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Motoristas de ônibus elétricos são premiados
Motoristas da Itajaí Transportes Coletivos habilitados para operar ônibus 100% elétricos foram certificados pela empresa BYD (Build Your Dreams) na manhã de hoje. A cerimônia contou com a presença de diretores da concessionária e da fabricante chinesa, incluindo o presidente da BYD no Brasil, Tyler Li.
“A certificação é um reconhecimento aos motoristas pelo trabalho que vêm desenvolvendo na frota de Campinas”, afirmou Adalberto Maluf, diretor de Marketing e Relações Governamentais da BYD. “Operar uma frota elétrica é um grande desafio, é um fato novo no País. Estamos todos aprendendo, mas com o olho no futuro”, completou Joubert Beluomini, diretor da Itajaí Transportes Coletivos.
Para dirigir os novos ônibus, os motoristas, além de encarregados e inspetores, receberam capacitação técnica. O treinamento, realizado pelo fabricante, teve por objetivo informar a equipe sobre as funcionalidades dos novos ônibus. “Dirigir um ônibus elétrico é diferente de dirigir um convencional. No curso conhecemos detalhes da operação e como obter o melhor rendimento possível no trânsito”, explica Uílson Moraes, gerente administrativo da Itajaí. A partir de agora, os motoristas receberão treinamentos específicos, tendo em vista atingir a potencialidade máxima dos veículos.
Atualmente, nove ônibus elétricos estão em operação em Campinas. O contrato de locação com a BYD prevê a utilização dos ônibus por um período de 60 meses, quando os resultados serão avaliados.
Campanha alerta para proibição de cobrança com ônibus em movimento
Técnicos da Transurc conhecem modelo de transportes de Jundiaí
Aplicativo que permite compra de créditos por smartphone para o Bilhete Único Comum será lançado em até 20 dias e rodará em todas as plataformas móveis
Técnicos da Associação das Empresas de Transporte Urbano de Campinas (Transurc) e representantes das concessionárias de Campinas fizeram uma visita técnica na sexta-feira, dia 11, em Jundiaí para conhecer o sistema de transporte urbano adotado pela cidade.
A visita aconteceu após o Ministério Público ter sugerido a implantação em Campinas do modelo criado por Jundiaí para pagamento de tarifa com máquinas de cartão de crédito e débito, de forma a reduzir a circulação de dinheiro dentro dos ônibus e ampliar a segurança dos usuários. “A partir das informações que recebemos, vamos analisar a viabilidade de implantação do projeto em Campinas”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc.
Em conjunto com secretário de Transportes de Jundiaí, Wilson Folgozi, foram levantadas algumas considerações sobre os sistemas de transporte das duas cidades. Entre esses aspectos, destacam-se o tamanho da frota (Jundiaí conta com aproximadamente 300 ônibus, contra 1.200 de Campinas) e a rede de linhas. Na cidade visitada, o sistema é composto por linhas troncais e alimentadoras, enquanto em Campinas, com uma rede mais complexa, há, além de troncais e alimentadoras, as linhas diametrais, radiais, alimentadoras e intersetoriais.
“Também nos chamou a atenção o fato de Jundiaí ter dois tipos de tarifa, uma para quem paga em dinheiro e usa o Vale-Transporte e outra para aqueles usuários que têm o Bilhete Único”, afirma Barddal. Em resumo, a realidade do transporte das duas cidades é bastante diferente, ou seja, nem todas as soluções implantadas em Jundiaí podem ser adotadas em Campinas sem uma profunda discussão técnica.
Compra pelo celular
A Transurc também irá implantar melhorias para os usuários nos próximos 20 dias. Será disponibilizado um aplicativo para smartphone para aquisição de créditos do Bilhete Único Comum. Com isso, os usuários, além dos mais de 320 pontos de recarga localizados em estabelecimentos comerciais, terminais e Poupatempo Centro, também poderão adquirir créditos por aplicativo.
“O novo aplicativo irá rodar nas plataformas Android, iOS e Windows Phone. E, para comprar os créditos, o interessado deverá baixar o aplicativo em seu celular e informar os números do Bilhete Único e do cartão de crédito ou débito”, explica Barddal. Vinte e quatro horas após a transação, a validação dos créditos poderá ser feita nos validadores dentro dos ônibus, nos terminais, na Transurc ou PoupaTempo Centro.
Outra novidade é a instalação de 20 máquinas de auto-atendimento para compra e recarga de bilhete unitário. As máquinas serão instaladas em terminais e em locais de grande fluxo de pessoas, e o pagamento poderá ser feito com cartões de crédito e débito. O prazo estimado para a instalação das máquinas é de 30 dias. A Transurc e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), órgão gestor do Sistema InterCamp, estão definindo em conjunto os locais que receberão os ATMs.
Disque-Transurc amplia horário de atendimento
A Associação das Empresas de Transporte Urbano de Campinas (Transurc) ampliou o horário de atendimento de seu Serviço de Atendimento ao Cliente (Disque-Transurc). A partir de hoje, o telefone 0800 014 02 04 funciona de segunda a sábado, das 6 às 21 horas, e aos domingos e feriados, das 8 às 18 horas.
Pelo Disque-Transurc é possível esclarecer dúvidas sobre a obtenção de Bilhete Único, sobre cadastro dos bilhetes Escolar e Universitário e solicitar cancelamento do cartão, entre outros serviços.
Manutenção 24 horas
A manutenção é coisa muito séria nas concessionárias do transporte público de Campinas. Com oficinas operando 24 horas por dia e dezenas de profissionais envolvidos, de mecânicos a borracheiros e funileiros, as empresas investem alto para colocar, todos os dias, veículos de qualidade nas ruas.
Um exemplo de todo esse trabalho vem da Onicamp. Com 88 veículos em operação, a empresa realiza periodicamente manutenções preventivas e corretivas. “Os ônibus passam por revisão preventiva a cada 10 mil quilômetros. Levando em consideração que cada carro roda em média 350 quilômetros por dia, isso significa que a cada dez dias, em média, um carro passa por todo o procedimento de revisão”, explica Maurício Anício de Oliveira, encarregado de Manutenção da Onicamp. Além disso, entre uma revisão e outra, a cada 5 mil quilômetros rodados, os ônibus passam por inspeção, tendo em vista a identificação de desgastes prematuros em pneus, freios, direção, suspensão, bancos, portas, sistema elétrico, funilaria, borracharia e mecânica. Adicionalmente, os motoristas também cumprem o papel de vistoriar seu veículo todos os dias, antes de mais uma jornada de trabalho. Quando eles percebem algo, abrem uma ficha de reclamação, para que o problema seja resolvido.
“Dependendo do modelo do veículo, há alguns cuidados especiais. Por exemplo, oito ônibus da nossa frota possuem suspensão a ar. Os motores traseiros são mais pesados, então exigem atenção especial”, revela Maurício.
Na Expresso Campibus, a rotina de revisões também é intensa. “Nossos veículos passam por revisões preventivas leves a cada 5 mil quilômetros, quando são examinados e feitos os reparos necessários em todos os itens de segurança, como cubo de rodas, cardan e sistema de freios, entre outros”, informa Ocimar Domingos Neves, gerente da Expresso Campibus. Ele revela ainda que a cada 30 mil quilômetros é feita uma revisão pesada, oportunidade em que são trocados pneus, lonas de freios e filtros de óleo, e examinados motores e turbinas. “Além disso, todos os dias na recolhida da frota uma quantidade de veículos é selecionada para verificação de molas, cardan e alguns itens que podem ocasionar uma quebra durante a operação”, completa Neves. A frota da Campibus é composta de 179 veículos, sendo 171 ônibus e oito vans do sistema PAI.
Vandalismo
A manutenção de rotina é um item com o qual as empresas estão habituadas a lidar, pois faz parte do desgaste natural dos veículos. Mas a manutenção provocada por vandalismo é o que mais preocupa as empresas.
Todos os dias, dezenas de ônibus voltam para a garagem pichados, com bancos rasgados, placas de sinalização danificadas e vidros quebrados, apenas para citar os casos mais comuns.
“É um custo alto tanto de mão de obra quanto de material. Quando um banco é pichado, por exemplo, todo o tecido precisa ser retirado. E o pior é que a gente não vence, arrumamos os estragos e logo os ônibus são danificados novamente. Parece até que não arrumamos”, comenta Oliveira.
Gratuidades pesam e subsídio é para o sistema
O sistema de transporte em Campinas, denominado InterCamp, está a cada dia que passa mais sobrecarregado pelo alto índice de gratuidades ou tarifas reduzidas. Atualmente, mais de 33,4% dos usuários não pagam tarifa. O percentual não inclui os estudantes, com desconto de 60%, e os universitários, que pagam metade do valor da tarifa.
Para compensar o desequilíbrio existente entre a receita arrecadada com a cobrança de passagens e o crescente reajuste dos insumos, fatores que impactam diretamente no aumento dos custos de operação, a Prefeitura de Campinas faz um repasse mensal denominado subsídio.
“Hoje, com a quantidade de gratuidades existentes e com o Bilhete Único, se não existisse o repasse do subsídio para o Sistema InterCamp, composto pelas cooperativas de perueiros e pelas empresas de ônibus, a tarifa necessária para cobrir o custo mensal, dividido pelo número atual de pagantes, teria de ser R$ 4,74”, explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação do Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano e Urbano de Passageiros da RMC (SetCamp).
“No mês de janeiro deste ano, por exemplo, foi calculado um repasse de R$ 7 milhões, dos quais R$ 1 milhão para o Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI). O PAI é utilizado por pessoas portadoras de necessidades especiais, de forma gratuita, após fazer o cadastro na Emdec.
Os R$ 6 milhões restantes são divididos de forma proporcional entre as cooperativas de perueiros e as concessionárias de ônibus, de acordo com a participação de cada um dos segmentos no transporte de parte das gratuidades e dos demais usuários”, explica Barddal.
Correção da tarifa fica abaixo da inflação
O índice de 8,5% aplicado no reajuste da tarifa do sistema de transporte público de Campinas ficou abaixo da inflação e da correção de todos os insumos da cadeia de transporte, inclusive salários e benefícios. “Com o desemprego em alta, menos pessoas andam de ônibus e mesmo quem está empregado passa a cortar custos com passeios, por exemplo. As concessionárias vivem um cenário que mescla alta nos custos de operação, queda no número de passageiros pagantes e os crescentes aumentos das gratuidades”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação do SetCamp.
Os problemas começaram a se agravar em junho de 2013 quando, por conta de pressão popular em diversas cidades brasileiras, incluindo Campinas, a tarifa foi reduzida em R$ 0,20. Com isso, em 2014 a diferença entre os custos e as receitas (incluindo o subsídio) foi de R$ 18,35 milhões de déficit. No ano passado, o desequilíbrio subiu para R$ 30,42 milhões.
As altas nos principais insumos da cadeia preocupam. No período de outubro de 2014 a novembro de 2015, por exemplo, o preço do óleo diesel registrou alta de 20,5%; peças e acessórios, aumento de 19%; pneus, reajuste de 9,9%; custos com mão de obra, 11,4%. Outro fator que contribui para o desequilíbrio ficar ainda mais grave é o número de passageiros pagantes: a queda no período foi de 8,6% de outubro de 2014 para janeiro deste ano, causada pela recessão econômica e pelo consequente desemprego crescente.
Em contrapartida, o investimento realizado pelas concessionárias na renovação da frota foi de R$ 58 milhões, com a compra de 109 novos carros, sendo 45 articulados. As concessionárias fizeram e continuam fazendo investimentos no sistema de bilhetagem eletrônica, na manutenção de garagens, na frota e no treinamento dos funcionários.
Por conta desse cenário, as concessionárias tiveram de recorrer a bancos para honrar os compromissos com os colaboradores, fornecedores e manter os investimentos exigidos em contrato. O setor de transporte não saiu ileso da crise, assim como em diversos outros setores da economia brasileira que passam por dificuldades semelhantes no momento, como, por exemplo, o da construção civil e o da indústria automobilística.
13,8 mil alunos pedem benefício
Nos primeiros 20 dias de inscrições on-line do Bilhete Único Universitário e do Escolar, a Transurc recebeu 13,8 mil solicitações dos benefícios. A maior parte das solicitações (64%) refere-se a pedidos para o Escolar.
Em janeiro, a Transurc iniciou também a entrega dos cartões. O cadastramento para a concessão do benefício, porém, é permanente. “A partir da entrega dos cartões e da compra de créditos, os estudantes podem começar a utilizar o benefício de desconto na passagem no mesmo dia”, explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc. Com o benefício, estudantes universitários têm direito a 50% de desconto na tarifa e os demais estudantes, a 60%.
Quem ainda não se cadastrou deve fazer a solicitação no site da Transurc: site.transurc.com.br. Além de dados pessoais e e-mail, o estudante deverá informar os dados da instituição defotografia e documentos em formato digital. Caso o benefício seja aprovado, deverá recolher uma taxa pelo serviço de cadastramento. Após a confirmação do pagamento pela instituição financeira, a Transurc enviará por e-mail o protocolo de confirmação do pagamento e terá até cinco dias úteis para emitir o cartão. Depois desse prazo, novos beneficiários deverão comparecer pessoalmente à Transurc, à Rua 11 de Agosto, 757, Centro, com o protocolo em mãos para a retirada do Bilhete Único.
No caso de renovação do benefício, a recarga pode ser feita pelo estudante 48 horas após o pagamento da taxa de serviço.
Os cartões Escolar e Universitário podem ser utilizados pelos estudantes que residam a mais de 1.000 metros do estabelecimento de ensino.
O interessado também deverá morar em Campinas e estar regularmente matriculado em instituição do município.
Cotas
Estudantes com direito ao Bilhete Único Universitário podem adquirir uma cota mensal máxima de viagens. São até 10 viagens mensais para estudantes com aula presencial obrigatória uma vez por semana. Até 20 viagens mensais para universitários com presença obrigatória semanal de dois dias.
Para alunos que vão à universidade três vezes por semana, a cota é de até 30 viagens por mês. Nos casos de presença obrigatória de quatro dias, o limite é de até 40 viagens mensais; e quem vai à universidade cinco ou mais vezes por semana tem direito a 50 viagens mensais. Para ter direito ao benefício, o estudante deverá utilizar no mínimo 50% das viagens em deslocamentos cujo trajeto esteja próximo da universidade em que estuda. Caso isso não ocorra, estará sujeito a penalidades que vão de advertência escrita ao pagamento do valor integral da tarifa e à suspensão do benefício.
Cancelamento
No caso de perda, roubo ou furto do Bilhete Único Escolar ou do Bilhete Único Universitário, é possível cancelar o cartão e emitir uma segunda via. Nesses casos, o usuário deve ligar imediatamente para o Disque-Transurc (0800 014 02 04) a fim de solicitar o cancelamento, informando o motivo e dados pessoais como nome completo, data de nascimento, nome completo da mãe e documento de identidade.
Para retirar a segunda via, é necessário que o usuário se dirija à sede da Transurc, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, com documentos originais. Para a emissão da segunda via é cobrada uma taxa no valor de duas a oito tarifas vigentes, de acordo com a determinação da Secretaria Municipal de Transportes (Setransp).
Vândalos são detidos com nova lei
No primeiro mês de aplicação da Lei nº 15.111, a Guarda Municipal de Campinas deteve praticantes de vandalismo contra ônibus em pelo menos dois casos
O primeiro caso ocorreu na noite de 15 de janeiro, depois que Antônio Reginaldo de Alencar, de 40 anos, foi reconhecido por passageiros no Terminal Campo Grande por ter jogado uma pedra em uma das janelas laterais de um ônibus da Itajaí Transportes Coletivos. Antônio ficou irritado pelo fato de o motorista não ter parado fora do ponto como ele desejava, o que é proibido pela legislação. O homem pegou outro ônibus e foi reconhecido quando chegou ao terminal. Uma pessoa teve ferimentos leves provocados pelos estilhaços do vidro atingido pela pedra.
A segunda ocorrência aconteceu no dia 16 de janeiro, com a detenção de pelo menos 20 adolescentes acusados de quebrar o vidro de uma das janelas, danificar a porta de um ônibus articulado e ameaçar o motorista, também da Itajaí, nas proximidades do Terminal Campo Grande. Segundo a Guarda, o motorista seguiu com os adolescentes até a base mais próxima da GM, de onde parte do grupo foi levada para a Segunda Delegacia Seccional, para registro de Boletim de Ocorrência.
A Lei nº 15.111, promulgada no final do ano passado, estabelece que pessoas flagradas cometendo atos de vandalismo contra ônibus podem pagar multa de R$ 2.235,28. O valor é equivalente a 800 Unidades Fiscais de Campinas (Ufics). São considerados atos de vandalismo pintar, pichar, grafitar, rabiscar, escrever, desenhar, utilizando qualquer tipo de material que altere a característica original do veículo. E também: depredar, deteriorar, danificar e inutilizar ônibus, por meios próprios ou com o auxílio de qualquer objeto.
Além da multa, serão cobrados os gastos com a limpeza e a restauração do ônibus. A multa poderá ser substituída pela pena de limpeza e/ou restauração, caso o infrator repare imediatamente o dano causado e não seja reincidente. Em caso de reincidência, a multa será dobrada na primeira reincidência e quadruplicada a partir da segunda reincidência. Caso o infrator seja menor de idade, seus responsáveis legais responderão solidariamente pelos danos.
O número de depredações contra ônibus tem avançado nos últimos anos. Em 2015, o número de casos de vandalismo foi recorde, com 276 ocorrências e R$ 2,8 milhões de prejuízo para as concessionárias do transporte público. Os casos com registro em Boletim de Ocorrência mais frequentes são apedrejamentos, normalmente realizados por pessoas nas ruas, quando os veículos estão em movimento. Já pichações, rabiscos, danos a bancos e placas de sinalização ocorrem diariamente em todas as empresas, mas não entram para as estatísticas. Denúncias de infrações disciplinadas na Lei nº 15.111 poderão ser efetuadas pelos telefones 153 e 156, bem como na página eletrônica da Prefeitura Municipal de Campinas: www.campinas.sp.gov.br.
Transurc abre inscrições para o Escolas nas Garagens
A Transurc está com inscrições abertas para o Programa Escolas nas Garagens. Dirigido a alunos do 5° ano do Ensino Fundamental, o programa chega ao 13º ano de existência com a marca de mais de 120 mil participantes. “O programa superou todas as nossas expectativas”, avalia Belarmino da Ascenção Marta Junior, presidente da associação.
Com o objetivo de promover cidadania e conscientizar as crianças sobre a importância de preservação do bem público, o Escolas nas Garagens é um passeio de ônibus de meio período. O embarque é feito na própria escola e dali as crianças, acompanhadas de monitores, partem para uma viagem onde também recebem informações sobre preservação ambiental e conhecem pontos históricos da cidade. No Centro, fazem uma parada para um lanche especial na Choperia Giovannetti, parceira do programa. A parada acontece no Largo do Carmo, marco zero da cidade. Ali, as crianças aprendem mais sobre o surgimento de Campinas e sobre as transformações da cidade. Conhecem também a trajetória e a contribuição do músico Carlos Gomes para a cultura brasileira.
Depois do lanche, o grupo embarca novamente no ônibus e parte para uma das garagens das concessionárias, onde conhecem a rotina do sistema e o processo de manutenção dos veículos. Os estudantes assistem ainda a uma peça de teatro e participam de um concurso de pintura. O autor do melhor trabalho do mês ganha, para ele e para a família, um passeio na maria-fumaça até Jaguariúna, cortesia da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), outro parceiro do programa.
Ao final do passeio, no retorno à escola, os alunos recebem um kit escolar com caneta, régua, adesivos e cadernos. O programa também tem o apoio da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
Inscrições
As escolas interessadas em participar do Escolas nas Garagens devem entrar em contato com a Diretoria de Comunicação da Transurc pelo telefone (19) 3731-2600. Para participar, as escolas devem enviar a lista de alunos, com autorizações dos pais ou responsáveis, e de nomes dos acompanhantes adultos (um para cada grupo de 15 crianças). Como a procura é sempre alta, é importante que as escolas façam o cadastro com antecedência.
Esclarecimento ao público
O Sindicato das Empresas de Transportes da Região Metropolitana de Campinas (SetCamp), em conjunto com a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), vem a público para esclarecer o que se segue:
1) Na sexta-feira, dia 8, as diretorias das concessionárias que operam o setor em Campinas, representadas pelo SetCamp, fecharam um acordo com o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, para efetuar o pagamento dos salários dos funcionários no dia 12;
2) Na reunião com o presidente do sindicato, Matusalém de Lima, as concessionárias expuseram as dificuldades financeiras pelas quais passam;
3) Após a ratificação do acordo, conforme estabelecido, as concessionárias afixaram avisos aos funcionários nas suas garagens;
4) Todas as concessionárias, sem exceção, cumpriram o combinado.
O SetCamp e a Transurc consideram que, caso o acordo inicial tivesse sido cumprido nos moldes formalizados, a população usuária do transporte coletivo urbano de Campinas não teria sido prejudicada.