Campinas completa em julho dez anos de utilização de biodiesel no transporte público.
Pioneira no Brasil na adoção da mistura entre óleo diesel e óleo vegetal como combustível para a frota de ônibus urbanos, a cidade vem colhendo benefícios importantes, como a redução da emissão de poluentes e a melhoria da qualidade do ar. Na última década, outros importantes projetos ambientais contribuíram para que a cidade se transformasse em referência nacional na adoção de práticas sustentáveis no transporte público.
Em Campinas, o sistema de transporte coletivo urbano convencional atende 516 mil passageiros diariamente, com uma frota de 914 ônibus. Por mês, são consumidos 2,7 milhões de litros de combustível. Dez anos atrás, esses números eram mais modestos, mas já alertavam para a necessidade de adoção de medidas que minimizassem os efeitos sobre o meio ambiente e a saúde humana. O biodiesel surgiu nesse cenário, como lembra Hélio Bortolotto Júnior, diretor da Coletivos Pádova. “Campinas foi pioneira na adoção da mistura de óleo diesel com óleo vegetal. Fazíamos a mistura na própria garagem e testamos diversas proporções até chegar a uma combinação que mais se adequasse aos nossos ônibus”, recorda. As proporções variaram de 1% a 10% de óleo vegetal, até se estabilizar em 5%, proporção que é mantida até hoje e que é utilizada como referência em todo o país. “Com uma mistura mais rica em óleo vegetal, o desempenho do veículo acaba ficando comprometido”, informa. Além de diferentes proporções, foram testados também diferentes tipos de óleo vegetal, em especial de girassol e de soja, que acabou prevalecendo como padrão na mistura. Hoje, a mistura de diesel com óleo vegetal é obrigatória nas grandes cidades brasileiras, com mistura feita nas próprias refinarias.
O óleo diesel também foi aprimorado. Júnior explica que há dez anos o teor de enxofre no combustível era de 500 partes por milhão (ppm), índice que passou para 50 ppm e depois para 10 ppm, o que também contribuiu para a redução da emissão de poluentes. “Todas essas ações ajudaram a melhorar a qualidade do ar na cidade, mas a preocupação é constante. Estamos sempre atentos a novas tecnologias, tendo em vista a redução de impactos do setor de transporte público para o meio ambiente”, ressalta.
Alguns exemplos são novas tecnologias implantadas desde 2012 que eliminam a fumaça proveniente dos motores, a partir da queima do resíduo. Destaque também para os testes em Campinas com ônibus híbridos, que operaram com motores convencionais e elétricos, e os ônibus 100% elétricos. “Acredito que os ônibus elétricos são o futuro do transporte público. São mais econômicos, mais eficientes e emitem menos ruídos. Por ora, o custo ainda é um impeditivo (chegam a ser quatro vezes mais caros que um ônibus convencional), mas com economia de escala eles poderão se tornar viáveis”, avalia Júnior.
Transurc
Para Belarmino da Ascenção Marta Junior, presidente da Transurc, o setor de transporte tem demonstrado preocupação crescente com as questões ambientais. “São iniciativas em diversas frentes, como campanhas e melhorias dos processos operacionais, que, juntas, representam ganhos expressivos para o meio ambiente”, observa Barddal.
Uso racional da água
Outro projeto de destaque no setor é o consumo racional de água. Desenvolvidos antes da atual crise hídrica, os projetos de captação de água de chuva e água de reúso têm sido reconhecidos como exemplos de boas práticas corporativa e ambiental.
Na Itajaí Transportes Coletivos, por exemplo, a utilização de água de reúso e a captação de água da chuva para a lavagem de ônibus acontece desde 2010. Há quatro anos, quando o projeto foi implantado, ainda não existia a preocupação que existe hoje com a questão da água.
A concessionária dispõe ainda de uma estação própria para tratamento de efluentes, de forma que toda a água utilizada nas garagens volta às cisternas de armazenamento depois de tratada.
A economia é significativa: o volume médio de água necessário para lavar um ônibus gira em torno de 800 litros. Com uma frota de 105 veículos, que são lavados três vezes por semana, a economia chega a 1 milhão de litros por mês – ou R$ 82 mil ao ano.
Estações de tratamento
A Expresso Campibus também deu um passo importante na busca pelo consumo racional de água. Em abril, a empresa colocou em operação duas estações de tratamento – uma para tratamento da água utilizada em banheiros e cozinha e outra para tratamento de efluentes provenientes da lavagem de ônibus e peças de manutenção.
A medida irá permitir, entre outros benefícios, que a lavagem diária dos 179 ônibus da empresa passe a ser feita com água de reúso. As estações têm capacidade para armazenar 10 mil litros de água e, apenas no primeiro mês de funciona-mento, já permitiram uma redução de 10% no consumo total de água da empresa.
Ônibus híbrido
A Itajaí Transportes Coletivos vem testando desde fevereiro, na linha 2.20, um ônibus híbrido em Campinas. Com tecnologia que alia motores a diesel e elétrico, o veículo promete uma economia de 35% no consumo de combustível e redução de 50% nos gases poluentes, em comparação aos ônibus convencionais. A 2.20 foi escolhida por ter um dos itinerários mais longos de Campinas. Tem ponto de partida no Terminal Ouro Verde e percorre trechos da John Boyd Dunlop, Sales de Oliveira, José Paulino, Barão de Itapura, Júlio de Mesquita e Aquidabã, entre outras importantes vias de Campinas. Desde que o veículo entrou em operação, tem apresentado uma média de consumo de 2,95 km por litro de combustível, contra 2,5 km por litro registrado por um ônibus convencional na mesma linha. A tecnologia utilizada no ônibus híbrido permite que os motores funcionem de forma simultânea ou independente. Ao arrancar, o ônibus é movido pelo motor elétrico. Ao atingir 20 km/h, o motor diesel entra em operação. E quando parado, seja no trânsito, em paradas de embarque ou nos semáforos, o motor diesel é desligado.
ISO 14.000 reforça compromisso
A preocupação com as questões ambientais no transporte público é ratificada por um certificado reconhecido internacionalmente: a ISO 14.000. Conhecida como selo verde, a ISO 14.000 estabelece diretrizes para a gestão ambiental dentro de empresas, conforme normas do organismo internacional International Organization for Standardization (ISO).
A VB1 e VB3, por exemplo, conquistaram a ISO 14.000 em 2005 e, desde então, o certificado vem sendo renovado anualmente. “A certificação nos ajudou a estabelecer processos para eliminar ou minimizar eventuais impactos da operação ao meio ambiente”, explica Valdete, coordenadora de treinamento e qualidade da VB3.
Na prática, isso significa ter destinação e/ou tratamento adequados para cada tipo de resíduo gerado pelas empresas. A fumaça dos ônibus, por exemplo, passa periodicamente por testes de controle, para verificar se está de acordo com a legislação. Já os efluentes produzidos durante a lavagem de ônibus são tratados e o resíduo gerado é separado e encaminhado para tratamento específico por empresa autorizada pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Também recebem destinação correta artigos como papel, metal, plástico e vidro, que são encaminhados para reciclagem.
Concessionárias investem R$ 800 mil em vans para o PAI
As concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas entregaram hoje seis vans para o Programa de Acessibilidade Inclusiva (PAI- Serviço), da Prefeitura de Campinas. Investimento de R$ 800 mil, os veículos fazem parte do programa de renovação da frota e ampliam a capacidade do transporte de pessoas com deficiência. As vans que saem de circulação transportam dois passageiros simultaneamente, contra três passageiros nas novas vans.
A entrega dos veículos aconteceu na Casa da Criança Paralítica, com a presença de autoridades, representantes da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), além de usuários do serviço. “Temos vivenciado uma busca diária pela melhoria do transporte de Campinas, em especial nos últimos meses. O PAI é um exemplo de serviço de excelência realizado pelas concessionárias, com os motoristas das concessionárias e coordenação importantíssima da Emdec”, comenta Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc.
Atualmente, estão em operação 50 vans, com capacidade para atender 125 pessoas simultaneamente. Além das vans, as concessionárias disponibilizam também dois ônibus para o programa.
Serviço é porta a porta
O PAI-Serviço garante o transporte gratuito porta a porta e porta a ponto de ônibus às pessoas com restrições severas de mobilidade, que fazem uso de andadores ou cadeiras de rodas. Os deslocamentos podem ser realizados para tratamentos médicos, trabalho, estudo e atividades de lazer.
Os agendamentos são feitos por um telefone gratuito, que atende das 6h até as 24h, todos os dias da semana, inclusive feriados. O disque PAI-Serviço é acionado pelo número 0800 600 15 17. As solicitações devem ser feitas com dois dias de antecedência.
O PAI-Serviço não é um serviço de emergência ou urgência e está capacitado a transportar apenas pessoas cujo estado de saúde esteja compatível com as condições oferecidas, a critério do médico do usuário. Os veículos circulam de segunda a sexta-feira, das 6h30 até as 23h30; e aos sábados, domingos e feriados, das 7h30 às 18h.
Aplicativo facilita a vida de usuários de ônibus
Usuários do transporte coletivo urbano de Campinas contam com um novo recurso para agilizar seus deslocamentos. É o CittaMobi, sistema gratuito que pode ser baixado em smartphones, tablets e computadores e permite aos passageiros consultar os horários e as localizações dos ônibus urbanos em tempo real. A implantação do aplicativo é a segunda fase de um projeto de informatização do sistema de transporte da cidade, em um investimento realizado pelas concessionárias que chega a R$ 5,4 milhões em quatro anos de contrato.
Disponível atualmente em 15 municípios brasileiros, o CittaMobi tem como benefício permitir que o usuário se desloque para o ponto de ônibus sabendo o horário em que o veículo vai passar, reduzindo o tempo de espera. O aplicativo também indica os pontos mais próximos do usuário, as linhas que passam por eles e a que distância os ônibus estão do local.
A implantação do CittaMobi é um investimento das concessionárias com supervisão técnica da Transurc e gestão da Emdec. “A plataforma permite saber com mais precisão o horário em que o ônibus vai passar no ponto, otimizando o tempo dos usuários. Em conjunto com as centrais de monitoramento instaladas nas garagens, oferece muito mais confiabilidade e qualidade ao transporte público”, afirma Belarmino da Ascenção Marta Júnior, presidente da Transurc.
Ao abrir o app, o passageiro é automaticamente posicionado no mapa de Campinas, onde pode selecionar o ponto desejado. Ou, se preferir, pode fazer busca por linha ou endereço. Outro recurso é o itinerário da linha desenhado no mapa, e, uma vez que o passageiro esteja embarcado, poderá estimar o tempo previsto para chegar ao destino.
Para deficientes visuais, há o CittaMobi Acessibilidade, que interage com o usuário por avisos sonoros e mensagens em áudio.
Tecnologia no transporte
Para viabilizar o projeto, o setor de transporte de Campinas recebeu investimentos significativos em tecnologia. No último ano, as concessionárias implantaram sistema de localização em 100% da frota. Também foram criadas estações de monitoramento em cada uma das seis garagens existentes na cidade, que se comunicam com o recém-lançado Núcleo de Monitoramento de Transporte da Emdec.
Os investimentos contemplam ainda contratação de novos funcionários para operar as centrais de monitoramento e instalação de câmeras em todos os veículos.
A informatização do sistema representa investimentos de R$ 1,2 milhão ao ano durante quatro anos. Outros R$ 300 mil foram aplicados na central de monitoramento da Emdec, e nas garagens cada central custou aproximadamente R$ 65 mil cada.
Em tempo real
Dentro das ações de melhoria do sistema de transporte em Campinas, o lançamento em agosto do Núcleo de Monitoramento de Transporte (NUMT) é uma conquista importante para a população.
Investimento realizado pelas concessionárias, o núcleo recebe em tempo real a localização dos ônibus por meio do sistema AVL (Automatic Vehicle Location – Localização Automática de Veículos).
Essas informações são processadas e então encaminhadas para o CittaMobi. Na central, seis operadores e um supervisor visualizam o andamento do transporte no mapa de Campinas, identificando problemas e transmitindo orientações aos prestadores do serviço.
Todos os ônibus municipais já possuem instalado o Sistema AVL, que engloba GPS (Global Positioning System – Sistema de Posicionamento Global), GPRS (General Packet Radio Services – Serviços Gerais de Pacote por Rádio – comunicação via internet), o programa e a memória. É o AVL que envia as informações do veículo ao servidor do Núcleo de Monitoramento a cada meio minuto ou sempre que os ônibus passam pelas paradas mapeadas.
Nos painéis, ônibus que circulam normalmente são representados pela cor verde; se estão adiantados, ficam azuis; os atrasados ganham a cor vermelha. Quando a comunicação falha, tornam-se cinzas.
Há, ainda, os laranjas, parados por acidente ou falha mecânica, por exemplo.
Em caso de intercorrências, as empresas são acionadas em suas centrais de monitoramento para providências.
Escolas nas Garagens retoma passeios com novo ônibus
A estreia do novo ônibus do Escolas nas Garagens marcou hoje a retomada do programa desenvolvido pela Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) no segundo semestre. Criado há 12 anos, o Escola das Garagens já conta com mais de 100 mil participantes, sendo 4.200 crianças de 50 escolas apenas no primeiro semestre de 2015.
A aquisição do novo ônibus reforça a importância do projeto. “O Escolas nas Garagens é uma ação de cidadania. Além informar as crianças sobre o setor de transportes, conscientiza os participantes sobre preservação ambiental e do bem público. Nos passeios, as crianças têm também a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre a história de Campinas”, comenta Belarmino da Ascenção Marta Júnior, presidente da Transurc. O novo ônibus tem capacidade para transportar 36 crianças.
Inscrições abertas
Com o fim das férias, o Escola nas Garagens abriu inscrições para participação das escolas no programa no segundo semestre. Dirigido a estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas estaduais e municipais, o Escolas nas Garagens é um passeio de ônibus de meio período, com embarque feito na própria escola. Na sequência, o grupo faz uma parada no Centro e visita uma garagem de ônibus.
Para alunos e professores, é uma oportunidade de vincular disciplinas curriculares com uma experiência prática. Ao caminhar pelas ruas do Centro de Campinas com os monitores, os alunos conhecem detalhes importantes de como surgiu a cidade e de personalidades famosas, como o músico Carlos Gomes. Nas garagens, conhecem a importância do transporte para a cidade e aprendem conceitos de cidadania e de preservação do bem público.
As escolas interessadas em participar do Escolas nas Garagens devem entrar em contato com a Diretoria de Comunicação da Transurc pelo telefone (19) 3731-2643. Para participar, as escolas devem enviar a lista de alunos, com autorizações dos pais ou responsáveis, e de nomes dos acompanhantes adultos (um para cada grupo de 15 crianças). São parceiros do programa a Choperia Giovannetti, a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
Responsabilidade ambiental
Campinas completa em julho dez anos de utilização de biodiesel no transporte público.
Pioneira no Brasil na adoção da mistura entre óleo diesel e óleo vegetal como combustível para a frota de ônibus urbanos, a cidade vem colhendo benefícios importantes, como a redução da emissão de poluentes e a melhoria da qualidade do ar. Na última década, outros importantes projetos ambientais contribuíram para que a cidade se transformasse em referência nacional na adoção de práticas sustentáveis no transporte público.
Em Campinas, o sistema de transporte coletivo urbano convencional atende 516 mil passageiros diariamente, com uma frota de 914 ônibus. Por mês, são consumidos 2,7 milhões de litros de combustível. Dez anos atrás, esses números eram mais modestos, mas já alertavam para a necessidade de adoção de medidas que minimizassem os efeitos sobre o meio ambiente e a saúde humana. O biodiesel surgiu nesse cenário, como lembra Hélio Bortolotto Júnior, diretor da Coletivos Pádova. “Campinas foi pioneira na adoção da mistura de óleo diesel com óleo vegetal. Fazíamos a mistura na própria garagem e testamos diversas proporções até chegar a uma combinação que mais se adequasse aos nossos ônibus”, recorda. As proporções variaram de 1% a 10% de óleo vegetal, até se estabilizar em 5%, proporção que é mantida até hoje e que é utilizada como referência em todo o país. “Com uma mistura mais rica em óleo vegetal, o desempenho do veículo acaba ficando comprometido”, informa. Além de diferentes proporções, foram testados também diferentes tipos de óleo vegetal, em especial de girassol e de soja, que acabou prevalecendo como padrão na mistura. Hoje, a mistura de diesel com óleo vegetal é obrigatória nas grandes cidades brasileiras, com mistura feita nas próprias refinarias.
O óleo diesel também foi aprimorado. Júnior explica que há dez anos o teor de enxofre no combustível era de 500 partes por milhão (ppm), índice que passou para 50 ppm e depois para 10 ppm, o que também contribuiu para a redução da emissão de poluentes. “Todas essas ações ajudaram a melhorar a qualidade do ar na cidade, mas a preocupação é constante. Estamos sempre atentos a novas tecnologias, tendo em vista a redução de impactos do setor de transporte público para o meio ambiente”, ressalta.
Transurc
Para Belarmino da Ascenção Marta Junior, presidente da Transurc, o setor de transporte tem demonstrado preocupação crescente com as questões ambientais. “São iniciativas em diversas frentes, como campanhas e melhorias dos processos operacionais, que, juntas, representam ganhos expressivos para o meio ambiente”, observa Barddal.
Uso racional da água
Outro projeto de destaque no setor é o consumo racional de água. Desenvolvidos antes da atual crise hídrica, os projetos de captação de água de chuva e água de reúso têm sido reconhecidos como exemplos de boas práticas corporativa e ambiental.
Na Itajaí Transportes Coletivos, por exemplo, a utilização de água de reúso e a captação de água da chuva para a lavagem de ônibus acontece desde 2010. Há quatro anos, quando o projeto foi implantado, ainda não existia a preocupação que existe hoje com a questão da água.
A concessionária dispõe ainda de uma estação própria para tratamento de efluentes, de forma que toda a água utilizada nas garagens volta às cisternas de armazenamento depois de tratada.
A economia é significativa: o volume médio de água necessário para lavar um ônibus gira em torno de 800 litros. Com uma frota de 105 veículos, que são lavados três vezes por semana, a economia chega a 1 milhão de litros por mês – ou R$ 82 mil ao ano.
Estações de tratamento
A Expresso Campibus também deu um passo importante na busca pelo consumo racional de água. Em abril, a empresa colocou em operação duas estações de tratamento – uma para tratamento da água utilizada em banheiros e cozinha e outra para tratamento de efluentes provenientes da lavagem de ônibus e peças de manutenção.
A medida irá permitir, entre outros benefícios, que a lavagem diária dos 179 ônibus da empresa passe a ser feita com água de reúso. As estações têm capacidade para armazenar 10 mil litros de água e, apenas no primeiro mês de funciona-mento, já permitiram uma redução de 10% no consumo total de água da empresa.
Ônibus híbrido
A Itajaí Transportes Coletivos vem testando desde fevereiro, na linha 2.20, um ônibus híbrido em Campinas. Com tecnologia que alia motores a diesel e elétrico, o veículo promete uma economia de 35% no consumo de combustível e redução de 50% nos gases poluentes, em comparação aos ônibus convencionais. A 2.20 foi escolhida por ter um dos itinerários mais longos de Campinas. Tem ponto de partida no Terminal Ouro Verde e percorre trechos da John Boyd Dunlop, Sales de Oliveira, José Paulino, Barão de Itapura, Júlio de Mesquita e Aquidabã, entre outras importantes vias de Campinas. Desde que o veículo entrou em operação, tem apresentado uma média de consumo de 2,95 km por litro de combustível, contra 2,5 km por litro registrado por um ônibus convencional na mesma linha. A tecnologia utilizada no ônibus híbrido permite que os motores funcionem de forma simultânea ou independente. Ao arrancar, o ônibus é movido pelo motor elétrico. Ao atingir 20 km/h, o motor diesel entra em operação. E quando parado, seja no trânsito, em paradas de embarque ou nos semáforos, o motor diesel é desligado.
ISO 14.000 reforça compromisso
A preocupação com as questões ambientais no transporte público é ratificada por um certificado reconhecido internacionalmente: a ISO 14.000. Conhecida como selo verde, a ISO 14.000 estabelece diretrizes para a gestão ambiental dentro de empresas, conforme normas do organismo internacional International Organization for Standardization (ISO).
A VB1 e VB3, por exemplo, conquistaram a ISO 14.000 em 2005 e, desde então, o certificado vem sendo renovado anualmente. “A certificação nos ajudou a estabelecer processos para eliminar ou minimizar eventuais impactos da operação ao meio ambiente”, explica Valdete, coordenadora de treinamento e qualidade da VB3.
Na prática, isso significa ter destinação e/ou tratamento adequados para cada tipo de resíduo gerado pelas empresas. A fumaça dos ônibus, por exemplo, passa periodicamente por testes de controle, para verificar se está de acordo com a legislação. Já os efluentes produzidos durante a lavagem de ônibus são tratados e o resíduo gerado é separado e encaminhado para tratamento específico por empresa autorizada pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Também recebem destinação correta artigos como papel, metal, plástico e vidro, que são encaminhados para reciclagem.
Bilhete Único tem crédito adicional de duas viagens
Em vigor desde 1º outubro de 2014, a medida integra uma série de iniciativas adotadas com o sistema de bilhetagem eletrônica para facilitar e agilizar a utilização do transporte público em Campinas.
Assim, após a utilização dos créditos, o usuário tem ainda o equivalente a R$ 7,00 no cartão para utilização em duas viagens. Este valor, no entanto, será descontado em nova recarga. Assim, no caso de um crédito de R$ 100,00, por exemplo, o valor disponível será de R$ 93,00 para as próximas viagens, mais o crédito adicional de duas passagens.
Integração
A possibilidade de realizar duas viagens após o fim dos créditos é apenas um dos benefícios do Bilhete Único. Qualquer pessoa, mesmo não residente em Campinas, pode fazer seu cartão gratuitamente, mediante a apresentação de CPF e RG. O Bilhete Único não perde a validade e pode ser recarregado com qualquer valor, até o limite de R$ 600,00. Além disso, por ser gratuito, não exige que o usuário se dirija a um posto autorizado para resgatar os R$ 2,00 do “casco”, como acontece com o Bilhete Viagem. A integração entre terminais é outro benefício.
Em Campinas, com o Bilhete Único é possível utilizar até três ônibus no período de duas horas.
O Bilhete Único Comum também é fácil de recarregar. Atualmente, há mais de 300 pontos autorizados a realizar recarga. A listagem completa pode ser consultada no site site.transurc.com.br e nos guias impressos distribuídos na Transurc e nos terminais.
Família BU
Atualmente, 98,5% da população conta com um dos cinco modelos da família Bilhete Único para ir ao trabalho, à escola ou para realizar suas atividades de lazer. Além do BU Comum, existem os bilhetes Vale-Transporte, Escolar, FUI Especial, Gratuito, Idoso e Universitário, destinados a públicos específicos.
Mobilização entre amigos
Inscrições abertas para o Escolas nas Garagens
Já estão abertas as inscrições para o segundo semestre do Programa Escola nas Garagens. Dirigido a estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas estaduais e municipais, o programa busca promover conceitos de cidadania. Até maio, participaram da iniciativa 3,7 mil crianças de 44 escolas de Campinas.
O Escolas nas Garagens é um passeio de ônibus de meio período, com embarque feito na própria escola. Depois, o grupo faz uma parada no Centro e visita uma garagem de ônibus. Para alunos e professores, é uma oportunidade de vincular disciplinas curriculares com uma experiência prática. Ao caminhar pelas ruas do Centro de Campinas com os monitores, os alunos conhecem detalhes importantes de como surgiu a cidade e de personalidades famosas, como o músico Carlos Gomes. Nas garagens, conhecem a importância do transporte para a cidade e aprendem conceitos de cidadania e de preservação do bem público.
As escolas interessadas em participar do Escolas nas Garagens devem entrar em contato com a Diretoria de Comunicação da Transurc pelo telefone (19) 3731-2643. Para participar, as escolas devem enviar a lista de alunos, com autorizações dos pais ou responsáveis, e de nomes dos acompanhantes adultos (um para cada grupo de 15 crianças). São parceiros do programa a Choperia Giovannetti, a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
2,4 mil universitários deixam de retirar Bilhete Único
Desde o início do cadastramento do benefício que concede 50% de desconto na tarifa para universitários, Transurc já recebeu 14.022 solicitações
Após quase três meses do início do cadastro para aquisição do Bilhete Único Universitário, 2.463 cartões ainda aguardam a retirada pelos estudantes. O bilhete, que dá direito a desconto de 50% na passagem de ônibus, deve ser retirado pessoalmente pelo solicitante na sede da Transurc, na Rua 11 de Agosto, 575 – Centro. O valor da tarifa com o desconto é de R$ 1,75.
Em maio, o número de cadastros chegou a 14.022 solicitações. Desse total, 7.841 foram entregues até o início desta semana; outras 2.463 solicitações estavam em análise ou processamento e 2.241 cadastros haviam sido indeferidos, especialmente em razão de divergências na documentação enviada.
O cadastramento para a concessão do benefício pode ser feito a qualquer tempo, mesmo com o fim do período de pico das solicitações. Quem ainda não se cadastrou deve fazer a solicitação no site da Transurc (site.transurc.com.br). O interessado deve estar matriculado em cursos de graduação em regime integralmente presencial e residir a mais de mil metros da universidade.
Além de dados pessoais e e-mail, o aluno deverá informar no formulário o nome da universidade e do curso em que está matriculado. Deverá também enviar uma fotografia e comprovante de endereço em formato digital. Caso o benefício seja aprovado, deverá recolher uma taxa de R$ 7,00 (o valor refere-se ao ressarcimento pelo serviço de cadastramento). Após a confirmação do pagamento pela instituição financeira, a Transurc enviará por e-mail o protocolo de confirmação do pagamento e terá até cinco dias úteis para emitir o cartão.
Depois desse prazo, o estudante deverá comparecer pessoalmente à Transurc com o protocolo em mãos para a retirada do Bilhete Único Universitário.
Cancelamento
No caso de perda, roubo ou furto do cartão, é possível cancelar esse cartão e emitir uma segunda via. Nesses casos, o usuário deve ligar imediatamente para o Disque-Transurc (0800 014 02 04) a fim de solicitar o cancelamento, informando o motivo e os dados pessoais como nome completo, data de nascimento, nome completo da mãe e documento de identidade. Para retirar a segunda via, é necessário que o usuário se dirija à sede da Transurc, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, com documentos originais. Para a emissão da segunda via do Bilhete Único Universitário será cobrada uma taxa no valor de duas a oito tarifas vigentes, de acordo com a determinação da Secretaria Municipal de Transportes (Setransp).
Bilhete Único Universitário
Campibus atinge 100% de tratamento de água e esgoto
Lavagem diária dos 179 ônibus da empresa passa a ser feita integralmente com água de reúso
Expresso Campibus, uma das empresas de transporte público ligadas à Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), deu um passo importante na busca pelo consumo racional de água. Em abril, a empresa colocou em operação duas estações de tratamento de água – uma para tratamento da água utilizada em banheiros e cozinha e outra para tratamento de efluentes gerados na lavagem de ônibus e peças de manutenção. A medida garante 100% de tratamento de água e esgoto e irá permitir, entre outros benefícios, que a lavagem diária dos 179 ônibus da empresa passe a ser feita com água de reúso. As estações têm capacidade para armazenar 10 mil litros e, apenas no primeiro mês de funcionamento, já permitiram uma redução de 10% no consumo total de água da empresa.
A adoção de práticas sustentáveis é uma tendência crescente no setor. Como explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc, o consumo de água nas concessionárias do transporte público se dá principalmente na lavagem de ônibus. Apenas na Campibus são 179 lavagens diárias, ao consumo médio de 540 litros por veículo, até então captados de poço artesiano. “Com as estações, a lavagem passa a ser feita integralmente com água de reúso. Mais do que o apelo econômico, o projeto é importante sob o ponto de vista ambiental. É preciso que as empresas revejam seus processos, tendo em vista o novo panorama hídrico da nossa região”, defende.
As novas estações de tratamento da Campibus estão integradas às ações da campanha Água, pense diferente: Economize!, lançada pela Transurc em janeiro para promover o consumo consciente de água.
Além dos benefícios ambientais, as estações de tratamento da Campibus e das demais empresas de ônibus contribuem para sensibilizar fornecedores, colaboradores e o público em geral sobre a questão da água. “A escassez de recursos hídricos é um tema que diz respeito a toda a sociedade. Neste sentido, as empresas de ônibus estão dando sua contribuição e exemplo”, completa. Além da Campibus, a Itajaí Transportes Coletivos, a Coletivos Pádova e a VB Transportes e Turismo também utilizam água de reúso na limpeza dos ônibus.
Tecnologia
As estações de tratamento da Campibus foram projetadas por uma empresa de São Paulo e operam automaticamente, 24 horas por dia. Ocupam uma área de 15 metros quadrados na garagem da empresa, no Parque Santa Bárbara, em Campinas.
O complexo contempla duas estações. Uma delas é destinada a tratamento biológico, para recuperação de água de vasos sanitários, banheiros e cozinha. Depois de utilizada, a água proveniente desses locais recebe tratamento e é encaminhada, limpa, à rede pluvial. Já a estação de tratamento de efluentes recupera, com o auxílio de filtros e tratamento químico, a água utilizada na lavagem de peças, chassis, veículos e oficina. Essa água volta para um reservatório a fim de posteriormente ser utilizada na lavagem de veículos. Também já está em fase de execução na Campibus projeto de captação de água de chuva, com entrada em operação prevista para o próximo mês.
VB entrega 41 novos articulados e acessibilidade sobe para 81%
Concessionária investe R$ 34 milhões com recursos do Finame; idade da frota cai para 3,8 anos e 1 milhão de passageiros/mês das linhas de cor azul clara serão beneficiados
A VB Transportes e Turismo, concessionária do transporte coletivo urbano de Campinas, investiu R$ 34 milhões na aquisição de 41 ônibus articulados. O investimento foi feito por meio de uma linha de financiamento do Banco Volvo e do Finame do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Com os novos veículos, a idade média cai para 3,8 anos. Serão beneficiados cerca de 1 milhão de passageiros por mês nas linhas de cor azul clara do Sistema InterCamp, que compreende a região do Ouro Verde, Vila União, Corredor Amoreiras, Campo Belo e Aeroporto de Viracopos”, diz Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), à qual a VB é associada.
A iniciativa reforça o compromisso das concessionárias com a qualidade e eficiência no transporte público de Campinas. “Os ônibus articulados incorporam tecnologia de ponta no transporte coletivo. Eles têm capacidade para 159 passageiros, contra 70 nos ônibus convencionais. Isso representa ganhos significativos para a melhoria do sistema”, afirma Belarmino da Ascenção Marta Júnior, diretor da VB.
Também serão beneficiadas com o investimento as linhas 1.54 – Terminal Vila União, 1.64 – Parque Tropical, 1.16 – Terminal Ouro Verde, pois os ônibus que operavam nos trechos que receberão os novos articulados serão remanejados. A mudança irá permitir que as linhas 1.54, 1.64 e 1.16 passem a operar com 100% da frota com veículos articulados nos dias úteis. Até agora, a 1.54 e a 1.64 operavam com ônibus articulados e convencionais enquanto a linha 1.16 contava apenas com ônibus convencionais.
Os 41 novos ônibus serão entregues à cidade amanhã, 6 de maio, às 10h30, pelo diretor da VB Transporte e Turismo, Belarmino da Ascenção Marta Júnior. A cerimônia acontecerá na Pedreira do Chapadão, com as presenças confirmadas do prefeito Jonas Donizete e do secretário de Transportes, Carlos José Barreiro.
Os novos ônibus, modelo Volvo B 340, são alguns dos mais modernos da categoria. Contam com motor eletrônico, computador de bordo com diagnóstico de falhas e suspensão pneumática com controle eletrônico. Dispõem ainda de freios a disco com ABS e controle de tração e caixas de câmbio automáticas. Emitem menos poluentes, são mais confortáveis e geram menos ruídos.
Acessibilidade chega a 81%
Todos os 41 veículos são acessíveis. Com eles, sobe para 81% o índice de acessibilidade na frota. Os ônibus são dotados de piso rebaixado ou elevador, para acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e balaústres emborrachados para direcionamento ao botão de parada.
Além disso, têm botão de parada com indicação em braile; espaço para cadeirantes; bancos para idosos, obesos e gestantes e encostos dos bancos mais altos, oferecendo maior conforto e comodidade aos usuários.