A campanha começou de forma despretensiosa. Tanto que, para completar a primeira garrafa, foram meses. Mas a arrecadação de lacres de alumínio acabou sensibilizando muita gente e, em maio, um ano após o início da ação levada adiante por Zelma e Adílson Cappa, da Controladoria da Transurc, quase oito garrafas PET de 2 litros completas foram entregues ao projeto “Eu ajudo na lata”. Desenvolvido pela empresa de planos de saúde Unimed, o projeto converte o dinheiro arrecadado com a venda dos lacres em cadeiras de rodas para pessoas carentes.
“Soube da campanha por meio de uma reportagem no jornal da empresa e pensei: ‘por que não participar também’. É algo tão simples e que pode ajudar alguém que precisa”, comenta Adílson. Logo, ele e Zelma começaram a divulgar a ideia entre os funcionários, as pessoas começaram a perguntar o que era aquela garrafa em cima do balcão e, com o tempo, os lacres começaram a aparecer. Houve até quem passou a coletar os lacres em seus condomínios e a levar para a Transurc. “Quando saio, coloco os lacres na bolsa e depois trago, acaba virando um costume”, diz Zelma.
A campanha “Eu ajudo na lata” já está em seu terceiro ano. Em 2014, segundo os organizadores, foram adquiridas em Campinas cinco cadeiras de rodas, doadas para as instituições Lar São Vicente de Paulo e Lar Alice de Oliveira, ambos abrigos de idosos; SORRI, entidade que atende pessoas portadoras de deficiência; Esperança e Vida e Grupo Amizade, que atendem pessoas portadoras de HIV/Aids e moradores de rua. Para comprar uma cadeira de rodas são necessárias 140 garrafas PET de 2 litros cheias de lacres de alumínio.
Mais informações no site www1.unimed.com.br/nacional/euajudonalata/index.html

Já estão abertas as inscrições para o segundo semestre do Programa Escola nas Garagens. Dirigido a estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas estaduais e municipais, o programa busca promover conceitos de cidadania. Até maio, participaram da iniciativa 3,7 mil crianças de 44 escolas de Campinas.

O Escolas nas Garagens é um passeio de ônibus de meio período, com embarque feito na própria escola. Depois, o grupo faz uma parada no Centro e visita uma garagem de ônibus. Para alunos e professores, é uma oportunidade de vincular disciplinas curriculares com uma experiência prática. Ao caminhar pelas ruas do Centro de Campinas com os monitores, os alunos conhecem detalhes importantes de como surgiu a cidade e de personalidades famosas, como o músico Carlos Gomes. Nas garagens, conhecem a importância do transporte para a cidade e aprendem conceitos de cidadania e de preservação do bem público.

As escolas interessadas em participar do Escolas nas Garagens devem entrar em contato com a Diretoria de Comunicação da Transurc pelo telefone (19) 3731-2643. Para participar, as escolas devem enviar a lista de alunos, com autorizações dos pais ou responsáveis, e de nomes dos acompanhantes adultos (um para cada grupo de 15 crianças). São parceiros do programa a Choperia Giovannetti, a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).

Desde o início do cadastramento do benefício que concede 50% de desconto na tarifa para universitários, Transurc já recebeu 14.022 solicitações

Após quase três meses do início do cadastro para aquisição do Bilhete Único Universitário, 2.463 cartões ainda aguardam a retirada pelos estudantes. O bilhete, que dá direito a desconto de 50% na passagem de ônibus, deve ser retirado pessoalmente pelo solicitante na sede da Transurc, na Rua 11 de Agosto, 575 – Centro. O valor da tarifa com o desconto é de R$ 1,75.

Em maio, o número de cadastros chegou a 14.022 solicitações. Desse total, 7.841 foram entregues até o início desta semana; outras 2.463 solicitações estavam em análise ou processamento e 2.241 cadastros haviam sido indeferidos, especialmente em razão de divergências na documentação enviada.

O cadastramento para a concessão do benefício pode ser feito a qualquer tempo, mesmo com o fim do período de pico das solicitações. Quem ainda não se cadastrou deve fazer a solicitação no site da Transurc (site.transurc.com.br). O interessado deve estar matriculado em cursos de graduação em regime integralmente presencial e residir a mais de mil metros da universidade.

Além de dados pessoais e e-mail, o aluno deverá informar no formulário o nome da universidade e do curso em que está matriculado. Deverá também enviar uma fotografia e comprovante de endereço em formato digital. Caso o benefício seja aprovado, deverá recolher uma taxa de R$ 7,00 (o valor refere-se ao ressarcimento pelo serviço de cadastramento). Após a confirmação do pagamento pela instituição financeira, a Transurc enviará por e-mail o protocolo de confirmação do pagamento e terá até cinco dias úteis para emitir o cartão.

Depois desse prazo, o estudante deverá comparecer pessoalmente à Transurc com o protocolo em mãos para a retirada do Bilhete Único Universitário.

Cancelamento

No caso de perda, roubo ou furto do cartão, é possível cancelar esse cartão e emitir uma segunda via. Nesses casos, o usuário deve ligar imediatamente para o Disque-Transurc (0800 014 02 04) a fim de solicitar o cancelamento, informando o motivo e os dados pessoais como nome completo, data de nascimento, nome completo da mãe e documento de identidade. Para retirar a segunda via, é necessário que o usuário se dirija à sede da Transurc, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, com documentos originais. Para a emissão da segunda via do Bilhete Único Universitário será cobrada uma taxa no valor de duas a oito tarifas vigentes, de acordo com a determinação da Secretaria Municipal de Transportes (Setransp).

Bilhete Único Universitário

Cartões entregues 7.841
Aguardando retirada 2.463
Cadastros indeferidos 2.241
Outras situações (análise pela universidade, em processamento ou aguardando pagamento de boleto) 1.477
Total 14.022

Lavagem diária dos 179 ônibus da empresa passa a ser feita integralmente com água de reúso

Expresso Campibus, uma das empresas de transporte público ligadas à Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), deu um passo importante na busca pelo consumo racional de água. Em abril, a empresa colocou em operação duas estações de tratamento de água – uma para tratamento da água utilizada em banheiros e cozinha e outra para tratamento de efluentes gerados na lavagem de ônibus e peças de manutenção. A medida garante 100% de tratamento de água e esgoto e irá permitir, entre outros benefícios, que a lavagem diária dos 179 ônibus da empresa passe a ser feita com água de reúso. As estações têm capacidade para armazenar 10 mil litros e, apenas no primeiro mês de funcionamento, já permitiram uma redução de 10% no consumo total de água da empresa.

A adoção de práticas sustentáveis é uma tendência crescente no setor. Como explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc, o consumo de água nas concessionárias do transporte público se dá principalmente na lavagem de ônibus. Apenas na Campibus são 179 lavagens diárias, ao consumo médio de 540 litros por veículo, até então captados de poço artesiano. “Com as estações, a lavagem passa a ser feita integralmente com água de reúso. Mais do que o apelo econômico, o projeto é importante sob o ponto de vista ambiental. É preciso que as empresas revejam seus processos, tendo em vista o novo panorama hídrico da nossa região”, defende.

As novas estações de tratamento da Campibus estão integradas às ações da campanha Água, pense diferente: Economize!, lançada pela Transurc em janeiro para promover o consumo consciente de água.
Além dos benefícios ambientais, as estações de tratamento da Campibus e das demais empresas de ônibus contribuem para sensibilizar fornecedores, colaboradores e o público em geral sobre a questão da água. “A escassez de recursos hídricos é um tema que diz respeito a toda a sociedade. Neste sentido, as empresas de ônibus estão dando sua contribuição e exemplo”, completa. Além da Campibus, a Itajaí Transportes Coletivos, a Coletivos Pádova e a VB Transportes e Turismo também utilizam água de reúso na limpeza dos ônibus.

Tecnologia

As estações de tratamento da Campibus foram projetadas por uma empresa de São Paulo e operam automaticamente, 24 horas por dia. Ocupam uma área de 15 metros quadrados na garagem da empresa, no Parque Santa Bárbara, em Campinas.

O complexo contempla duas estações. Uma delas é destinada a tratamento biológico, para recuperação de água de vasos sanitários, banheiros e cozinha. Depois de utilizada, a água proveniente desses locais recebe tratamento e é encaminhada, limpa, à rede pluvial. Já a estação de tratamento de efluentes recupera, com o auxílio de filtros e tratamento químico, a água utilizada na lavagem de peças, chassis, veículos e oficina. Essa água volta para um reservatório a fim de posteriormente ser utilizada na lavagem de veículos. Também já está em fase de execução na Campibus projeto de captação de água de chuva, com entrada em operação prevista para o próximo mês.

Concessionária investe R$ 34 milhões com recursos do Finame; idade da frota cai para 3,8 anos e 1 milhão de passageiros/mês das linhas de cor azul clara serão beneficiados 

A VB Transportes e Turismo, concessionária do transporte coletivo urbano de Campinas, investiu R$ 34 milhões na aquisição de 41 ônibus articulados. O investimento foi feito por meio de uma linha de financiamento do Banco Volvo e do Finame do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Com os novos veículos, a idade média cai para 3,8 anos. Serão beneficiados cerca de 1 milhão de passageiros por mês nas linhas de cor azul clara do Sistema InterCamp, que compreende a região do Ouro Verde, Vila União, Corredor Amoreiras, Campo Belo e Aeroporto de Viracopos”, diz Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), à qual a VB é associada.

A iniciativa reforça o compromisso das concessionárias com a qualidade e eficiência no transporte público de Campinas. “Os ônibus articulados incorporam tecnologia de ponta no transporte coletivo. Eles têm capacidade para 159 passageiros, contra 70 nos ônibus convencionais. Isso representa ganhos significativos para a melhoria do sistema”, afirma Belarmino da Ascenção Marta Júnior, diretor da VB.

Novos-Onibus-VB-01-(33)Outra vantagem dos articulados é sua vida útil, bem mais longa que os ônibus convencionais, por terem suspensão mais reforçada. Com a entrada em operação dos novos veículos, a acessibilidade na frota da VB chega aos 81%. As linhas que receberão os novos ônibus são a 1.17 – DIC VI – Corredor Central, 1.31 – Terminal Vida Nova e 1.90 – Jardim São Domingos.

Também serão beneficiadas com o investimento as linhas 1.54 – Terminal Vila União, 1.64 – Parque Tropical, 1.16 – Terminal Ouro Verde, pois os ônibus que operavam nos trechos que receberão os novos articulados serão remanejados. A mudança irá permitir que as linhas 1.54, 1.64 e 1.16 passem a operar com 100% da frota com veículos articulados nos dias úteis. Até agora, a 1.54 e a 1.64 operavam com ônibus articulados e convencionais enquanto a linha 1.16 contava apenas com ônibus convencionais.

Os 41 novos ônibus serão entregues à cidade amanhã, 6 de maio, às 10h30, pelo diretor da VB Transporte e Turismo, Belarmino da Ascenção Marta Júnior. A cerimônia acontecerá na Pedreira do Chapadão, com as presenças confirmadas do prefeito Jonas Donizete e do secretário de Transportes, Carlos José Barreiro.

Os novos ônibus, modelo Volvo B 340, são alguns dos mais modernos da categoria. Contam com motor eletrônico, computador de bordo com diagnóstico de falhas e suspensão pneumática com controle eletrônico. Dispõem ainda de freios a disco com ABS e controle de tração e caixas de câmbio automáticas. Emitem menos poluentes, são mais confortáveis e geram menos ruídos.

Acessibilidade chega a 81%
Todos os 41 veículos são acessíveis. Com eles, sobe para 81% o índice de acessibilidade na frota. Os ônibus são dotados de piso rebaixado ou elevador, para acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e balaústres emborrachados para direcionamento ao botão de parada.

Além disso, têm botão de parada com indicação em braile; espaço para cadeirantes; bancos para idosos, obesos e gestantes e encostos dos bancos mais altos, oferecendo maior conforto e comodidade aos usuários.

Linhas que receberão novos articulados  
Linha Letreiro Passageiros/mês
1.17 DIC VI / Corredor Central            285 mil
1.31 Terminal Vida Nova            169 mil
1.90 Jardim São Domingos            159 mil

 

Linhas que receberão articulados seminovos
Linha Letreiro Passageiros/mês
1.54 Terminal Vila União              362 mil
1.64 Parque Tropical
1.16 Terminal Ouro Verde)

Marca reforça eficiência do pagamento com cartão eletrônico

Pela segunda vez na história recente do transporte público, o número de assaltos dentro dos ônibus zerou em Campinas. No mês de março, não foram registrados roubos dentro dos veículos que operam na cidade. O mesmo já havia ocorrido em janeiro; em fevereiro foram cinco ocorrências. No mesmo período do ano passado, de janeiro a março, foram 90 casos.

“Zerar o número de assaltos por duas vezes em um espaço tão curto de tempo mostra que essa é uma tendência que veio para ficar. O sistema de bilhetagem eletrônica mostra-se um modelo de trabalho muito mais seguro tanto para os profissionais das concessionárias quanto para os passageiros”, afirma Belarmino da Ascenção Marta Junior, presidente da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), organização mantida pela iniciativa privada e que reúne as cinco concessionárias que operam o transporte na cidade (VB Transportes e Turismo, Itajaí Transportes Coletivos, Onicamp Transporte Coletivo, Expresso Campibus e Coletivos Pádova).

A adoção de cartões eletrônicos como forma de pagamento das viagens começou no dia 1° de outubro do ano passado e o trabalho foi realizado pela Transurc, Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e os operadores do Sistema InterCamp.

Desde outubro do ano passado, com o início do pagamento exclusivo de tarifa com cartão eletrônico, o número de assaltos vem caindo. De outubro a dezembro, a média foi de 6,6 assaltos mensais e, de janeiro a março deste ano, média de 1,6 assalto por mês.

Uma situação bem diferente dos anos anteriores. Em 2013, por exemplo, foram 329 casos no ano (média de 27,4 assaltos por mês) e um prejuízo de R$ 27 mil para as empresas. No ano passado, 424 ocorrências (média de 35,3 assaltos mensais) e perdas de R$ 31,4 mil.

As concessionárias Onicamp Transporte Coletivo e Itajaí Transportes Coletivos, que operam linhas de ônibus nas áreas 4 e 2, respectivamente, do Sistema Intercamp, distribuem a seus 700 funcionários em abril repelentes de insetos. A medida tem caráter educativo contra a transmissão da dengue e contempla ainda divulgação de informações sobre formas evitar a proliferação do mosquito no jornal interno, que também é distribuído com as cestas básicas diretamente na casa dos funcionários.

A maior parte do quadro funcional da Onicamp e da Itajaí é formada por motoristas de ônibus urbanos, que, pela natureza de seu trabalho, circulam por diversas regiões da cidade. “Com essa medida, buscamos oferecer uma proteção adicional à equipe. Além dos prejuízos para a saúde que a dengue provoca, a doença é também um ponto de atenção do ponto de vista empresarial, em razão do absenteísmo que um surto de dengue pode causar”, afirma Daiane Sarti, responsável pela área de Recursos Humanos das empresas.

Desde janeiro, foram registrados sete casos na Itajaí e dez na Onicamp, todos em março. No ano passado, as duas empresas registraram, juntas, três casos de dengue.

A Área 2 do Sistema Intercamp (Vermelha) atende as regiões do Campo Grande, Padre Anchieta e Corredor John Boyd Dunlop. Já a Área 4 (Azul Escuro) opera nos bairros Nova Europa, Jambeiro e Estrada velha de Indaiatuba.

Usuários do Bilhete Único Comum podem realizar até duas viagens após o fim dos créditos do cartão. O valor concedido em bilhetes sem saldo será debitado no momento da próxima recarga.

Em vigor desde 1º outubro de 2014, a medida integra uma série de iniciativas adotadas com o sistema de bilhetagem eletrônica para agilizar a utilização do transporte público em Campinas. Assim, após a utilização dos créditos, o usuário tem ainda o equivalente a R$ 7,00 no cartão para fazer duas viagens. Este valor será descontado em nova recarga. Assim, no caso de um crédito de R$ 100,00, por exemplo, o valor disponível será de R$ 93,00 para as próximas viagens, mais o crédito adicional de duas passagens.

Com o fim da circulação de dinheiro nos ônibus, é importante que, mesmo usuários eventuais do transporte público, tenham seu bilhete em casa. O Bilhete Único não perde a validade e pode ser recarregado com qualquer valor, até o limite de R$ 600,00. Além disso, por ser gratuito, não exige que o usuário dirija-se a um posto autorizado para resgatar os R$ 2,00 do casco, como acontece com os bilhetes 1 Viagem e 2 Viagens. A integração entre terminais é outro benefício. Em Campinas, com o Bilhete Único é possível utilizar até três ônibus no período de duas horas.

Ela é a primeira mulher a dirigir um ônibus articulado em Campinas. Seu nome? Erica Aparecida Videschi Bastos, motorista da VB Transportes. Nascida em uma família com 11 tios caminhoneiros, Erica tem a paixão pelo volante nas veias. “Nunca imaginei que dirigiria um articulado”, comemora ela, que tem ouvido com frequência elogios e comentários de apoio de passageiros e colegas de trabalho nessa nova etapa de sua vida profissional. “Em um primeiro momento, algumas pessoas se assustam, perguntam como uma mulher pode dirigir um ônibus deste tamanho. Mas depois todos acabam apoiando. Até mesmo meus filhos e meu marido estão entusiasmados com a novidade”, revela Erica, mãe de Eloá Vitória, de 18 anos, Leonardo, de 13, e Bianca, de 10 anos.

Mas chegar até aqui não foi fácil. Antes de começar a trabalhar como cobradora na VB, há quatro anos, Erica era cuidadora de idosos. Ela gostava da profissão, mas como motorista ganharia mais. Não teve dúvidas: atualizou sua Carteira de Habilitação e ficou esperando por uma oportunidade como motorista, o que aconteceu pouco mais de um ano depois, mas dessa vez em uma empresa de fretamento. “Eu fazia trajetos de empresas. Foi uma época de muito aprendizado. Eu não tinha experiência como motorista; essa oportunidade contribuiu para que eu me preparasse para desafios ainda maiores”, conta ela.

De volta à VB

Depois de oito meses como motorista de fretado, Erica decidiu tentar voltar à VB, agora como motorista. Atualizou sua Carteira de Habilitação para categoria E, que permite a condução de ônibus articulados, participou de treinamento na própria empresa para conduzir o articulado e agora faz parte da escala. Atualmente na VB, do quadro de 687 motoristas, 216 estão habilitados a dirigir ônibus articulados e biarticulados.

Realização

Sempre com cabelos bem arrumados e maquiada, Erica diz sentir-se feliz e realizada dirigindo um articulado.   “O ônibus, automático, é muito confortável. O tamanho assusta um pouco, mas é fácil de manobrar. Já passei por ruas bem estreitas sem dificuldades”, comenta.  Para motoristas profissionais, dirigir um ônibus articulado ou biarticulado é um dos degraus mais altos da carreira. Para poder dirigi-lo é necessário ter habilitação categoria E, ter histórico de motorista sem ressalvas e passar por treinamento específico.

Crédito da Foto: Divulgação Transurc / Gustavo Magnusson

Um ônibus da empresa Onicamp, que fazia a linha 4.13 – Jardim São José, foi incendiado na noite de ontem, às 23h15, por dois homens. De acordo com o motorista, o ônibus estava estacionado no ponto final da linha, na Avenida Maria Clara Machado, no Jardim Santa Rita de Cássia, já sem passageiros.

O motorista relata que um carro de cor escura parou próximo do ônibus, dois homens desceram e entraram no ônibus. A dupla pediu ao motorista que ele retirasse seus pertences, pois iria incendiar o veículo, em protesto contra a morte de um amigo deles ontem à tarde no Jardim São José. Depois que o motorista saiu, os homens dirigiram o ônibus por 500 metros e atearam fogo. Moradores do local se mobilizaram para conter as chamas, o que impediu a destruição total do veículo.

O ônibus era um carro novo, ano 2014, e o prejuízo estimado é de R$ 40 mil. Este é o segundo caso no ano de ônibus incendiados entre as empresas ligadas à Associação das Empresas de Transporte Urbano de Campinas (Transurc). As câmeras internas flagraram imagens da dupla.