Em 25 de agosto, a Associação do Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) completa 28 anos. Nesse período, o sistema de transporte de Campinas ganhou em qualidade e eficiência, tornando-se referência em todo o País. Para falar sobre as principais conquistas e desafios da associação, confira entrevista com Armando Correa Damaceno, diretor-executivo da Transurc.
A Transurc completa hoje 28 anos de existência. Qual a importância da associação para o transporte público de Campinas?
Armando Correa Damaceno – A Transurc é a responsável pela emissão, cadastro do Bilhete Único e pela gestão do sistema de bilhetagem eletrônica da cidade de Campinas. Graças ao que ela faz é possível conceder e controlar as diversas gratuidades existentes no transporte, a integração pela qual o usuário paga apenas uma tarifa e faz três viagens no período de duas horas o que, em última instância, torna os deslocamentos mais em conta.
Quais os principais desafios?
Armando Correa Damaceno – Nosso principal desafio é continuar a modernizar o sistema com o que existe de melhor em termos de tecnologia, para que o usuário tenha um transporte público que atenda cada vez mais os seus anseios.
E as conquistas?
Armando Correa Damaceno – Nesses 28 anos, a Transurc tem travado uma luta constante para garantir um sistema de transporte mais transparente, com qualidade e eficiência na gestão de benefícios. Para isso, tem atuado em conjunto com as concessionárias na identificação e implementação de tecnologias que facilitem a vida do cidadão. Esses investimentos permitem também uma maior fiscalização sobre fraudes na concessão de benefícios, de forma a evitar que pessoas que não atendam aos requisitos de gratuidade sejam beneficiadas.
A informatização do sistema faz parte desses investimentos?
Armando Correa Damaceno – A Transurc tornou-se uma referência nacional e para a América Latina e África em assuntos referentes à gestão e soluções para a bilhetagem eletrônica, processos de controle e fiscalização de gratuidades. A associação dispõe de uma equipe técnica interna que desenvolve softwares específicos para as necessidades do transporte coletivo de Campinas. Quem é do setor de transporte sabe que, como o segmento urbano é regido por uma legislação municipal, é necessário que cada sistema de bilhetagem seja customizado para atender as exigências específicas e, nesse aspecto, a Transurc sempre incorporou soluções pioneiras e criativas. Entre elas, podemos citar a comodidade da compra pela internet, a rede credenciada e, agora, a implantação de um aplicativo que permite aos usuários das linhas operadas pelas concessionárias saber o horário exato em que o ônibus estará no ponto.
Como funciona esse aplicativo? Sua implementação exigiu investimentos no sistema de transporte?
Armando Correa Damaceno – O investimento total na implementação do aplicativo é da ordem de R$ 5 milhões em quatro anos. O projeto, que tem supervisão técnica da Transurc e gestão da Emdec, é um sistema gratuito que pode ser baixado em smartphones, tablets e computadores e permite aos passageiros consultar os horários e as localizações dos ônibus urbanos em tempo real. Tem como benefício permitir que o usuário se desloque para o ponto de ônibus sabendo o horário em que o veículo vai passar, reduzindo o tempo de espera. O aplicativo também indica os pontos mais próximos do usuário, as linhas que passam por eles e a que distância os ônibus estão do local.
Para viabilizar o projeto, o setor de transporte de Campinas recebeu investimentos significativos em tecnologia. No último ano, as concessionárias implantaram sistema de localização em 100% da frota. Também foram criadas estações de monitoramento em cada uma das seis garagens existentes na cidade, que se comunicam com o recém-lançado Núcleo de Monitoramento de Transporte da Emdec. Os investimentos contemplam ainda contratação de novos funcionários para operar as centrais de monitoramento e instalação de câmeras em todos os veículos.
Um dos desafios das grandes cidades é acessibilidade. Como as concessionárias têm enfrentado essa questão?
Armando Correa Damaceno – Hoje, a maioria dos 989 ônibus que fazem parte das frotas das associadas da Transurc, a VB Transportes e Turismo, o Consórcio UrbCamp, o Consórcio ConciCamp e a Onicamp Transporte Coletivos, é dotada de recursos (elevadores e piso baixo) que permitem dar acessibilidade aos usuários portadores de necessidades especiais. Além do elevado índice de acessibilidade (81%), as concessionárias ainda oferecem um tipo especial de transporte aos mais necessitados, o Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI). Esse programa tem 50 vans e dois ônibus especialmente adaptados e que prestam um serviço especial gratuito, levando as pessoas cadastradas para tratamento de saúde, atividades de lazer, entre outras, com hora marcada, da casa ao local de destino. Em 2014, por exemplo, foram realizados aproximadamente 128 mil atendimentos.
Em agosto, como parte de compromisso de renovação da frota, as concessionárias entregaram seis vans para o PAI- Serviço, em um investimento de R$ 800 mil.
E quanto às gratuidades? Quem são os beneficiados e qual o impacto no sistema?
Armando Correa Damaceno – Em Campinas, diversos públicos têm direito à gratuidade. Idosos a partir de 65 anos e pessoas portadoras de necessidades especiais não pagam tarifa. Estudantes dos ensinos Fundamental e Médio têm desconto de 60% na tarifa e este ano estudantes universitários ganharam também o benefício de 50% desconto na tarifa.
Importante lembrar que também as viagens realizadas no período de integração podem ser consideradas como gratuidade. Em Campinas, passageiros que utilizam o Bilhete Único podem realizar até três viagens em um período de duas horas e pagam apenas uma tarifa.
Na área social há algum projeto de destaque?
Armando Correa Damaceno – Na área social temos o Escolas nas Garagens, que desde que foi criado, em 2004, já atendeu a mais de 100 mil crianças. O programa é dirigido a crianças do 5º ano de escolas públicas municipais e estaduais e tem como objetivo promover conceitos de cidadania entre essa população.
Nos passeios de ônibus, monitores contam a história de Campinas, explicam a operação de uma garagem de ônibus e falam sobre a importância do transporte para a cidade, despertando nas crianças o sentimento de cidadania e de preservação do bem público. Nesse projeto, temos como parceiros a Choperia Giovannetti, a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
Como parte das comemorações dos 28 anos da Transurc, o programa ganhou no mês agosto um novo ônibus para o transporte das crianças, mais moderno e com novo layout.
A questão ambiental tem sido um desafio importante nos grandes centros. Como as concessionárias têm enfrentado essa questão?
Armando Correa Damaceno – As concessionárias vêm desenvolvendo importantes projetos de sustentabilidade. Campinas é pioneira no Brasil na utilização de biodiesel no transporte público e recentemente iniciou testes com ônibus híbridos, que operaram com motores convencionais e elétricos. Também desenvolve campanhas e melhorias dos processos operacionais, que, no conjunto, representam ganhos expressivos para o meio ambiente. Um exemplo significativo são os projetos de consumo racional de água. Desenvolvidos antes da atual crise hídrica, os projetos de captação de água de chuva e água de reúso têm sido reconhecidos como exemplos de boas práticas corporativa e ambiental.
Ônibus elétrico inicia fase de testes
O primeiro ônibus 100% elétrico de Campinas iniciou fase de testes na linha 2.20 – Cambuí. O veículo faz parte de uma frota de dez ônibus adquiridos sob contrato de locação pela empresa Itajaí Transportes Coletivos Ltda. e é de procedência chinesa, da empresa BYD – Build Your Dreams. Os demais veículos estão sendo preparados e devem entrar em circulação nos próximos meses.
Com autonomia para rodar até 250 quilômetros por dia, os ônibus elétricos não emitem poluentes e têm baixo nível de ruído. “Campinas dá um passo importante na busca por um transporte de mais qualidade. Por serem ambientalmente corretos, os veículos contribuem para a melhoria da qualidade do ar e para a redução da poluição sonora da cidade”, informa Camila Redighieri, diretora da Itajaí Transportes Coletivos. O contrato de locação com a BYD prevê a utilização dos ônibus por um período de 60 meses, quando os resultados serão avaliados.
A linha 2.20, que já acolhe o ônibus híbrido (que alia motores a diesel e elétrico) foi a escolhida para a estreia do ônibus 100% elétrico. Com quase 40 quilômetros de extensão e 89 paradas, a linha atravessa boa parte da cidade. Tem ponto de partida no Terminal Campo Grande e percorre trechos da John Boyd Dunlop, José Paulino, Barão de Itapura, Júlio de Mesquita e Aquidabã, entre outras importantes vias de Campinas. O veículo pode ser reconhecido pelo seu design, diferente daquele dos ônibus convencionais. “Além de possibilitar maior conhecimento do comportamento do veículo no trânsito urbano, a fase de testes contribui para o treinamento de toda a equipe operacional (motoristas, técnicos de manutenção, limpeza e abastecimento) tanto na operação como na garagem”, afirma Uílson Moraes, gerente Administrativo da Itajaí.
Capacitação
Para dirigir os novos ônibus, profissionais da Itajaí Transportes Coletivos, entre motoristas, encarregados e inspetores, receberam capacitação técnica. O treinamento, realizado pelo fabricante, teve por objetivo informar a equipe sobre as funcionalidades dos novos ônibus. “Dirigir um ônibus elétrico é diferente de dirigir um convencional. No curso conhecemos detalhes do painel e aprendemos a utilizar cada comando, como, por exemplo, o que posiciona o veículo ao lado da calçada para o embarque de cadeirantes”, informa Moraes. O curso, com quatro horas, contemplou aulas teóricas e práticas.
Os ônibus elétricos têm algumas especificidades. Por exemplo, precisam ser recarregados a cada 250 quilômetros rodados ou quando o nível de carga da bateria chegar a 10%. Nesses casos, precisa ser recolhido à garagem. Mas também apresenta vantagens. “É um veículo muito prático e com forma de dirigir bastante simples. Não há câmbio, é só acelerar. É bastante silencioso e o arranque é bem suave”, revela Moraes. “O ônibus é bem fácil de operar”, atesta o motorista Emerson Tavares da Silva. Os ônibus elétricos têm capacidade para 70 passageiros, sendo 20 sentados.
Transurc antecipa Cadastro Escolar 2016
A Transurc deu início ao processo de antecipação do Cadastro Escolar para o ano letivo de 2016. A antecipação será feita em 141 escolas de Campinas, com a expectativa de que 10 mil alunos efetuem o cadastro com antecedência. A antecipação tem como objetivo oferecer mais comodidade aos estudantes que utilizam o benefício, evitando filas no início do ano letivo.
“Em 2015, o número de cadastros realizados de forma antecipada superou 10 mil alunos. Essa é uma estratégia que vem sendo utilizada com sucesso pela Transurc, aprovada por alunos e pelas escolas”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc. Atualmente, 34 mil estudantes de Campinas fazem uso do Bilhete Único Escolar.
Todos os alunos de escolas particulares e Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) com ensino médio integrado devem entregar um comprovante de endereço recente na secretaria da escola. Já para alunos de escolas públicas municipais e estaduais, a necessidade ou não de entrega de comprovante de endereço será informada pelo próprio estabelecimento de ensino diretamente ao aluno.
Somente participam da antecipação os estudantes que utilizaram o benefício em 2015 e que continuarão utilizando-o no próximo ano. A Transurc entregará a Caderneta de Frequência na secretaria das escolas até o início do mês de dezembro.
Quem pode utilizar
O Passe Escolar pode ser utilizado por estudantes que residam a mais de 1.000 metros do estabelecimento de ensino e que morem e estudem em Campinas. O benefício é usufruído pelos alunos que cursam o Ensino Fundamental, Médio, supletivos ou cursos profissionalizantes técnicos de nível médio. O processo de Cadastramento do Passe Escolar é amparado pelo Decreto nº 13.807, de 12 de dezembro de 2001, regulamentado pela Lei nº 9.788, de 2 de julho de 1998. O benefício do Passe Escolar concede um desconto de 60% na tarifa.
Retratos da cidade
Trabalhos de alguns dos principais fotógrafos de Campinas poderão ser vistos até o final de outubro circulando pela cidade nos painéis traseiros de 30 ônibus. A ação em busdoors, como são chamados os painéis, faz parte da 9ª edição do Festival Hercule Florence de Fotografia de Campinas, que acontece de 1º de outubro a 2 de novembro. O festival é o maior do gênero no interior do Estado de São Paulo e um dos mais representativos do país.
A iniciativa remete à invenção isolada da fotografia no Brasil, em Campinas, feita por Hercule Florence, em 1833, o que, muitos anos depois, contribuiu para o surgimento de grupos de fotografia. Francês radicado no Brasil, Hercule Florence, graças a seus experimentos, é considerado o pai da fotografia no Brasil.
Para homenagear o inventor, o Festival Hercule Florence tem na programação uma série de atividades culturais. “Os busdoors são um tipo de mídia com penetração em toda a cidade, abrangendo grande parcela da população. Ao ceder espaços nos ônibus para a divulgação de trabalhos de importantes fotógrafos de Campinas, as concessionárias contribuem para o fomento da arte e da cultura”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc. Os dez fotógrafos que terão seus trabalhos expostos nos busdoors são Adriano Rosa, Carlos Bassan, Dominique Torquato, Kamá Ribeiro, Marcos Peron, Martinho Caires, Nelson Chinalia, Rogério Capela e Touché.
Quem foi Hercule Florence?
Nascido em Nice, na França, Hercule Florence tinha 20 anos quando desembarcou no Rio de Janeiro, em 1824. Desenhista e pintor, trabalhou como comerciante tipógrafo até decidir se integrar à expedição de Georg Heinrich von Langsdorff pelo interior do Brasil, sendo responsável pelo maior levantamento de dados geográficos e etnográficos do país no século XIX.
Em 1830, Hercule Florence mudou-se para Campinas (então Vila de São Carlos), onde desenvolveu o seu espírito de inventor e empreendedor. Criou um método próprio de impressão, que batizou de poligrafia, fundou o primeiro jornal da cidade e desenvolveu um sistema de notação musical, a zoofonia, para registrar o canto dos pássaros.
Com a ajuda do farmacêutico Joaquim Correa de Mello, Florence conseguiu, em 1833, fixar em papel a imagem captada por uma câmara escura, por meio de sais de prata. Um processo próximo daquele que, sem seu conhecimento, era pesquisado na França havia alguns anos por Joseph Nicéphore Niépce e por seu sócio e sucessor, Louis Daguerre, e também por William Henri Fox Talbot na Inglaterra. Segundo o historiador da fotografia Boris Kossoy, Hercule Florence usou em seus diários a palavra photographie em 1834, quatro anos antes de o químico inglês John Hershel cunhar o termo photography.
Transurc e Caism se unem contra o câncer de mama
Peças educativas como adesivos, cartazes e busdoors circularão nos ônibus das concessionárias; palestras e laços cor de rosa nos uniformes fazem parte do programa
Durante todo o mês de outubro, os ônibus das concessionárias de Campinas circularão com um laço rosa no vidro dianteiro, em referência ao Outubro Rosa. A iniciativa, realizada em parceria com o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), reforça as ações programadas por diversos organismos da sociedade para conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.
Além dos laços, a campanha realizada pela Transurc prevê busdoors nos vidros traseiros dos ônibus, cartazes internos e divulgação em todos os canais de comunicação da associação, como redes sociais, site e jornais. Todas as peças foram produzidas com a participação de funcionárias, entre elas Silvana Fugiwara da Costa, que teve câncer de mama. Ainda como parte da campanha, em outubro, todas as funcionárias da Transurc serão convidadas a portar o laço rosa no uniforme.
“Os ônibus e nossos canais de comunicação têm visibilidade para uma grande parcela da população. Então, ao apoiar a causa, esperamos contribuir para que cada vez mais mulheres realizem o autoexame das mamas e passem regularmente pelo ginecologista”, afirma Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc.
Segundo previsões do Instituto Nacional de Câncer (Inca), anualmente no Brasil surgem em média 57 mil novos casos de câncer de mama. Não há uma causa única, mas diversos fatores estão relacionados à doença. Ser mulher e envelhecer são os principais fatores que aumentam o risco. Além desses, há fatores ambientais, como obesidade, principalmente após a menopausa, sedentarismo, sobrepeso, consumo de bebida alcoólica e exposição frequente a radiações ionizantes (raios X). Entre os fatores hormonais, são situações importantes a primeira menstruação antes de 12 anos, o fato de não ter tido filhos, primeira gravidez após os 30 anos, não ter amamentado, parar de menstruar após os 55 anos e ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.
O desenvolvimento da doença também pode ocorrer em razão de fatores genéticos, como história familiar de câncer de mama e ovário, principalmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos, e alteração genética. É importante lembrar, porém, que a presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher terá necessariamente a doença.
Amamentação, prática de atividade física e alimentação saudável com a manutenção do peso corporal adequado são fatores de proteção e estão associados a um menor risco de desenvolver o câncer de mama.
Sobre o Outubro Rosa
O movimento surgiu em 1990, na primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, que desde então vem sendo promovida anualmente na cidade. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, de empresas e entidades.
Sobre o Caism
O Caism é referência regional na assistência à saúde da mulher e do recém-nascido. Pelo pioneirismo, se consolidou como referência nacional para o tratamento de câncer ginecológico e mamário. Atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e dispõe de 142 leitos, por onde já passaram mais de 1,5 milhão de pacientes.
Modernização marca 28 anos da Transurc
Em 25 de agosto, a Associação do Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) completa 28 anos. Nesse período, o sistema de transporte de Campinas ganhou em qualidade e eficiência, tornando-se referência em todo o País. Para falar sobre as principais conquistas e desafios da associação, confira entrevista com Armando Correa Damaceno, diretor-executivo da Transurc.
A Transurc completa hoje 28 anos de existência. Qual a importância da associação para o transporte público de Campinas?
Armando Correa Damaceno – A Transurc é a responsável pela emissão, cadastro do Bilhete Único e pela gestão do sistema de bilhetagem eletrônica da cidade de Campinas. Graças ao que ela faz é possível conceder e controlar as diversas gratuidades existentes no transporte, a integração pela qual o usuário paga apenas uma tarifa e faz três viagens no período de duas horas o que, em última instância, torna os deslocamentos mais em conta.
Quais os principais desafios?
Armando Correa Damaceno – Nosso principal desafio é continuar a modernizar o sistema com o que existe de melhor em termos de tecnologia, para que o usuário tenha um transporte público que atenda cada vez mais os seus anseios.
E as conquistas?
Armando Correa Damaceno – Nesses 28 anos, a Transurc tem travado uma luta constante para garantir um sistema de transporte mais transparente, com qualidade e eficiência na gestão de benefícios. Para isso, tem atuado em conjunto com as concessionárias na identificação e implementação de tecnologias que facilitem a vida do cidadão. Esses investimentos permitem também uma maior fiscalização sobre fraudes na concessão de benefícios, de forma a evitar que pessoas que não atendam aos requisitos de gratuidade sejam beneficiadas.
A informatização do sistema faz parte desses investimentos?
Armando Correa Damaceno – A Transurc tornou-se uma referência nacional e para a América Latina e África em assuntos referentes à gestão e soluções para a bilhetagem eletrônica, processos de controle e fiscalização de gratuidades. A associação dispõe de uma equipe técnica interna que desenvolve softwares específicos para as necessidades do transporte coletivo de Campinas. Quem é do setor de transporte sabe que, como o segmento urbano é regido por uma legislação municipal, é necessário que cada sistema de bilhetagem seja customizado para atender as exigências específicas e, nesse aspecto, a Transurc sempre incorporou soluções pioneiras e criativas. Entre elas, podemos citar a comodidade da compra pela internet, a rede credenciada e, agora, a implantação de um aplicativo que permite aos usuários das linhas operadas pelas concessionárias saber o horário exato em que o ônibus estará no ponto.
Como funciona esse aplicativo? Sua implementação exigiu investimentos no sistema de transporte?
Armando Correa Damaceno – O investimento total na implementação do aplicativo é da ordem de R$ 5 milhões em quatro anos. O projeto, que tem supervisão técnica da Transurc e gestão da Emdec, é um sistema gratuito que pode ser baixado em smartphones, tablets e computadores e permite aos passageiros consultar os horários e as localizações dos ônibus urbanos em tempo real. Tem como benefício permitir que o usuário se desloque para o ponto de ônibus sabendo o horário em que o veículo vai passar, reduzindo o tempo de espera. O aplicativo também indica os pontos mais próximos do usuário, as linhas que passam por eles e a que distância os ônibus estão do local.
Para viabilizar o projeto, o setor de transporte de Campinas recebeu investimentos significativos em tecnologia. No último ano, as concessionárias implantaram sistema de localização em 100% da frota. Também foram criadas estações de monitoramento em cada uma das seis garagens existentes na cidade, que se comunicam com o recém-lançado Núcleo de Monitoramento de Transporte da Emdec. Os investimentos contemplam ainda contratação de novos funcionários para operar as centrais de monitoramento e instalação de câmeras em todos os veículos.
Um dos desafios das grandes cidades é acessibilidade. Como as concessionárias têm enfrentado essa questão?
Armando Correa Damaceno – Hoje, a maioria dos 989 ônibus que fazem parte das frotas das associadas da Transurc, a VB Transportes e Turismo, o Consórcio UrbCamp, o Consórcio ConciCamp e a Onicamp Transporte Coletivos, é dotada de recursos (elevadores e piso baixo) que permitem dar acessibilidade aos usuários portadores de necessidades especiais. Além do elevado índice de acessibilidade (81%), as concessionárias ainda oferecem um tipo especial de transporte aos mais necessitados, o Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI). Esse programa tem 50 vans e dois ônibus especialmente adaptados e que prestam um serviço especial gratuito, levando as pessoas cadastradas para tratamento de saúde, atividades de lazer, entre outras, com hora marcada, da casa ao local de destino. Em 2014, por exemplo, foram realizados aproximadamente 128 mil atendimentos.
Em agosto, como parte de compromisso de renovação da frota, as concessionárias entregaram seis vans para o PAI- Serviço, em um investimento de R$ 800 mil.
E quanto às gratuidades? Quem são os beneficiados e qual o impacto no sistema?
Armando Correa Damaceno – Em Campinas, diversos públicos têm direito à gratuidade. Idosos a partir de 65 anos e pessoas portadoras de necessidades especiais não pagam tarifa. Estudantes dos ensinos Fundamental e Médio têm desconto de 60% na tarifa e este ano estudantes universitários ganharam também o benefício de 50% desconto na tarifa.
Importante lembrar que também as viagens realizadas no período de integração podem ser consideradas como gratuidade. Em Campinas, passageiros que utilizam o Bilhete Único podem realizar até três viagens em um período de duas horas e pagam apenas uma tarifa.
Na área social há algum projeto de destaque?
Armando Correa Damaceno – Na área social temos o Escolas nas Garagens, que desde que foi criado, em 2004, já atendeu a mais de 100 mil crianças. O programa é dirigido a crianças do 5º ano de escolas públicas municipais e estaduais e tem como objetivo promover conceitos de cidadania entre essa população.
Nos passeios de ônibus, monitores contam a história de Campinas, explicam a operação de uma garagem de ônibus e falam sobre a importância do transporte para a cidade, despertando nas crianças o sentimento de cidadania e de preservação do bem público. Nesse projeto, temos como parceiros a Choperia Giovannetti, a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
Como parte das comemorações dos 28 anos da Transurc, o programa ganhou no mês agosto um novo ônibus para o transporte das crianças, mais moderno e com novo layout.
A questão ambiental tem sido um desafio importante nos grandes centros. Como as concessionárias têm enfrentado essa questão?
Armando Correa Damaceno – As concessionárias vêm desenvolvendo importantes projetos de sustentabilidade. Campinas é pioneira no Brasil na utilização de biodiesel no transporte público e recentemente iniciou testes com ônibus híbridos, que operaram com motores convencionais e elétricos. Também desenvolve campanhas e melhorias dos processos operacionais, que, no conjunto, representam ganhos expressivos para o meio ambiente. Um exemplo significativo são os projetos de consumo racional de água. Desenvolvidos antes da atual crise hídrica, os projetos de captação de água de chuva e água de reúso têm sido reconhecidos como exemplos de boas práticas corporativa e ambiental.
Concessionárias investem R$ 800 mil em vans para o PAI
As concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas entregaram hoje seis vans para o Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI- Serviço), da Prefeitura de Campinas. Investimento de R$ 800 mil, os veículos fazem parte do programa de renovação da frota e ampliam a capacidade do transporte de pessoas com deficiência. As vans que saem de circulação transportam dois passageiros simultaneamente, contra três passageiros nas novas vans.
A entrega dos veículos aconteceu na Casa da Criança Paralítica, com a presença de autoridades, representantes da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), além de usuários do serviço. “Temos vivenciado uma busca diária pela melhoria do transporte de Campinas, em especial nos últimos meses. O PAI é um exemplo de serviço de excelência realizado pelas concessionárias, com os motoristas das concessionárias e coordenação importantíssima da Emdec”, comenta Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc.
Atualmente, estão em operação 50 vans, com capacidade para atender 125 pessoas simultaneamente. Além das vans, as concessionárias disponibilizam também dois ônibus para o programa.
Serviço é porta a porta
O PAI-Serviço garante o transporte gratuito porta a porta e porta a ponto de ônibus às pessoas com restrições severas de mobilidade, que fazem uso de andadores ou cadeiras de rodas. Os deslocamentos podem ser realizados para tratamentos médicos, trabalho, estudo e atividades de lazer.
Os agendamentos são feitos por um telefone gratuito, que atende das 6h até as 24h, todos os dias da semana, inclusive feriados. O disque PAI-Serviço é acionado pelo número 0800 600 15 17. As solicitações devem ser feitas com dois dias de antecedência.
O PAI-Serviço não é um serviço de emergência ou urgência e está capacitado a transportar apenas pessoas cujo estado de saúde esteja compatível com as condições oferecidas, a critério do médico do usuário. Os veículos circulam de segunda a sexta-feira, das 6h30 até as 23h30; e aos sábados, domingos e feriados, das 7h30 às 18h.
Aplicativo facilita a vida de usuários de ônibus
Usuários do transporte coletivo urbano de Campinas contam com um novo recurso para agilizar seus deslocamentos. É o CittaMobi, sistema gratuito que pode ser baixado em smartphones, tablets e computadores e permite aos passageiros consultar os horários e as localizações dos ônibus urbanos em tempo real. A implantação do aplicativo é a segunda fase de um projeto de informatização do sistema de transporte da cidade, em um investimento realizado pelas concessionárias que chega a R$ 5,4 milhões em quatro anos de contrato.
Disponível atualmente em 15 municípios brasileiros, o CittaMobi tem como benefício permitir que o usuário se desloque para o ponto de ônibus sabendo o horário em que o veículo vai passar, reduzindo o tempo de espera. O aplicativo também indica os pontos mais próximos do usuário, as linhas que passam por eles e a que distância os ônibus estão do local.
A implantação do CittaMobi é um investimento das concessionárias com supervisão técnica da Transurc e gestão da Emdec. “A plataforma permite saber com mais precisão o horário em que o ônibus vai passar no ponto, otimizando o tempo dos usuários. Em conjunto com as centrais de monitoramento instaladas nas garagens, oferece muito mais confiabilidade e qualidade ao transporte público”, afirma Belarmino da Ascenção Marta Júnior, presidente da Transurc.
Ao abrir o app, o passageiro é automaticamente posicionado no mapa de Campinas, onde pode selecionar o ponto desejado. Ou, se preferir, pode fazer busca por linha ou endereço. Outro recurso é o itinerário da linha desenhado no mapa, e, uma vez que o passageiro esteja embarcado, poderá estimar o tempo previsto para chegar ao destino.
Para deficientes visuais, há o CittaMobi Acessibilidade, que interage com o usuário por avisos sonoros e mensagens em áudio.
Tecnologia no transporte
Para viabilizar o projeto, o setor de transporte de Campinas recebeu investimentos significativos em tecnologia. No último ano, as concessionárias implantaram sistema de localização em 100% da frota. Também foram criadas estações de monitoramento em cada uma das seis garagens existentes na cidade, que se comunicam com o recém-lançado Núcleo de Monitoramento de Transporte da Emdec.
Os investimentos contemplam ainda contratação de novos funcionários para operar as centrais de monitoramento e instalação de câmeras em todos os veículos.
A informatização do sistema representa investimentos de R$ 1,2 milhão ao ano durante quatro anos. Outros R$ 300 mil foram aplicados na central de monitoramento da Emdec, e nas garagens cada central custou aproximadamente R$ 65 mil cada.
Em tempo real
Dentro das ações de melhoria do sistema de transporte em Campinas, o lançamento em agosto do Núcleo de Monitoramento de Transporte (NUMT) é uma conquista importante para a população.
Investimento realizado pelas concessionárias, o núcleo recebe em tempo real a localização dos ônibus por meio do sistema AVL (Automatic Vehicle Location – Localização Automática de Veículos).
Essas informações são processadas e então encaminhadas para o CittaMobi. Na central, seis operadores e um supervisor visualizam o andamento do transporte no mapa de Campinas, identificando problemas e transmitindo orientações aos prestadores do serviço.
Todos os ônibus municipais já possuem instalado o Sistema AVL, que engloba GPS (Global Positioning System – Sistema de Posicionamento Global), GPRS (General Packet Radio Services – Serviços Gerais de Pacote por Rádio – comunicação via internet), o programa e a memória. É o AVL que envia as informações do veículo ao servidor do Núcleo de Monitoramento a cada meio minuto ou sempre que os ônibus passam pelas paradas mapeadas.
Nos painéis, ônibus que circulam normalmente são representados pela cor verde; se estão adiantados, ficam azuis; os atrasados ganham a cor vermelha. Quando a comunicação falha, tornam-se cinzas.
Há, ainda, os laranjas, parados por acidente ou falha mecânica, por exemplo.
Em caso de intercorrências, as empresas são acionadas em suas centrais de monitoramento para providências.
Escolas nas Garagens retoma passeios com novo ônibus
A estreia do novo ônibus do Escolas nas Garagens marcou hoje a retomada do programa desenvolvido pela Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) no segundo semestre. Criado há 12 anos, o Escola das Garagens já conta com mais de 100 mil participantes, sendo 4.200 crianças de 50 escolas apenas no primeiro semestre de 2015.
A aquisição do novo ônibus reforça a importância do projeto. “O Escolas nas Garagens é uma ação de cidadania. Além informar as crianças sobre o setor de transportes, conscientiza os participantes sobre preservação ambiental e do bem público. Nos passeios, as crianças têm também a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre a história de Campinas”, comenta Belarmino da Ascenção Marta Júnior, presidente da Transurc. O novo ônibus tem capacidade para transportar 36 crianças.
Inscrições abertas
Com o fim das férias, o Escola nas Garagens abriu inscrições para participação das escolas no programa no segundo semestre. Dirigido a estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas estaduais e municipais, o Escolas nas Garagens é um passeio de ônibus de meio período, com embarque feito na própria escola. Na sequência, o grupo faz uma parada no Centro e visita uma garagem de ônibus.
Para alunos e professores, é uma oportunidade de vincular disciplinas curriculares com uma experiência prática. Ao caminhar pelas ruas do Centro de Campinas com os monitores, os alunos conhecem detalhes importantes de como surgiu a cidade e de personalidades famosas, como o músico Carlos Gomes. Nas garagens, conhecem a importância do transporte para a cidade e aprendem conceitos de cidadania e de preservação do bem público.
As escolas interessadas em participar do Escolas nas Garagens devem entrar em contato com a Diretoria de Comunicação da Transurc pelo telefone (19) 3731-2643. Para participar, as escolas devem enviar a lista de alunos, com autorizações dos pais ou responsáveis, e de nomes dos acompanhantes adultos (um para cada grupo de 15 crianças). São parceiros do programa a Choperia Giovannetti, a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
Responsabilidade ambiental
Campinas completa em julho dez anos de utilização de biodiesel no transporte público.
Pioneira no Brasil na adoção da mistura entre óleo diesel e óleo vegetal como combustível para a frota de ônibus urbanos, a cidade vem colhendo benefícios importantes, como a redução da emissão de poluentes e a melhoria da qualidade do ar. Na última década, outros importantes projetos ambientais contribuíram para que a cidade se transformasse em referência nacional na adoção de práticas sustentáveis no transporte público.
Em Campinas, o sistema de transporte coletivo urbano convencional atende 516 mil passageiros diariamente, com uma frota de 914 ônibus. Por mês, são consumidos 2,7 milhões de litros de combustível. Dez anos atrás, esses números eram mais modestos, mas já alertavam para a necessidade de adoção de medidas que minimizassem os efeitos sobre o meio ambiente e a saúde humana. O biodiesel surgiu nesse cenário, como lembra Hélio Bortolotto Júnior, diretor da Coletivos Pádova. “Campinas foi pioneira na adoção da mistura de óleo diesel com óleo vegetal. Fazíamos a mistura na própria garagem e testamos diversas proporções até chegar a uma combinação que mais se adequasse aos nossos ônibus”, recorda. As proporções variaram de 1% a 10% de óleo vegetal, até se estabilizar em 5%, proporção que é mantida até hoje e que é utilizada como referência em todo o país. “Com uma mistura mais rica em óleo vegetal, o desempenho do veículo acaba ficando comprometido”, informa. Além de diferentes proporções, foram testados também diferentes tipos de óleo vegetal, em especial de girassol e de soja, que acabou prevalecendo como padrão na mistura. Hoje, a mistura de diesel com óleo vegetal é obrigatória nas grandes cidades brasileiras, com mistura feita nas próprias refinarias.
O óleo diesel também foi aprimorado. Júnior explica que há dez anos o teor de enxofre no combustível era de 500 partes por milhão (ppm), índice que passou para 50 ppm e depois para 10 ppm, o que também contribuiu para a redução da emissão de poluentes. “Todas essas ações ajudaram a melhorar a qualidade do ar na cidade, mas a preocupação é constante. Estamos sempre atentos a novas tecnologias, tendo em vista a redução de impactos do setor de transporte público para o meio ambiente”, ressalta.
Transurc
Para Belarmino da Ascenção Marta Junior, presidente da Transurc, o setor de transporte tem demonstrado preocupação crescente com as questões ambientais. “São iniciativas em diversas frentes, como campanhas e melhorias dos processos operacionais, que, juntas, representam ganhos expressivos para o meio ambiente”, observa Barddal.
Uso racional da água
Outro projeto de destaque no setor é o consumo racional de água. Desenvolvidos antes da atual crise hídrica, os projetos de captação de água de chuva e água de reúso têm sido reconhecidos como exemplos de boas práticas corporativa e ambiental.
Na Itajaí Transportes Coletivos, por exemplo, a utilização de água de reúso e a captação de água da chuva para a lavagem de ônibus acontece desde 2010. Há quatro anos, quando o projeto foi implantado, ainda não existia a preocupação que existe hoje com a questão da água.
A concessionária dispõe ainda de uma estação própria para tratamento de efluentes, de forma que toda a água utilizada nas garagens volta às cisternas de armazenamento depois de tratada.
A economia é significativa: o volume médio de água necessário para lavar um ônibus gira em torno de 800 litros. Com uma frota de 105 veículos, que são lavados três vezes por semana, a economia chega a 1 milhão de litros por mês – ou R$ 82 mil ao ano.
Estações de tratamento
A Expresso Campibus também deu um passo importante na busca pelo consumo racional de água. Em abril, a empresa colocou em operação duas estações de tratamento – uma para tratamento da água utilizada em banheiros e cozinha e outra para tratamento de efluentes provenientes da lavagem de ônibus e peças de manutenção.
A medida irá permitir, entre outros benefícios, que a lavagem diária dos 179 ônibus da empresa passe a ser feita com água de reúso. As estações têm capacidade para armazenar 10 mil litros de água e, apenas no primeiro mês de funciona-mento, já permitiram uma redução de 10% no consumo total de água da empresa.
Ônibus híbrido
A Itajaí Transportes Coletivos vem testando desde fevereiro, na linha 2.20, um ônibus híbrido em Campinas. Com tecnologia que alia motores a diesel e elétrico, o veículo promete uma economia de 35% no consumo de combustível e redução de 50% nos gases poluentes, em comparação aos ônibus convencionais. A 2.20 foi escolhida por ter um dos itinerários mais longos de Campinas. Tem ponto de partida no Terminal Ouro Verde e percorre trechos da John Boyd Dunlop, Sales de Oliveira, José Paulino, Barão de Itapura, Júlio de Mesquita e Aquidabã, entre outras importantes vias de Campinas. Desde que o veículo entrou em operação, tem apresentado uma média de consumo de 2,95 km por litro de combustível, contra 2,5 km por litro registrado por um ônibus convencional na mesma linha. A tecnologia utilizada no ônibus híbrido permite que os motores funcionem de forma simultânea ou independente. Ao arrancar, o ônibus é movido pelo motor elétrico. Ao atingir 20 km/h, o motor diesel entra em operação. E quando parado, seja no trânsito, em paradas de embarque ou nos semáforos, o motor diesel é desligado.
ISO 14.000 reforça compromisso
A preocupação com as questões ambientais no transporte público é ratificada por um certificado reconhecido internacionalmente: a ISO 14.000. Conhecida como selo verde, a ISO 14.000 estabelece diretrizes para a gestão ambiental dentro de empresas, conforme normas do organismo internacional International Organization for Standardization (ISO).
A VB1 e VB3, por exemplo, conquistaram a ISO 14.000 em 2005 e, desde então, o certificado vem sendo renovado anualmente. “A certificação nos ajudou a estabelecer processos para eliminar ou minimizar eventuais impactos da operação ao meio ambiente”, explica Valdete, coordenadora de treinamento e qualidade da VB3.
Na prática, isso significa ter destinação e/ou tratamento adequados para cada tipo de resíduo gerado pelas empresas. A fumaça dos ônibus, por exemplo, passa periodicamente por testes de controle, para verificar se está de acordo com a legislação. Já os efluentes produzidos durante a lavagem de ônibus são tratados e o resíduo gerado é separado e encaminhado para tratamento específico por empresa autorizada pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Também recebem destinação correta artigos como papel, metal, plástico e vidro, que são encaminhados para reciclagem.
Bilhete Único tem crédito adicional de duas viagens
Em vigor desde 1º outubro de 2014, a medida integra uma série de iniciativas adotadas com o sistema de bilhetagem eletrônica para facilitar e agilizar a utilização do transporte público em Campinas.
Assim, após a utilização dos créditos, o usuário tem ainda o equivalente a R$ 7,00 no cartão para utilização em duas viagens. Este valor, no entanto, será descontado em nova recarga. Assim, no caso de um crédito de R$ 100,00, por exemplo, o valor disponível será de R$ 93,00 para as próximas viagens, mais o crédito adicional de duas passagens.
Integração
A possibilidade de realizar duas viagens após o fim dos créditos é apenas um dos benefícios do Bilhete Único. Qualquer pessoa, mesmo não residente em Campinas, pode fazer seu cartão gratuitamente, mediante a apresentação de CPF e RG. O Bilhete Único não perde a validade e pode ser recarregado com qualquer valor, até o limite de R$ 600,00. Além disso, por ser gratuito, não exige que o usuário se dirija a um posto autorizado para resgatar os R$ 2,00 do “casco”, como acontece com o Bilhete Viagem. A integração entre terminais é outro benefício.
Em Campinas, com o Bilhete Único é possível utilizar até três ônibus no período de duas horas.
O Bilhete Único Comum também é fácil de recarregar. Atualmente, há mais de 300 pontos autorizados a realizar recarga. A listagem completa pode ser consultada no site site.transurc.com.br e nos guias impressos distribuídos na Transurc e nos terminais.
Família BU
Atualmente, 98,5% da população conta com um dos cinco modelos da família Bilhete Único para ir ao trabalho, à escola ou para realizar suas atividades de lazer. Além do BU Comum, existem os bilhetes Vale-Transporte, Escolar, FUI Especial, Gratuito, Idoso e Universitário, destinados a públicos específicos.