está sendo traçado e vamos buscar financiamento para implementá-lo.
Ele será maciçamente discutido com a opinião pública para que seja o plano da cidade de Campinas, não apenas da Emdec ou do governo.
Existe uma tese equivocada de que a frota de Campinas precisa ser aumentada. Como o senhor vê esses pedidos: de que mais ônibus precisam ser colocados nas ruas, sem resolver o problema do trânsito?
Temos tido muitas reclamações com relação a isso. Qual é a sensação para a pessoa que vê o ônibus lotado ou atrasado? Geralmente, a solução única para essa pessoa é “põe mais ônibus nessa linha ou faz uma linha mais exclusiva para mim”. A Emdec está analisando Campinas como um todo, todos os bairros, todas as linhas, tudo o que temos em termos de planejamento, programação e operação das linhas. As conclusões são as seguintes: existem algumas linhas em que, provavelmente, há excesso de oferta, ou seja, há mais vagas disponíveis do que a demanda, ou melhor, é uma linha que pode ser reprogramada para ser reduzida. Temos também a situação inversa, na qual há menos ofertas do que a demanda. E tem outras linhas que provavelmente não estejam tão bem desenhadas como deveriam.
Não sei se o senhor teve oportunidade de conhecer a região do Jardim Monte Belo, Carlos Gomes e Gargantilha, mas lá os veículos quebram a todo momento e a manutenção chega a ser oito vezes mais cara. Há algum plano para melhorar o viário no local?
Naquela região, a reclamação na Emdec é recorrente e chegamos à conclusão de duas coisas: a qualidade da via pública lá é muito ruim, então fiz uma ação com a Secretaria de Serviços Públicos e conversei com eles umas duas vezes. Foi disponibilizado um engenheiro para atender as necessidades da região até que a satisfação esteja completa. Eu não posso pavimentar as vias, mas podemos fazer muita coisa para melhorar. Não dá para ter melhoria no transporte na região se a via que oferecemos é de péssima qualidade.
O sistema está deficitário e existe um cenário de desequilíbrio financeiro. Dependendo do que for implantado, o desequilíbrio poderá aumentar. O senhor tem algum modelo para equacionar o problema?
É simples a resposta: não é possível pensar que existe mágica, nem aquela história de quem tem almoço de graça. Na vida real, na vida das empresas – e nós somos também uma empresa aqui, que é gestora de um sistema enorme –, é necessário que haja um equacionamento dessas coisas, ou seja, toda vez que o Poder Público decide fazer algum tipo de transformação no sistema atual para um sistema novo, isso implica a geração de novos custos e eventualmente novas receitas. O que tem de ser feito e o que vai ser sempre feito aqui é uma discussão bem aberta e transparente. Quando assumi a secretaria, os jornalistas perguntaram sobre o modelo de gestão que iria implementar. O que eu respondi foi que é preciso ter transparência. Não dá para admitir que o cidadão campineiro, que é quem paga a tarifa, não saiba exatamente como ela é calculada, quais são os custos que compõem o sistema. O segundo ponto é o envolvimento das partes. Temos o mesmo interesse de que o sistema de transporte público funcione bem para que a população campineira seja bem atendida. A diferença é que os operadores são empresas privadas que visam ao lucro e isso é legítimo. Nós somos o Poder Público e queremos que funcione bem mas que haja o lucro, que é inerente ao seu negócio. É assim que funciona em qualquer lugar do mundo. Então, esse conjunto que eu estou chamando de envolvimento é que propicia que essas coisas sejam discutidas claramente. Nós vamos discutir abertamente e eu tenho algumas vantagens: primeiro, sou engenheiro; eu já fiz projetos de diversas naturezas a vida toda. Eu sei fazer contas, sei como se calcula o custo/benefício, a taxa de retorno. Sei o valor correto de tudo isso. Então a conversa vai fluir, não tenho dúvida.